Crítica: Resident Evil - O Hóspede Maldito (2002) - Sessão do Medo

8 de abril de 2012

Crítica: Resident Evil - O Hóspede Maldito (2002)


Adaptações de vídeo games para o cinema sempre foi algo arriscado e os resultados sempre são os mesmos: Um filme caricato, bobo e insatisfatório, exemplos variados comprovam isso Mortal Kombat, Street Fighter, Super Mario Bros, Max Payne, House of the Dead, Double Dragon, Alone in the Dark entre outros...São poucos os filmes que conseguiram criar algo digno, apenas se baseando no jogo em que se inspira. Resident Evil pode ser bem inferior aos jogos da série, mas é uma das melhores adaptações de jogos para as telas.

O subgênero dos mortos-vivos estava parado desde o fim dos anos 80, mesmo que tenham sido lançados alguns bons filmes nos anos 90, o subgênero estava em baixa desde então. Foi ai que surgiu a ideia do diretor Paul W. S. Anderson de adaptar para o cinema o jogo de "survival horror'' Resident Evil. O diretor tinha no currículo o irregular Mortal Kombat, não poderia sair coisa boa dai, mas para a surpresa geral, não só Resident Evil é uma ótima adaptação de um jogo para o cinema como também é um ótimo filme de ação/terror.


Junto com o excelente Extermínio, Resident Evil trouxe a tona o subgênero zumbi, dando força a produções que vieram em seguida incluindo o excelente remake de Despertar dos Mortos que pegou influencias dos dois filmes para criar uma nova versão do clássico do Romero.

Resident Evil: O Hospede Maldito antecede os jogos e mostra como o vírus se espalhou por Raccon City. O filme começa mostrando um dos cientistas pegando uma das amostras do T-Vírus e jogando contra a parede de um laboratório sendo absolvido pelo sistema de ar condicionado. O sujeito sai correndo do laboratório, onde alguns minutos depois o sistema de segurança é ativado, trancando e matando todos os funcionários do local. Logo depois somos apresentados a personagem principal Alice que acorda sem memória na mansão que dá entrada ao laboratório, a equipe da S.W.A.T invade o local, querendo entrar na colmeia (o laboratório subterrâneo abaixo da mansão), eles levam Alice e um policial desconhecido que também estava na mansão, juntos eles descem até o laboratório que fica a quilômetros da superfície e completamente deserto, ao explorar o lugar eles descobrem que todos os funcionários estão mortos e que o responsável é um computador chamado de "Rainha Vermelha'', que ativou o sistema de segurança para conter o vírus. Depois que alguns membros da equipe são mortos pela Rainha Vermelha, eles decidem desativar o sistema e acabam libertando os funcionários infectados que viraram zumbis. Cercados pelos zumbis eles ficam sem saída e tem apenas 1 hora e meia até que a colmeia seja completamente lacrada, onde ficaram presos.


Muitos dizem que Resident Evil é um péssimo filme e que é bem inferior aos jogos. O primeiro filme foi feito para ser um prequel do jogo e não uma adaptação, mas com o sucesso veio as continuações que nada tinham a ver com os jogos.

O primeiro filme mistura vários gêneros e consegue ser eficiente em todos, nesse aqui temos terror, suspense, ficção cientifica e ação e todos eles funcionam e estão bem equilibrados. O terror é levado a sério, coisa que era bastante rara em um filme de zumbis. O clima de suspense é bem trabalhado, principalmente nas cenas onde os personagens entram em locais vazios, captaram bem o clima dos jogos.

A ideia principal do filme funciona, um grupo de pessoas presas em um local subterrâneo cheio de zumbis e tentando sair antes de ficarem completamente presos.


Outra ponto de destaque no suspense é não conhecer a fundo os personagens, já que alguns perderam a memória e não sabem quem são, alguns vão lembrando aos poucos com uns flashbacks, levantando suspeitas sobre quem foi o responsável por ter liberado o vírus.

Os zumbis do filme são muito bem feitos, seguem o estilo clássicos dos zumbis antigos, aqueles lentos, nada de zumbis atletas ao estilo Extermínio (2002) e Madrugada dos Mortos (2004).

A trilha sonora usada no filme é bem bacana e cria um clima, tanto nas cenas de suspense como nas de ação e terror. O diretor disse que se inspirou nas trilhas sonoras dos filmes de John Carpenter que eram feitas sem orquestra, só com trilhas eletrônicas, coisa bem utilizada nesse filme.

A coisa que mais incomoda no filme é a falta de sangue, mesmo o filme sendo classificado com censura acima de 18 anos, o filme carece de violência e sangue. Na excelente cena onde os personagens são mortos por lasers ativados pela Rainha Vermelha, um deles tem os dedos decepados, mas não é mostrado nenhuma gota de sangue, outro é cortado ao meio, mas fica off-screen, sem destaque nenhum na tela, a outra tem a cabeça decepada (mas cadê a porra do sangue?!).

Resident Evil: O Hóspede Maldito está entre os melhores adaptações de jogo para o cinema e mesmo que a maioria discorde também está entre os melhores filmes de zumbis já feitos, mesmo que tenha dado origem a continuações inferiores.

por Marcelo Alves

Título Original: Resident Evil
Ano: 2002
Duração: 100 minutos
Direção: Paul W. S. Anderson
Roteiro: Paul W. S. Anderson
Elenco: Milla Jovovich, Michelle Rodriguez, Eric Mabius, James Purefoy, Martin Crewes

3 comentários:

  1. Muitos dizem que é ruim, mas eu amo resident mesmo que tenha alguns defeitos

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  2. A melhor cena do filme sem dúvida é a dos lasers e a falta de sangue também me incomodou. O começo do filme é lento, tão lento que chega a incomodar, mas com o tempo isso vai melhorando e o filme vai ganhando mais ritmo.

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  3. Danilo6/09/2013

    talvez não saia sangue porque é um laser, é algo quente, tipo quando você sofre uma queimadura , o local não sangra, e também queimar um local que está sangrando faz parar o sangramento, oque dá lógica a falta de sangue. acho que assim que o laser passa , além de cortar , ele também queima o local.

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