Crítica: Deixe-Me Entrar (2011) - Sessão do Medo

4 de maio de 2013

Crítica: Deixe-Me Entrar (2011)


De uns tempos para cá Hollywood apostou suas fichas em refilmagens, 8 em cada 10 produções são de gênero terror. Não só os filmes clássicos e cults de terror dos anos 70 e 80 ganharam novas versões, como também produções recentes de outros países como o espanhol [Rec], que ganhou um refilmagem apenas um ano depois de ter sido lançado. Seguindo a mesma linha está esse Deixe Me Entrar, refilmagem do sueco Deixe Ela Entrar, filme espetacular lançado em 2008 e baseado no livro de mesmo nome.

Antes de comentar a refilmagem tenho que falar que a versão original é, sem duvida, um dos melhores filmes de vampiros de todos os tempos. A narrativa criativa carregada de drama com situações e personagens bem realistas formam uma das melhores histórias com esse tema já feitas no cinema e eu nem sou chegado em filmes de vampiros, mas falo sem dúvida que Deixe Ela Entrar é um clássico. Assisti a versão original muito antes de ser anunciado a refilmagem e fiquei com o pé atrás com a versão americana, exatamente por achar o filme sueco perfeito, do tipo de filme que eu não mudaria nada e não havia motivos para refazer, ainda mais que o filme mau tinha sido lançado. A direção ficou a cargo de Matt Reeves, diretor de Cloverfield - Monstro que acertou na direção e entregou um filme a altura do original. Na real eu não curto essas refilmagens copias do original. Como eu comentei na resenha do A Morte do Demônio, se é para fazer igual, melhor não fazer, não vejo muito proposito em remakes como A Profecia e Quarentena que copiam todas as cenas do original quadro a quadro, sem acrescentar nada ao roteiro, mas nesse caso alterar o original seria um erro grave e foi nisso que o remake acertou. A versão sueca e americana são praticamente o mesmo filme em liguas diferentes e atores diferentes e detalhes mínimos na produção, que eu já vou comentar.


A trama acompanha um garoto solitário chamado Owen. O moleque é negligenciado pelos pais, que estão se separando e sofre nas mãos dos valentões da escola que o agridem diariamente.  Owen passa os dias fantasiando sua vingança e as suas noites espiando pelo telescópio o que acontece nos outros apartamentos da vizinhança. É ai que ele conhece uma nova vizinha, Abby (Chloe Moretz, a Hit-Girl de Kick-Ass), que acaba de se mudar para a casa ao lado com seu silencioso guardião (Richard Jenkins). Ao mesmo tempo em que os novos vizinhos chegam, uma onda de desaparecimentos tem início no local. Na investigação, um policial começa a achar que se trata de um caso de culto satânico, já que vários corpos foram encontrados sem sangue.

Owen continua sofrendo na escola, sem poder se defender, a Mãe sempre distante não dá atenção e ele logo se aproxima de Abby. No começo eles apenas trocam algumas palavras a noite. Com o passar das noites eles vão se aproximando ao ponto de se tornarem inseparáveis, despertando o primeiro amor de Owen que será abalado ao descobrir que Abby tem um extinto assassino e precisa de sangue para se manter viva.

É impossível falar de uma refilmagem sem fazer comparação com o original. Aqui o roteiro permanece o mesmo, com os mesmo diálogos e cenas. A mudança é apenas na produção que acrescentou um pouco de CGI e um visual diferente da vampira Abby. No filme original Eli tinha uma aparência humana mesmo quando matava e bebia sangue, aqui ela parece um monstro, em alguns momentos lembra aqueles Night Walkers do Blade II. O original ganha pela simplicidade, mas a mudança de visual ficou bacana também. A fotografia amarelada dessa refilmagem também caiu bem, deixou o filme com um tom sombrio, lembrando os filmes do Guillermo Del Toro.



A narrativa é genial os personagens são bem construídos, alguns pontos interessantes que mesmo sendo alguns detalhes fazem a diferença, como não mostrar direito o rosto da Mãe de Owen o filme inteiro, destacando a ausência dela pelo ponto de vista dele. Engana-se quem acha que por ser uma história bonita de amor o filme tem vampiros boiolas e brilhantes como em Crepúsculo, aqui os elementos clássicos foram mantidos e o tema de vampirismo é tratado de forma sombria e muito séria. Abby é como uma viciada em drogas que precisa de sangue tanto quanto um drogado precisa de drogas, sendo obrigada a matar para se alimentar.


Kodi Smit-McPhee tem uma aparência mais frágil que a figura do Oskar do filme original, isso até pode ser considerado um erro, já que o moleque dessa versão não passa a idéia de um futuro assassino como o Oskar na versão original, mas foi outra alteração que eu achei bacana. Chloe Moretz tá ótima como protagonista, em vários momentos a personagem se transforma de uma simples garota inocente numa fera selvagem.

Um ponto interessante em relação ao original é que mesmo tendo quase a mesma duração, a refilmagem parece menos lenta que o filme original, talvez pela edição e montagem das cenas. Além do visual bem mais sombrio e escuro.

Deixe Ela Entrar é uma obra prima e como já tinha comentado, um dos melhores filmes de vampiros já feitos. Ainda acho que essa refilmagem foi algo desnecessário, mas é um filme à altura do original, com alguns pontos diferentes que podem agradar o público, tanto quem viu como quem não viu o original.

Postado por: Marcelo

3 comentários:

  1. Anônimo5/07/2013

    todos dois sao muito bons. esse remake serve pra quem curte mais a lingua inglesa e acloe rsrs quen e meu caso. claro q nao tenho nenhuma tara por ela,igual ao DR marcelo. mais ela e uma boa atriz!

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    1. HAHAHAHAHAHAHA Não é porque ela é de menor que eu vou mentir, ela é muito gostosinha!!!

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  2. Anônimo6/16/2013

    o filme e bom mais tem uma parte de eu não gostei, foi quando o menino vai embora e acaba o filme

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