Crítica: Cisne Negro (2010) - Sessão do Medo

14 de abril de 2013

Crítica: Cisne Negro (2010)


Pois é meus caros, após ficar afastado das críticas por falta de tempo, trago pra vocês um post sobre um filme que é até difícil de ser definido. Talvez forte, seria a palavra perfeita. O filme é Cisne Negro com Natalie Portman e Mila Kunis.

Cisne Negro, mostra a história de uma garota que sonha em protagonizar a peça do ''Lago dos Cisnes'' no papel de rainha dos cisnes. Essa garota é Nina (Natalie Portman), e ela não mede esforços para conseguir seus objetivos. Nina mora com sua mãe que sempre quis que a filha fosse bailarina. O filme nos mostra o submundo do balé em Nova York, com muitas intrigas sexo, traição, sexo, além de sexo.

Tudo está indo bem para Nina, ela é a mais cotada para o papel de rainha dos cisnes, que se compõe por um lado bom, o cisne branco, o qual Nina está perfeita, e o cisne negro, ao qual Nina ainda tem problemas para interpretar.Tudo vai bem, até a chegada de Lilly (Mila Kunis) que começa a se destacar também. Some isso, a alta cobrança que Nina tem com ela mesma. Todos esses fatos, vão criando uma espiral de alucinações em Nina, a ponto de ela querer fazer qualquer coisa para ficar com o papel.


Cisne Negro foi indicado em cinco categorias no Oscar de 2011; melhor filme, melhor direção, melhor fotografia, melhor edição e melhor atriz, vencendo apenas esta última, com Natalie Portman. A mesma também venceu está mesma categoria no Globo de Ouro, no SAG Awards e no Bafta. Mais que merecido, já que a mesma consegue passar todas as emoções da bailarina em crise de identidade. O filme se desenrola de forma media, nem muito lenta, nem muito rápida, porém suficiente para deixar o expectador vidrado na tela. Um clima de suspense e tensão únicos vão se formando, e você só conseguirá se libertar quando chegar ao fim do filme.

A atuação de Natalie não é a única que merece destaque. Barbara Hershey (Sobrenatural), que interpretou a mãe de Nina, também está perfeita. Conseguiu transmitir perfeitamente a sensação de mãe maluca, doida super protetora. Mila Kunis, apesar de só ter mais destaque da metade para o final do filme, também consegue passar o que sua personagem representa. Não posso falar muito sobre ela para não dar spoiler. Além da trilha sonora que é composta por música clássica, que combina perfeitamente com a ambientação do filme.

A direção de Darren Aronofsky também está de parabéns. Em certos momentos a câmera não para quieta de forma alguma, deixando o expectador meio tonto até. Outra coisa que chama a atenção na direção, é que o cara gosta muito de um plano sequencia. Várias cenas tem uma duração grande para um filme desse gênero, mas caiu como uma luva.


Quando o filme se aproxima do final, o clima de tensão aumenta bruscamente, e o filme começa a brincar com a mente do telespectador, questionando-o sobre o que é real e o que não é. Além de também tratar a questão de ''até onde uma pessoa pode ir, para conseguir o que quer?''. O final do filme deixa algumas dúvidas para o expectador criar teorias por si só. Mas não deixa de ser um bom final.

Cisne Negro é com certeza um dos melhores suspenses psicológicos que tem saído nos últimos tempos. Mereceu todos os prêmios que ganhou e é altamente indicado para aqueles que a muito tempo não encontram um bom suspense.

Postado por: Igor

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