Crítica: Nailbiter (2013) - Sessão do Medo

27 de junho de 2013

Crítica: Nailbiter (2013)


Lançado esse ano direto em DVD e Blu-ray, a produção independente de baixo orçamento Nailbiter é mais um caso de filme com uma boa ideia, mal executada. O filme não traz nenhum nome conhecido no elenco, nem na produção, é mais uma dessas produções que passam batidas, e logo são esquecidas. 

Vou ser direto logo, não gostei do filme, exatamente por esse motivo, uma ideia criativa foi jogada no lixo e mal executada pela forma que o roteiro se desenvolve, sem muitas surpresas e com muita enrolação. Assim como em 23 Minutes to Sunrise, Nailbiter não tem história suficiente para um filme, toda história ter sido feita em um curta de uns 10 minutos e estaria bom.



No enredo Janet Maguire (Erin McGrane) decide levar as filhas Jennifer (Meg Saricks), Alice (Emily Boresow) e Sally (Sally Spurgeon) até o aeroporto recepcionar o pai delas, um militar que está voltando de uma viagem. Mesmo os noticiários informando que uma forte tempestade se aproxima, e que algumas áreas da região serão atingidas por tornados, ela parte de carro com as filhas até o aeroporto (!). Para a surpresa delas (Nem tanto) um tornado se forma no caminho, e elas são forçadas a saírem do carro e procurar abrigo. Correndo pela área acham uma alçapão de uma casa, e se refugiam no porão da tal casa, até o tornado passar. Com o vento forte do tornado, uma arvore cai em cima da porta do porão e elas ficam presas lá. E como sempre nos filmes de terror, não tem sinal de celular ali embaixo, e elas ficam sem saída. Pra piorar ainda mais a situação, criaturas surgem para se alimentar delas.


História simples e criativa, nas mãos de um roteirista e diretor mais competentes renderia um excelente filme.

A primeira metade do filme é empolgante, não sabemos de onde saíram as criaturas, nem qual a relação delas com a família dona da casa, ou com a tempestade. A mãe e as 3 filhas tentam achar um jeito de sairem dali e enfrentar as criaturas, usando as ferramentas do porão, com uma arma de pregos entre outras...


A produção, mesmo sendo independente e de baixo orçamento é de qualidade. As tais criaturas são bem caracterizadas e bem feitas, com maquiagem básica das antigas, nada de CGI. (Ponto por isso). Em alguns momentos lembrou aquele demônio do corredor em Hellraiser - O Renascido do Inferno. O tempo na tela é minimo, por algum motivo o diretor optou em não mostrar as criaturas, quando aparecem a a câmera foca pouco ou quase nada nelas. 




(Spoiler)

Se o filme surpreende em alguma coisa é apenas em não ter pena das personagens, que mesmo sendo crianças e uma família feliz vão para o saco sem dó. Quando o filme começou eu achei que não teria nenhuma morte, e que o filme ia seguir naquele esquema "Família luta e vive feliz", foi uma boa surpresa, inesperado e corajoso. Não é todo filme que tem coragem de mostrar morte de crianças. Infelizmente as tais mortes não tem o impacto que deveriam, nem no expectador, nem nos personagens. A filha morre e parece que a Mãe e as irmãs tão pouco de fodendo pra isso.
(Fim do Spoiler)



A história não faz sentido algum, dá algumas pistas, mas não amarra os fatos. Qual a relação da família com as criaturas? Tem relação com a tempestade? Nada é explicado e a história fica sem pé nem cabeça.



A parte final que tinha tudo para ser boa é desperdiçada, a história não sai do lugar e fica completamente banalizada na parte final. E pelo desfecho parece que vai ter uma continuação. Quem sabe na próxima façam um filme melhor.


Postado por: Marcelo

4 comentários:

  1. Anônimo6/28/2013

    no começo parecia ser 1 otimo filmes e ainda tinha uma rockeirinha file rsrs,mas so vai desandando tudo... ma interpretações reina por aqui

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    1. Pode crer a filha mais velha era muito boa, hehehe. Ela e a Mãe MILF!

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  2. Não gostei, começa bem depois vai ficando fraco e mais fraco e acaba péssimo!

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  3. Podia ter sido muito bom. Mas as coisas ficaram muito mal explicadas.

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