Crítica: O Colecionador de Corpos 2 (2012) - Sessão do Medo

3 de maio de 2013

Crítica: O Colecionador de Corpos 2 (2012)


Filme se destaca pelo suspense e imagens de impacto, mas as comparações com Jogos Mortais são inevitáveis.

Sempre espero 24 horas após ver um filme para escrever a sua crítica, pois isto me ajuda a separar os pontos positivos e negativos da película sem me deixar levar pela primeira impressão. Então, diminua suas expectativas para este filme e nem se preocupe em assistir o primeiro filme, pois esta sequencia conta direitinho o que houve no primeiro filme. E tome flashback...

Este filme roteirizado e dirigido por Marcus Dunstan, co-roteirista de boa parte dos (cansativos) filmes da franquia Jogos Mortais é mantido por três tipos de suspense: "O que vai acontecer, quais personagens vão morrer e como serão as mortes?". 


A história se baseia em Elena, uma moça com um infância trágica e Arkin, um ladrão que foi capturado pelo Colecionador no primeiro filme. O filme possui uma fotografia decente, cortes rápidos e uma ideia central muito boa. Seria perfeita, se Jogos Mortais não tivesse sido lançado há alguns anos.

Afinal, de quem lembramos quando vemos um psicopata com armadilhas, planos engenhosos, labirintos mortais em lugares abandonados e mortes criativas? JIGSAW. O Colecionador até se esforça, pois ao contrário do nosso querido vilão canceroso de Jogos Mortais, o mascarado aqui é bruto, rústico, sem lições de vida, sem moral, sem segunda chance. Deu mole, ele desce a faca! 

Porém, apesar do belíssimo embate final (pura técnica visual, suspense e edição certeiros) e do argumento inicial, o clichê e absurdo rondam o filme, apresentando algumas tosquices e absurdos, como armadilhas inexplicáveis, mortes previsíveis e um protagonista que muda o comportamento de cãozinho assustado para badass motherfucker em pouquíssimos minutos. Spoilers ao final do texto explicando alguns absurdos...

É um filme para se ver sem maiores pretensões e se deixar pelo ótimo suspense, esquecendo por alguns minutos as lições de morte e de lógica que Jigsaw nos deixou. Filme acima da média, mas que pega carona descaradamente na franquia que lançou ao estrelato o seu diretor.

SPOILERS: A cena da balada é iradíssima em termos de violência, mas totalmente sem lógica. Como um cidadão constrói aquelas coisas e ninguém da produção da balada nota algo de diferente? E como os policiais e a ambulância chegaram tão rapidamente aquele local teoricamente isolado e esquecido? 
Não por acaso, Marcus Dunstan é também roteirista do péssimo Piranha 2.

Postado por: Jon

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