Crítica: O Pesadelo (2005) - Sessão do Medo

16 de abril de 2012

Crítica: O Pesadelo (2005)

Sabe quando você assisti um filme e quando termina você fica na dúvida se o quê você acabou de ver é uma merda total ou não?! Pois essa foi a dúvida que eu tenho sempre que eu assisto O Pesadelo, eu até hoje não decidi se o filme é uma merda ou não. Fica até difícil comentar, mas vamos lá...

O Pesadelo é a segunda produção da Ghost House (que assim como a Dark Castle é uma produtora que só produz filmes de terror), antes desse a produtora tinha produzido O Grito e depois o excelente 30 Dias de Noite. O Pesadelo é sem dúvida o filme mais fraco de todos produzido pela produtora criada por Sam Raimi. O filme tinha tudo para ser ótimo já que além de ter produção de Sam Raimi, tem o roteiro escrito por Eric Kripke criador da série Supernatural, mas ficou faltando alguma coisa...

O enredo segue o personagem Tim, que na infância viu o pai o pai ser levado pelo "Boogey Man" que em tradução literal é "Bicho-Papão"(título toscão), mesmo depois de adulto ele não superou o trauma e continua com medo de armários, depois da morte da mãe ele decide passar na antiga casa pra pegar coisas antigas e tentar superar o medo de infância que ele tenta se convencer de que era fantasia, mas o bicho-papão existe e ele tem que enfrentar.


O Pesadelo me lembra muito No Cair da Noite, o enredo é muito parecido e ambos exploram lendas infantis, No Cair da Noite é a fada do dente e O Pesadelo é o Bicho-Papão e nos dois filmes os personagens principais são testemunha da morte de um dos pais e anos depois não conseguem superar o trauma, tendo que enfrentar a coisa quando são adultos, mas se for comparar No Cair da Noite é muito melhor que O Pesadelo

A primeira metade do filme é muito lenta e arrastada, tão arrastada que chega a dar sono, o filme só dá uma melhorada lá pela metade, onde o filme deixa dúvidas se o bicho-papão existe mesmo ou se o personagem principal é um louco com alucinações, algo que poderia ser ainda mais explorado pelo roteiro, servindo até de inspiração pra parte 2. Um diferencial que eu posso destacar no filme é o visual, geralmente filmes de terror são escuros e com um visual sombrio, já esse filme é ao contrário sendo excessivamente claro, com imagens com alto nível de contraste e brilho, principalmente no começo. Se tem algo que irrita no filme são as tentativas de assustar o público a cada 5 minutos, com barulhos e cenas desnecessárias, todas sem proposito a não ser tentar assustar.

Quando o filme chega lá pela parte final ganha ritmo, mas decepciona quando o Bicho-Papão aparece com um CGI filho da puta que deve ter sido criado por algum estagiário. Eu até acho maneiro as cenas que o personagem enfrenta o bicho-papão, uma que eu acho bem bacana é aquela que a amiga do personagem principal é puxada pra debaixo da cama da casa dela e ele tenta puxar ela pra fora e é arrastado também indo parar na casa dele, mesmo sendo maneiro essa ideia de armários que são passagens para outro lugar com espaço/tempo diferentes a idéia é meio absurda e fantasiosa demais para ser usada em um filme de terror, deu a impressão que o bicho-papão roubou o armário de As Crônicas de Nárnia ou as portas do Monstros S.A. HAHAHA

Algo que eu notei depois de anos é que o filme tem no elenco a atriz Lucy Lawless (a eterna Xena e a Lucrétia da série Spartacus) interpretando a mãe do Tim, que só aparece no filme em duas cenas, uma como uma velha fantasma e no outro como uma lembrança, onde mal dá pra ver o rosto dela, juntando as duas cenas que ela aparece não soma 1 minuto na tela. Uma pena ela continua gostosa e merecia mais destaque no filme.

O maior defeito do filme além do ritmo lento, são os efeitos especiais que eu tinha comentado, além de serem mal feitos são usados em excesso na parte final, quebrando todo o clima de terror que até então o filme tentava criar.

Não vou falar que o filme merece ser conferido, porque eu sei que ninguém vai gostar , então quem quiser conferir faça isso por conta própria, eu não quero ninguém xingando depois. hehehehe

Postado por: Marcelo

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