Crítica: O Despertar (2011) - Sessão do Medo

25 de julho de 2012

Crítica: O Despertar (2011)



Um dos filmes que mais passou despercebido esse ano é essa produção inglesa que continua inédito nos Estados Unidos e foi lançado pela PlayArte em circuito nacional no começo desse ano. Um prato cheio pra quem curte histórias de fantasmas ambientados em outra época.


O filme ambientado em 1921 conta a história de Florence, uma especialista em desmascarar casos de assombração, principalmente casos envolvendo charlatões que se dizem médiuns. Logo na primeira cena ela demostra a farsa de um bando de médiuns que dizem está tendo um contato com o além numa sessão espirita. Florence perdeu o marido e as esperanças de um contado com o falecido e por isso passou a vida a explorar casos de assombração e escrevendo os tais casos em livros. Em busca de solucionar um caso de assombração em um orfanato, um cara chamado Robert (Dominic West, o Retalho de Justiceiro - Em Zona de Guerra) procura Florence para desvendar o caso, onde os órfãos dizem ser assombrados pelo espirito de um garoto no local. Cética e sem acreditar na assombração ela topa desvendar o caso, indo ao local provar que tudo é uma farsa, chegando lá conhece as crianças e a uma funcionaria que é fã do livro dela (A Umbridge de Harry Potter). As crianças afirmam serem assombradas pelo espirito de um menino e Florence conhece um moleque chamado Tom, a quem se apega. Investigando o lugar, ela se dá conta aos poucos que algo estranho e sinistro está acontecendo ali, algo que ela não consegue explicar.


O Despertar segue a linha dos saturados filmes de assombração, mas consegue se destacar entre várias outras produções nesse estilo, boa parte por causa da ambientação e do clima sombrio, além da fotografia macabra, cheia de nevoa formam uma mistura perfeita de clima e visual no filme.

A história se desenrola bem, sem sustos gratuitos e dando foco ao mistério. O cenário, assim como a fotográfica e a trilha sonora ajudam no clima de terror. Da metade pro final o filme tem boas surpresas. Aqui não existe o clichê de espíritos se contorcendo e fazendo barulho ou se arrastando por ai. As poucas cenas de susto são eficientes e funcionam bem, por serem inesperadas em cenas que não há construção de suspense, são repentinas e certeiras. Outro lance que merece ser destacado é que diferente da maioria dos filmes nesse estilo, muita das cenas de terror se passam durante o dia, sem o clichê máximo da escuridão na cena da assombração.

Outro ponto positivo nesse filme é a construção dos personagens e seus dramas, principalmente a protagonista que prende o expectador na história. É bacana o lance da protagonista ser cética, mas que quer acreditar que espíritos existem.


A terceira parte tem uma reviravolta que vai deixar alguns decepcionados e meio confusos, mas que não tiram o mérito do filme e podem até agradar alguns outros.

O Despertar é um bom filme e merece ser conferido, lembra vários outros como O Orfanato, A Espinha do Diabo, Os Outros e o mais recente A Mulher de Preto, mas consegue se destacar entre vários outros lançados nos últimos tempos, com uma fotografia, atuações e personagens acima da média em produções atuais. Vale a pena conferir.
por Marcelo Alves

Título Original: The Awakening
Ano: 2011
Duração: 107 minutos
Direção: Nick Murphy
Roteiro: Stephen Volk, Nick Murphy
Elenco: Rebecca Hall, Dominic West, Imelda Staunton, Isaac Hempstead-Wright

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