Crítica: Static (2012) - Sessão do Medo

31 de maio de 2013

Crítica: Static (2012)


Um casal numa casa no meio do nada são atormentados por estranhos mascarados depois que uma jovem bate na porta deles de madrugada. Já viu esse filme?! Não é de Os Estranhos que eu to falando e sim do filme de terror independente chamado Static, que traz no elenco  Sara Paxton (De A Última Casa, Hotel da Morte, Enter Nowhere) Milo Ventimiglia (Heroes, Autópsia de um Crime) e Sarah Shahi, que eu reconheci na hora como a mulher de branco do episódio piloto da série Supernatural. O filme tem direção e roteiro do iniciante Todd Levin e pode se dizer que é mais um filme de 2013 que é quase uma cópia de Os Estranhos, juntando com os futuros You're Next e O Expurgo. Em todos o argumento é o mesmo, estranhos mascarados tentando invadir uma casa no meio da noite. Duvido que os dois outros citados sejam tão iguais a Os Estranhos, quanto esse Static. É tão parecido que teve instantes que eu jurava que a cena que se passava na tela era de Os Estranhos, o cenário, a forma como o diretor filma as cenas, com uma estranha calmaria, se não fosse pelo final, eu diria que Static é um remake de Os Estranhos.

No enredo um escritor chamado Jonathan (Milo Ventimiglia) e sua esposa Addie (Sarah Shahi) estão lidando com a perda recente do filho único e a beira de um divorcio. O casal passa os dias e as noites dentro de casa, onde Jonathan está terminando de escrever um novo livro. Numa madrugada qualquer uma estranha bate na porta com histórias sobre intrusos mascarados que a estão perseguindo. O casal se pergunta se a história é verdade ou se ela estaria inventando a história por ser uma fã de Jonathan. 


O filme gasta um tempo desnecessário em deixar o público na dúvida se a história da moça é verdade ou não. E depois que é mostrado que os tais mascarados são reais e estão por ali é que o filme entra num clima de suspense, muito semelhante a Os Estranhos. Se não fosse tão parecido, Static teria um valor maior, principalmente pela forma que o diretor conduz o suspense, com uma estranha calmaria, tanto no enredo quando na forma em que é filmada as cenas, mas como tudo isso já foi visto no outro filme há um grande desgaste, tirando um pouco do mérito do filme.

A grande surpresa é o final, completamente inesperado e imprevisível, embora nem um pouco inovador, surpreende por ser completamente diferente do que era proposto, no final o filme toma um rumo diferente dos filmes desse estilo.


Até agora fiquei sem entender o motivo desse filme ter sido gravado para ser exibido em 3D. Não existe nenhuma cena do filme que valha a pena ser vista nesse formato e o filme é excessivamente escuro para ser visto em 3D. Mais um caso de grana fácil que os produtores estão usando atualmente em Hollywood.

Vou fechar dizendo que Static é sim um bom filme no que ele propõe, mesmo estando longe de ser inovador, ele surpreende pelo final, que é sem dúvida a melhor parte do filme.

Postado por: Marcelo

3 comentários:

  1. Anônimo6/02/2013

    pode ate lembrar os estranhos, so que static tem um final muito melhor, um elenco muito melhor e um clima de suspense muitomais bem trabalhado!

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    1. Pelo visto você gostou mais que eu Ron. Sim, o final é muito superior ao final de Os Estranhos, mas entre Static e Os Estranhos, eu escolho Os Estranhos.

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  2. Nossa depois dessa crítica fiquei com vontade de assistir.

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