Crítica: Voo Noturno (1997) - Sessão do Medo

24 de janeiro de 2013

Crítica: Voo Noturno (1997)



Recentemente tive o enorme prazer de conhecer uma das mais famosas adaptações de Stephen King para o cinema: Cemitério Maldito. Desde então passei a gostar mais ainda do mesmo. Há algum tempo conheci através de um blog na internet uma adaptação dele chamada Voo Noturno. Então há algum tempo atrás, numa dessas minhas idas á locadora vi que havia o filme disponível para compra em VHS. Não dei muita bola e por várias vezes ignorei ele. Até que resolvi comprar e assistir. E digo que nunca me perdoaria se ele tivesse sido comprado por alguém que não fosse eu.

O filme é uma adaptação de um conto de King chamado O Piloto da Noite que faz parte da coleção Nightmares and Dreamscapes Vol.1. O filme conta a história de um jornalista que trabalha para uma revista sensacionalista que quer investigar um piloto misterioso que pousa em pequenos aeroportos e mata pessoas. Vários corpos também são encontrados sem sangue, o que levanta a suspeita do aviador misterioso ser um vampiro.

Eu não sou muito chegado em filmes de investigação, mas esse aqui soube me conquistar. Um dos principais motivos (além de você querer saber como é o aviador misterioso) é que o filme não revela seu rosto até o final. Vemos ele caminhando na escuridão por vários momentos no filme, mas seu rosto só é mostrado no final. Eu já sabia como era o rosto dele porque esse filme tem dois cartazes, o que eu coloquei lá no começo da postagem, e outro que mostra o rosto da criatura claramente na capa. Eu já tinha visto seu rosto porque a capa do meu vhs é a outra, mas isso não tirou o efeito da primeira cena onde vemos seu rosto. Mas se você não viu essa capa NÃO VEJA, assim o filme vai ter bem mais graça pra você.

Outra coisa que eu gostei é que o vampiro desse filme (fica bem claro que ele é vampiro bem antes do final então isso não é spoiler) é que não existe o preconceito de só porque o vampiro não é igual aos seres humanos ele é burro. Ele é feio? Sim. Mas ele é mais inteligente que muitos por aí. Fora a quebra obvia de clichê que vampiros são bonitos. Clichê esse que começou um pouco com Anjos da Noite ( digo um pouco porque o filme é excelente, o fato dos vampiros serem quase iguais humanos não estragou muito o filme) e afundou de vez com Crepúsculo.

Outra coisa que eu gostei é que o filme não mostra a origem do vampiro. Adoro quando um filme não explica muito de onde as suas criaturas vem. Nesse filme até dava pra explicar porque a ideia de um vampiro que pousa em pequenos aeroportos e mata pessoas não é tão absurda. Mas imagine se o filme Terror em Silent Hill fosse explicar a origem de cada uma das suas criaturas? Ou o filme ia cair no clichê (experiências mal sucedidas etc.) ou ia dar explicações inacreditáveis.


E como se o filme não te torturasse muito demorando a mostrar o rosto do vampiro, na cena em que fica obvio que vão mostrar, também demora muito (quem já viu sabe do que estou falando). E digo que é uma cena em que você não consegue desgrudar os olhos da tela.

A direção do filme trabalha muito bem. A trilha sonora é quase inexistente e a fotografia de filmes mais antigos deixam ele no tom certo (ainda mais pra mim que vi em VHS). Eu realmente não entendo como esse filme foi um fracasso tão grande. O orçamento do filme foi de um milhão, mas ele arrecadou apenas 92 mil. Não entendo porque, mas deve ser mais um caso de filme que não faz sucesso na época, mas vira cult depois, como O enigma de outro mundo.

Um filme espetacular baseado numa obra do Stephen King (não poderia ser diferente com essas características né ) que é es100cial para todo fã de terror e compete de igual para igual com O Mestre dos Desejos como o melhor filme de terror dos anos 90.

Postado por: Igor Afonso

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