Crítica: O Sétimo Mês (2005) - Sessão do Medo

7 de abril de 2012

Crítica: O Sétimo Mês (2005)


Filmes de terror orientais sempre fazem uso da cultura e crença popular para criar histórias de terror. Ju-On por exemplo se baseava na ideia de que se uma pessoa morria em um momento de ódio e mágoa uma maldição era criada no local, matando todos que tivesse contato com ela. Uma das tradições orientais é de que no sétimo mês do calendário lunar a linha que divide o mundo dos vivos e dos mortos e cortada e os mortos estão livres para andarem entre os vivos. Essa crença foi usada no filme A Maldição da Sétima Lua e é usado nesse filme.

No enredo uma filipina chamada Rosa vai trabalhar de empregada em uma casa de família na China, justamente na data do sétimo mês do calendário chinês. Ela não entende muito da cultura do lugar e estranha as pessoas fazendo oferendas para os mortos e realizando rituais para se protegerem dos "espíritos famintos", como eles os chamam. Rosa acha tudo muito estranho e não leva muita fé na crença, até que começa a ver espíritos e estranhar o comportamento dos patrões que podem estar envolvidos com o desaparecimento da empregada anterior.


Mais do mesmo, espíritos cabeludos aqui e ali e sustos forçados. O filme lembra bastante o tailandês The Eye: A Herança. A trama ganha força quando dá foco no suspense e nos mistérios que são a única parte do filme que funciona. Os sustos e o terror são gratuitos e não causam impacto. O filme gasta um tempo desnecessário dando foco as assombrações e o significado das crenças e dos rituais e deixa o suspense de lado, mas lá pela metade entra nos trilhos e dá foco ao suspense e aos mistérios, que são o ponto forte do filme.

O roteirista não se esforça para criar um clima se suspense crescente e enche o filme de clichês, com os típicos sustos de fantasma aqui e ali.

Tem também um final surpresa inesperado com uma reviravolta bacana na trama. Recomendável só pra quem ainda curte filmes de terror oriental e mais do mesmo.

Postado por: Marcelo

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