Crítica: Greystone Park (2012) - Sessão do Medo

12 de setembro de 2012

Crítica: Greystone Park (2012)


Um grupo de jovens invade um enorme hospital psiquiátrico abandonado a procura de espíritos, gravando toda a experiencia com câmeras caseiras. Já viu esse filme antes? Pois é, não é Grave Encounters e sim um filme muito parecido com ele chamado Grey Stone Park ou The Asylum Tapes, produção de baixo orçamento que vai sair em Outubro direto em DVD nos Estados Unidos e Deus sabe quando no Brasil. O filme é dirigido por Sean Stone (filho do cineasta Oliver Stone que deve ter morrido de orgulho tamanha a criatividade desse filme). Sim senhores é mais um desses falso documentários que estão saindo aos montes no gênero, com todos os clichês possíveis nesse tipo de filme. Câmeras com visão noturna, dando pau na hora do terror, tremendo na hora da correria e tudo que se pode imaginar nesse tipo de filme. O público que não se importa em assistir mais do mesmo, pode até entrar no clima do filme, mas quem já viu Grave Encounters já sabe o quê esperar desse filme. A semelhança entre os dois filmes é notável não só no enredo.

A história segue um grupo de jovens que sem motivo vão explorar a lenda de um hospital abandonado, que dizem que todos que entram ficam loucos. Com câmeras na mão e nada na cabeça o grupo parte pro local, gravando cada segundo da visita. A falta de um bom motivo incomonda, no Grave Encounters o grupo tava apenas gravando mais um episódio de um programa de TV, sem acreditar em nada. Já em Greystone Park um grupo vai até o local só de zoeira, procurar espíritos e encontram.É exatamente a falta de uma boa motivação que faz o publico não torcer pelos personagens. Eles estavam procurando espíritos e acharam, então que se fodam, né não?

Além da falta de carisma nos personagens, eles são irritantes ao extremo, chegam no local como um bando de baderneiros, fazendo brincadeiras, fingindo que são atacados e essas merdas todas...Mas quando o inferno começa começam a chorar que nem criança.

No começo o diretor e o cinegrafista até fazem um trabalho de câmeras legal, realmente parece um documentário em alguns momentos, mas quando o filme ganha ritmo e fica mais agitado a tremedeira na câmera começa e irrita, além da tremedeira tem aquele velha simulação de problemas na gravação, onde a imagem fica chiando e pausada. O cenário passa um clima assustador e claustrofóbico, com corredores enormes e escuros onde os personagens exploram boa parte do tempo.Os atores não se destacam, mas também não chegam a comprometer em nada o filme.Até o diretor do filme que interpreta o protagonista não tá mal, mesmo que falte carisma em todos eles.


Um lance bacana nesse filme é que ele não fica dando sustos gratuitos a torta e a direita. Eles apostam na sutileza, onde aparece algum vulto no fim do corredor ou uma forma estranha atrás de algum personagem. A técnica de filmagem documental mesmo já estando batida ajuda em muitas das cenas de terror. Embora em alguns momentos deixe o filme "bagunçado", onde o público fica perdido em meio a tanta tremedeira. Além de imagens aleatórias que aparecem no filme sem explicação!

Um outro lance bacana é que o tal Greystone Park realmente existe, era um hospital psiquiátrico enorme fundado no século 18 e que continua de pé até hoje, mesmo estando vazio. O poster do filme diz que é baseado em fatos reais, mas vendo o filme você sabe que é papo furado. A única coisa de real é o tal hospício do titulo.

Como foi dito, quem curte mais do mesmo pode conferir sem problemas. Quem assistiu Grave Encounters (ou Fenomênos Paranormais como é chamado) e não gostou, provavelmente não vai gostar desse aqui. Quem não assistiu nenhum dos dois escolha qualquer um, são quase o mesmo filme.

Postado por: Marcelo

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