Crítica: O Massacre da Serra Elétrica - O Início (2006) - Sessão do Medo

13 de janeiro de 2013

Crítica: O Massacre da Serra Elétrica - O Início (2006)


Em 1974 Tobe Hooper criou um filme que ganhou status de clássico entre os fãs de terror. O Massacre da Serra Elétrica foi filmado com baixo orçamento e atores e direção amadora e teve um resultado muito bom pra um filme com essas qualidades. Depois de tantas continuações e um remake em 2003, resolveram fazer um prequel mostrando melhor a origem do Leatherface e sua família. Assim nasceu O Massacre da Serra Elétrica: O Início. Sem dúvida um dos melhores filmes de terror dos anos 2000, tão bom quanto o original.

Leatherface: Mais bonito que muito bebê por ai...
O filme começa mostrando uma mulher numa situação precária trabalhando grávida num abatedouro no Texas. Logo entre muitas carcaças de animais, a mulher entra em trabalho de parto. Nasce então Thomas Hewitt, aquele que futuramente se tornaria Leatherface. O filme não mostra muito detalhadamente a infância de Thomas como foi feito com Michael Myers no filme Halloween: O Inicio. A primeira morte do filme se trata de uma cena onde Thomas está trabalhando num abatedouro que está prestes a fechar as portas devido a vigilância sanitária. Quando o aparente cara da vigilância sanitária pede que ele se retire de lá, Thomas parece não escutar, e quando ele ( cara da vigilância ) começa a ofende-lo e humilha-lo, Thomas mata o homem com várias marretadas, numa referência direta a uma cena do primeiro filme. Logo somos apresentados ao grupo de jovens que protagoniza o filme.


Hoje em dia, existem tantos slashers que já quase não existe mais argumento original para justificar o modo que os jovens caem na mão do(s) assassino(s), mas, ''O Massacre da serra elétrica: o inicio'' soube aproveitar bem a época que ele se passa: os anos 60. E então o filme usa como argumento o fato  dos irmãos Eric (Matt Bomer) e Dean (Taylor Handley) estarem indo se alistar para a guerra no Vietnã, além disso na companhia de suas namoradas Bailey (Diora Baird) e Chrissie (Jordana Brewster). Logo ao saírem do hotel onde estão, um acidente na estrada (diga-se bateram numa vaca...) faz com que todo o inferno comece.


Chrissie fica escondida atrás do mato, enquanto os garotos Eric, Dean, além da Bailey são levados junto com o suposto xerife ( que pertence a família de Leatherface ). Xerife este que leva os três para a casa da família de Leatherface. Sem dúvida o filme conseguiu ficar a altura do filme de 1974, não sujando o nome da franquia. Claro que nesse aqui tivemos mais violência gráfica, tensão, mas também  mais verba envolvida na produção por se tratar de um filme que provavelmente faria sucesso.

As atuações não são dignas de Oscar mais estão muito boas, acho que dá pra torcer por todos eles, e como o filme não apresenta tão profundamente os personagens, os créditos ficam com os atores mesmo. A família de Leatherface está tão medonha quanto no primeiro filme, mas não tem o visual tão sujo quanto o primeiro, mas tá valendo. Outra coisa que eu curti nesse filme foi que ele mostrou a origem da mascara do Leatherface, que é a cara do Matt Bomer (O Neil Caffrey de White Collar). As mortes do filme estão muito boas, bem tensas e violentas. Destaque para a cena em que Leatherface mata uma pessoa cravando a serra elétrica em sua coluna e atravessando-a. Mas outras cenas como a da amputação também são muito boas.


Direção e fotografia boas também ajudam muito no filme, o clima de deserto, dá muitas vezes um ar de sem esperança aos personagens, fora que várias vezes os ângulos que o filme pega os personagens ajuda bastante. E se você acha que só a violência física é destaque nesse filme, se engana. A violência psicológica dele também é forte e deixa você tenso em diversas horas.

Um filme essencial não só para um fã da franquia, mas para um fã do terror também, com muita violência tensão e ótimas atuações. 

por Igor Afonso