Crítica: House of the Dead - O Filme (2002) - Sessão do Medo

14 de junho de 2013

Crítica: House of the Dead - O Filme (2002)


Depois de comentar The Battery, eu não poderia deixar de fora do pior filme de zumbi já feito. House of The Dead, dirigido por Uwe Boll. O filme foi lançado em 2003, seguindo a tendencia de adaptações de jogos e quadrinhos que o cinema tava tendo, com a tagline que dizia: "Na mesma linha de Resident Evil - O Hospede Maldito". Legal, só que não!!! O filme é ruim, muito ruim mesmo, pode-se dizer que é o pior filme de zumbi já produzido, alguns apontam como um dos piores filmes já feitos e o pior do diretor, que mais tarde dirigiu o péssimo Alone in the Dark (Também adaptação de um jogo). Quem reclama que Resident Evil é uma péssima adaptação e um péssimo filme, certamente nunca viu The House of the Dead. 

A história acompanha um grupo de jovens estudantes, típicos de produções bagaceiras de terror, todos caricatos e sem nem um pouco de carisma, eles estão a caminho de uma ilha para um fim de semana de muita varra, bebida e sexo. A tal ilha se chama "Ilha da Morte", antes de chegar no local eles ficam sabendo de uma lenda local, contada pelo dono do barco que os leva até a ilha. Ele conta que a muitos anos atrás, um sacerdote havia sido preso e banido por realizar experiências com mortos, fazendo os cadáveres voltarem a vida. Depois de fugir de um navio ele se instalou na ilha da morte onde continuou suas experiências, coletando os cadáveres do pessoal que visitavam a ilha.   


Ao chegarem na ilha o grupo a encontram completamente vazia, como se todos os outros estudantes tivessem sumido do nada, até encontrarem dois sobreviventes que mais tarde se juntam a eles para enfrentar a horda de mortos-vivos. Armados com muita munição o grupo precisa lutar para continuar vivo.

Por onde começar?! Tudo é tão ruim que é até difícil lembrar de tudo. O roteiro? Previsível ao extremo, cheio de clichês e furos. Sem foco nenhum, de onde saíram aqueles mortos-vivos? Tem relação com a tal lenda contada pelo sujeito no barco? Sei não!!! Os personagens? Chatos pra caralho!!!! Sem nenhum pouco de carisma. Tem até um bocó que só fala coisa errada na hora errada, tentando forçar um humor e batendo feio na trave. A produção? Puta merda!!! Fotografia e trilha sonora porcões, parece aquelas produções amadoras que eu ou você podemos fazer em um dia qualquer. Não tem o charme de um filme de zumbi baixo orçamento, parece apenas uma produção amadora feita por um diretor amador. O visual dos mortos-vivos é risível, parece que saíram de um episódio dos Power Rangers.

Não tem nada pior que trash querendo ser cool, lá pela metade o diretor dá uma estilizada no filme ao mostrar cenas completamente sem noção, como fazer um giro 360 graus para mostrar cada personagem, igual quando você seleciona um personagem num jogo de vídeo game. Pode isso?! Tem também o uso exagerado do slow motion, com o tipico bullet time (Aquele efeito das balas do Matrix e Smallville). Os personagens se transformam em heróis fodões de uma hora para a outra, no começo eram um bando de patricinhas e playboys fanfarrões, depois se transformam em soldados com habilidades com armas e lutas corporais. WTF?! Nenhum deles reage a situação de forma normal, chega a ser cômico a forma como os personagens enfrentam a situação.

O elenco composto por atores desconhecidos tem apenas três nomes conhecidos pelos fãs dos filmes de terror, mas nenhum dos três atores ganham destaque na tela, fazendo apenas pontas. Clint Howard (O Sorveiteiro, O Mensageiro de Satanás), Ellie Cornell (Halloween 4 e 5) e Jurden Prochnow (A Fortaleza Infernal, A Beira da Loucura) tem também a atriz Erica Durance, a Lois Lane da série Smallville, essa passou batida.


O filme abusa em tosquice, temos ainda um zumbi cuspindo acido, zumbis pulando, nadando, usando armas e descendo o cacete. E se tudo tudo já tinha virado zona na metade, consegue piorar depois que é incluída imagens aleatórias do jogo, misturada com as cenas live action. Quem reclamou de Doom - A Porta do Inferno, que mostrando a visão em primeira pessoa igual ao jogo, é porque não viu a cagada que o diretor fez nesse aqui.

Acho que o objetivo de Uwe Boll era fazer um filme ruim, muito ruim e conseguiu. House of the Dead não segue aquele esquema de filme "Ruim, mas bom",  não funciona como terror, nem como adaptação de um jogo, muito menos como comédia. É um filme tão ruim, mas tão ruim, que há uma grande chance de que no futuro seja cultuado e reconhecimento pela sua ruindade.

Postado por: Marcelo

6 comentários:

  1. Anônimo6/14/2013

    caralho =O acabou com o filme, quanto ódio !kkkk... passarei bem longe deste!

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  2. Sinceridade nível master! Só vendo para ter uma ideia da ruindade desse filme!

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  3. nossa,nunca VI NINGUEM ACABAR TANTO COM UM FILME ASSIM,KKKKKKK!!!
    POW,PELO MENOS O 2 FOI MELHORZINHO.

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    1. O 2 eu ainda não vi, depois desse acho que eu nem vou ver!

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  4. eu vi essa droga...e ainda fiz a besteira de asisitir o 2° filme....meu deus..nao sei qual e mais ruim!!nem pra aparecer tetas so pra fala qui pelo menos tem tetas no filme!!a uhaoiu ahoiu h

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  5. Concordo 100%. Lixo total!

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