Crítica: Aftershock (2012) - Sessão do Medo

20 de maio de 2013

Crítica: Aftershock (2012)


Sinopse: No Chile, as férias de um turista americano ficam ainda melhores quando ele conhece belas viajantes. Mas, quando um terremoto destroi a casa noturna subterrânea em que eles estão, uma noite divertida se transforma em terror. Escapar para a superfície é só o começo, pois o caos já está instalado.

Produção Chilena produzida e estrelada por Eli Roth (Diretor de O Albergue e Cabana do Inferno) e dirigida por Nicolás Lopez, com roteiro do mesmo em parceria com Eli Roth. O diretor baseou o roteiro do em suas próprias experiências no terremoto que devastou o Chile no dia 27 de fevereiro de 2010 para escrever o roteiro do filme.


O enrendo acompanha um grupo de playboys fanfarrões indo de balada em balada no Chile. O grupo é parecido com aquela turma de O Albergue só estão ali de zoeira e não querem nada com nada, só se divertir ao máximo. O grupo é liderado por "Gringo" amigo de dois cidadãos locais, um dos malucos é uma cópia fiél do Allan de Se Beber não Case, mais um chamado Pollo, um Playboyzinho mimado e chato pra cacete, que só reclama o tempo todo e mais duas gostosinhas e uma moça recatada no meio dos fanfarrões.

A primeira metade do filme é uma tentativa frustrada de criar simpatia dos personagens com o público, os personagens são aquele tipo insuportável que vemos em vários filmes de terror. A primeira meia hora de filme é arrastada, mostrando os personagens em festas, discutindo, zoando, nada de interessante, lembra muito Se Beber não Case. É só quando a catástrofe começa que o filme ganha ritmo e surpreende e muito o expectador, todo o clima ameno dá lugar a um filme pessimista, quebrando todos os clichês do gênero ao mostrar uma situação fora do controle e caótica  onde não há escapatória para ninguém. Quantos filmes de terror são imprevisíveis hoje em dia? São raros, e esse se encaixa nessa categoria. Acontece muita coisa que deixa o público surpreso, sem trégua, sem dó. Cada vez mais pessimista.

Quando a catástrofe começa lembra alguns filmes da série Premonição, com os personagens morrendo em acidentes, logo depois uns fugitivos perigosos fogem da prisão e a situação fica preta, com os fugitivos querendo matar o grupo de sobreviventes.

Como eu comentei lá em cima, é uma produção Chilena, mesmo sendo produzido pelo americano Eli Roth, é um filme de baixo orçamento, bem diferente das grandes produções hollywoodianas. É notável o baixo orçamento da produção logo pela fotografia quase amadora com câmeras convencionais, isso ajuda em muito. Como eu sempre comento, dinheiro demais as vezes atrapalha, manter os pés no chão em um filme de terror é sempre bom. Mesmo sendo assim, a produção não decepciona na maquiagem e nos efeitos especiais, com um gore na medida certa.


Lembra do humor negro de Piranha? Pois Aftershock, usa do mesmo tipo de humor, abusando de cenas onde a desgraça alheia virá motivo de piada nos primeiros minutos. Logo nos primeiros minutos do terremoto, um dos personagens tem a mão arrancada. Ele tenta pegar a mão de volta, mas na correria, a mão e chutada de um lado para o outro, numa das cenas mais cômicas do filme, no melhor estilo "Pimenta nos zóio dos outros é refresco".O melhor tipo de humor no terror é esse, rir da desgraça alheia, quem disser que não tá mentindo. Depois que os sobreviventes saem da boate o clima muda, e o filme fica mais sério e tenso, com uma alerta de tsunami (Anunciada pela sirene do Silent Hill) e a descoberta da fuga de prisioneiros perigosos, que ao invés de fugir como todo mundo, decidiram ficar para matar o pessoal nas ruas e os sobreviventes terão que enfrentar os criminosos, além da catástrofe . Em alguns momentos o filme lembra Turistas, mas consegue ser muito superior a ele. Nesse aqui há mais violência, com tiros, machadadas, nego sendo queimado vivo, estupro... Um situação pior que a outra a cada minuto, desgraça pouca é bobagem, acontece muita desgraça.

A direção tá longe de ser primorosa, tem hora que parece que o diretor tá mais perdido que cego em tiroteio, quando o caos começa a tremedeira entra em cena e deixa o filme com um ar amador, ou daqueles found footage, talvez seja a falta de recursos da produção. Aftershock merece ser visto porque gosta dos filmes nessa categoria que eu citei, tá longe de ser um dos melhores de 2013, mas é melhor que muito dos filmes que sairão esse ano que prometiam demais e entregaram de menos. Nesse caso aqui é o contrario, não apostava nada por ele e acabei gostando.

Postado por: Marcelo

6 comentários:

  1. Anônimo5/21/2013

    se naum fosse essas parada de chileno eu ate assistiria kkkkkkk nao suporto essas paradas orientais no meio!

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  2. Anônimo5/21/2013

    ps: espanhol tb e oriental pra mim uhauha , tudo da mesma bagaça! triste =/

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  3. Na real o filme nem tem cara de chileno Ron, se tivesse pra mim taria de boa, mas não tem. Na moral deu a impressão de ser um filme americano de baixo orçamento. Gostei!

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    1. Anônimo5/21/2013

      vou ver entao se abro uma excessao e vou conferir. vai q me surpreendo né!

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  4. Assisti o filme, FODA! Não esperava muito dele, mas sério, tive pena de algumas mortes, mas isso que é bom no filme tbm, velho, muito foda mesmo! Só não é um filme que eu vou rever, porque é daqueles que você ver uma vez e na segunda perde a graça. :/

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  5. Anônimo6/15/2013

    Puta filmaço! Os personagens sao meio scrocs, mas o filme ganha muita ação e terrorr!

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