Crítica: A Aldeia dos Amaldiçoados (1960) - Sessão do Medo

6 de setembro de 2012

Crítica: A Aldeia dos Amaldiçoados (1960)


É engraçado como filmes bons as vezes são esquecidos e só são conhecidos por terem ganhado um remake, exemplos dos mais variados comprovam isso. Foi procurando um filme antigo essa semana que eu achei esse pequeno clássico chamado A Aldeia dos Amaldiçoados, produção de 1960, que hoje em dia é mais lembrado por ser a versão original do remake de John Carpenter. A Aldeia dos Amaldiçoados é uma prova de que cinema é algo que não tem data, comparando o filme de 1960 com o remake de 1995, esse filme me parece muito mais atual e impactante do que o filme realizado com mais recursos em 1995. Muito disso se deve ao argumento do filme que é muito mais simples e direto do que o remake. Argumento que parece ser uma metáfora da paranóia anticomunista e invasão extra-terrestre (algo que era muito usado na época).

Produzido em preto e branco o filme conta a história de uma cidadezinha no interior dos Estados Unidos onde ocorre um estranho fenômeno em que os moradores do lugar desmaiam inexplicavelmente ao mesmo tempo. Meses depois do ocorrido várias mulheres aparecem grávidas, até as virgens e as mulheres solteiras. Ninguém da cidade consegue achar uma explicação para o fato e as crianças nascem rápido, crianças super inteligentes, com cabelos claros e sem demonstrar sentimentos pelos que os cercam. Além de terem poderes paranormais e serem capazes de controlar as pessoas a sua volta, ler mentes e até prever o futuro. Com a hostilidade de alguns moradores da cidade, as crianças começam a atacar quem os aborrece, fazendo eles se matarem, controlando a mente de cada um. Liderados por David, filho do protagonista George Sanders, um professor que defende a causa de proteger esses seres, mesmo contra a hostilidade das outras pessoas, já que o fenômeno já havia acontecido em outras cidades, onde o governo decidiu usar armas nucleares para varrê-los do mapa. Professor Xavier Sanders ganha permissão para abrir uma escola e ajudar as crianças, mas o plano parece não dar certo, já que os pivetes não querem fazer parte da sociedade. 

O enredo é simples e bem direto, não gasta tempo com explicações banais, assim como os personagens o público também não sabe o quê são, nem de onde vieram aquelas crianças estranhas. O filme toca em questões como paranóia e invasão alienígena de forma criativa e implícita, sem exageros. A produção ser modesta é outra qualidade, se fosse uma super produção hoje em dia estaria datado, já que eles iriam encher o filme de naves espaciais e essas merdas todas. O filme segue do inicio ao fim com uma abordagem sutil, com os pés no chão, sem exagerar na ficção cientifica. 

Eu até acho que A Aldeia dos Amaldiçoados tenha influenciado Stan Lee na criação dos X-Men, posso tá falando bobagem, mas o lance de hostilidade contra seres especiais que demonstram poderes e são mal tratados pela sociedade que não os entende, lembra muita as histórias de X-Men, que foram criadas 3 anos depois em 1963, pode ser apenas um papo de nerd falando bobagem, mas lembra muito em alguns momentos.

O filme é curto apenas 77 minutos, isso contribui para o bom ritmo, o roteiro como eu tinha comentado não gasta tempo com explicações desnecessárias e sem proposito. Um bom filme que deve sim ser assistido pelos fãs de terror e de cinema, mesmo com os 52 anos de idade o filme continua bem atual.

Postado por: Marcelo

2 comentários:

  1. Anônimo11/09/2014

    A história é numa cidadezinha no interior da Inglaterra.... Assisti hoje.... Excelente o filme, só o final que achei um pouco abrupto, mas ainda muito bom!

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  2. A cidade não é no interior dos EUA. É interior da Inglaterra.

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