Crítica: A Entidade (2012) - Sessão do Medo

21 de outubro de 2012

Crítica: A Entidade (2012)


Junto com A Possessão, A Aparição, Atividade Paranormal 4 e Silent Hill Revelation 3D, A Entidade era um dos filmes mais aguardados desse fraco ano de 2012. Dirigido por Scott Derrickson diretor de Hellraiser Inferno, O Exorcismo de Emily Rose e o Blockbuster O Dia em que a Terra Parrou. São poucos os diretores que continuam fazendo filmes de terror depois de conseguir dirigir grandes produções milionárias. Scott Derrickson é um dos poucos que não deu as costas para o terror, mesmo depois de conseguir tal feito. Depois de anunciado que dirigiria um tal projeto chamado "Sinister" a curiosidade se espalhou entre os fãs de terror, já que Derrickson ganhou status pela direção de seus filmes. Sinister, que aqui no Brasil ganhou o titulo A Entidade, tem muito do estilo do diretor. Tanto em Hellraiser: Inferno quanto em O Exorcismo de Emily Rose o diretor mantem o ritmo lento até o desfecho, sempre dando foco ao suspense e o clima de apreensão. A Entidade não foge a regra, tem um ritmo muito lento, centrado no suspense até o final.


O filme conta a história do escritor Ellison, que ficou conhecido depois de escrever um livro sobre assassinatos reais chamado "Kentucky Blood" a mais de 10 anos. Em busca de escrever um novo livro ele e a família se mudam para uma casa onde aconteceu um crime misterioso envolvendo uma família enforcada na arvore do quintal, mesmo sem que a mulher e os filhos saibam de tal crime, Elison decide investigar o caso depois de encontrar no sótão da casa uma caixa cheia de rolos de filmes amadores gravados em super 8 que mostram que as mortes foram gravados pelo assassino ou assassinos responsáveis pelas mortes de várias famílias. Cada vez mais Allison mergulha no caso e fica obcecado em descobrir o culpado pelas mortes das famílias gravadas no filme. Seria um assassino? Um grupo? Uma seita? ou algo sobrenatural?

O roteiro tem muitos pontos criativos, mas não se desenvolve de forma certa e não prende a atenção do expectador, em alguns momentos o ritmo é tão lento que chega a dar sono em quem assiste. Mesmo com o roteiro criativo o filme não parece nada inovador, tem momentos que lembram muito o fraco A Janela Secreta, em outros lembra o péssimo O Pesadelo. A Entidade também segue aquela linha de filme que vai por água abaixo quando o elemento sobrenatural entra em cena, no melhor estilo Colheita Maldita. O filme funciona muito bem como suspense, mesmo com o clima paradão e arrastado o suspense funciona. As cenas que mostram as filmagens com os assassinatos são assustadoras e tensas, sem contar que a trilha sonora macabra de dar um cagaço em qualquer um.


Temos também vários clichês conhecidos de filmes de casa assombrada com uma menininha falando com outra criança que morreu na casa, pesadelos, personagens andando no escuro no meio da noite...
Todo o filme se passa dentro da casa, isso ajuda a deixar o filme com um clima mais pesado, mas também deixa a história mais contida. Seria melhor se o personagem investigasse a fundo os crimes, indo aos locais onde houveram os assassinatos no vídeo e desvendasse o caso no desenrolar do filme.

Assim como em Adorável Molly o filme quase todo é centrado no personagem principal, Ethan Hawke está competente no papel principal, em boa parte do filme ele atua sozinho e manda muito bem.

O lance sobrenatural como eu já tinha comentado tirou o impacto do filme, os fantasmas que aparecem são tipo aqueles do Navio Fantasma, parecem acessórios que estão ali para enfeitar o filme. A cena que a fantasminha da garota aparece atrás do cara e ele não vê é risível. As maquiagens são toscas demais, não dá para levar a sério. O lance de entidade pagã deveria ter sido mais explorado pelo roteiro, mas não tem o destaque merecido.


O grande problema de A Entidade é que só funciona como filme de suspense, isso porque o enredo dá muito foco ao suspense no começo e na metade e quando o terror entra em cena perde o impacto. O desfecho mesmo sendo bom é completamente inconclusivo, deixando vários furos e dúvidas no ar.

Mesmo não sendo um dos melhores, o filme tá longe de ser ruim, mas poderia ter sido muito melhor se fosse mais bem trabalhado.

Postado por: Marcelo

5 comentários:

  1. Concordo com tudo, mas eu PAREI pra ...será que o fato de ter tantos furtos e tão pouco explorado assuntos que deveriam ter sido mais enfatizados é que estejam querendo fazer um "to be continued"?
    Espero que não né...passado nunca da certo rs rs

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  2. assisti ontem no Cinema e gostei bastante dele, e ao contrário do que disseram na critica ele não da sono de jeito nenhum, tem até comedia o final eu gostei pq foi bem pregado

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  3. Anônimo10/27/2012

    realmente o filme tem hora q da sono! e émuito lento oclima! desde que vi o trailer nao tinha despertado muitominha curiosidade, mas mesmo assim fui ao cinema pra estragar meu dinheiro! a unica coisa q valeu apenapramim foi o final!

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  4. Não dá nada de sono! Esse filme é mt bom, aliás acho um excelente filme de terror. Acredito que foi feita uma má crítica do filme. Espero que façam a continuação que pretendem produzir!

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  5. Anônimo10/18/2013

    Discordo quase integralmente da sua crítica, para mim esse foi um dos melhores filmes de terror de 2012. Clima pra lá de tenso e não achei o final inconclusivo, pelo contrário é um filme que você meio que saca que o protagonista vai se ferrar, porque passa a sensação de que ele está em uma teia da qual não tem escapatória.

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