Crítica: Ju-on (2002) - Sessão do Medo

27 de dezembro de 2011

Crítica: Ju-on (2002)


Um dos maiores exemplares do bom cinema de terror oriental. Ju-on faz bom uso da cultura oriental pra contar uma história de terror. 

O clima de terror é bem trabalhado e o filme conta com uma narrativa bem criativa, com histórias separadas por capítulos e sem inicio, meio e fim. O enredo é contado em arcos de personagens, cada um com uma história em tempos diferentes, como crônicas de terror. 


A qualidade narrativa também se torna um defeito do filme, não dá pra se importar com os personagens, pois eles morrem e logo em seguida, uma nova história começa. Mesmo o enredo sendo sobre uma casa assombrada, o foco do filme são os personagens amaldiçoados, mostrado cada personagem amaldiçoado depois de entrar na casa.

Diferente da versão americana, Ju-On não cria mistérios e explicações para a maldição, tudo é deixado em aberto, essa versão não perde tempo tentando explicar o inexplicável Os fantasmas da casa, Kayako e Toshio são um grande enigma, não sabemos quem são ou como morreram, isso deixa tudo mais assustador.


Takashi Shimizu sabe criar um clima de suspense e cenas de terror criativas, os sustos são todos na hora certa e todos criativos. 

Ju-On é um dos filmes mais criativos e assustadores dos últimos tempos e sem dúvida um dos melhores filmes de terror da última década.

Postado por: Marcelo


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