Crítica: 23 Minutes to Sunrise (2012) - Sessão do Medo

1 de junho de 2013

Crítica: 23 Minutes to Sunrise (2012)



Lançado agora em 2013, 23 Minutes to Sunrise (ou 23 Minutos Para O Nascer do Sol como deve ser, se sair no Brasil) é mais um daqueles casos de filme com um bom roteiro, uma boa ideia, mas mal executados pela produção e pelo próprio roteirista, com falhas e furos de roteiro, que se melhor trabalhados renderiam um filme ao menos bom.

O filme é focado em uma lanchonete e os dois trabalhadores que trabalham no turno da tarde lá.  O filme tem dois conjuntos de personagens principais, na real, foca mais nos trabalhadores Eddie e Sheila. Eddie era um soldado no Afeganistão e agora está de volta a faculdade estudando e trabalho no restaurante no turno da noite. Sheila é mulher de 30 anos que está em um relacionamento complicado com o marido abusivo, e sua única saída é o trabalho durante a noite. Os outros dois personagens principais são também Daniel e Ana, mas nada fica claro sobre quem são esses dois personagens, que simplesmente aparecem no restaurante no meio da noite.

No fim da noite na lanchonete, outros dois casais chegam no lugar. Um Zé ruela de uns 20 anos, que é cheio de marra e que está tendo problemas na vida e a namorada, que de nada acrescenta, a não ser falar umas duas palavras pro boladão ficar calmo. O outro casal que estão na lanchonete são Rachel e Ted, um casal que está tendo problemas de casamento e tentando lidar com isso, são nada mais que encheção de lingüiça no filme e de nada acrescentam a trama, nenhum desses dois ganham destaque e parece que estão lá como figurantes, nada mais.. . Pronto, são só esses personagens e aquele ambiente o filme todo, onde um dos personagens tem o poder de viver para sempre e tem 23 minutos para decidir a quem passar o dom da imortalidade.


O roteiro desenvolve bem os personagens Eddie e Sheila e gasta um tempo desnecessário com diálogos emo e um climinha de romance entre os dois. O filme foca tanto nos dois personagens que esquecem o enredo central. Eu nem me importo quando um filme demora a desenvolver os personagens, com tanto que tenha uma proposta boa, que faça o público se importar pela trama e pelos personagens. Só que nesse filme, nenhum dos dois gera interesse e o filme fica cansativo. Logo no começo a narrativa é criativa, onde o personagem Eddie narra a trama como se estivesse contando uma história, mas sem motivo algum isso é cortado lá pela metade.

A ideia central da trama é muito boa, mas limitada demais para um filme, toda a história do filme poderia ter sido feito em um curta-metragem de 5 minutos e estaria bom. O filme todo é muito vago e contido, o roteirista é preguiçoso e não desenvolve a trama direito. Outro grande problema de 23 Minutes to Sunrise é que o filme foi vendido como terror, sendo que está longe de ser.
Eric Roberts continua provando que é o ator mais canastrão de Hollywood, parecia que tava bêbado ou com sono o filme todo, nem ao menos se esforça na atuação.


Se o filme já era vago por si só, o desfecho consegue fechar com chave de ouro a merda toda que é essa história, termina de forma tão vaga quanto começa, sem dar explicações e sem fechar a história dos personagens, que até então, eram o foco do filme.

Ao todo 23 Minutes to Sunrise é só uma boa ideia, mal executada, resultando em um filme ruim e chato pra caralho que nem merece ser visto. Se um roteirista bom usasse essa ideia e desenvolvesse melhor resultaria num filme bom.

Postado por: Marcelo

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