Crítica: Pulse 2 (2008) - Sessão do Medo

7 de julho de 2013

Crítica: Pulse 2 (2008)

"O mundo já não é mais o mesmo depois da invasão dos fantasmas através da internet. As cidades estão desertas, as tecnologias foram banidas e os humanos sobreviventes passam a encarar a vida sem eletricidade para evitar um novo confronto com os espectros. Muitos dos fantasmas estão presos à realidade, repetindo constantemente o ato que conduziu-os à morte. Mas, há fantasmas que negam a fatalidade e não sabem que estão mortos. Eles continuam a assombrar seus lares, encobrindo o medo de que um dia poderão se afastar de lá…"

Mesmo Pulse, não sendo grande coisa, ao ler essa sinopse da continuação, me interessei. A ideia de um filme sobre um pós apocalipse com fantasmas ao invés de zumbis parecia boa demais para ser ignorada. O mesmo que aconteceu no anterior acontece aqui, mais uma premissa boa é desperdiçada pela produção. Dessa vez por causa das verbas. Dessa vez a produção é de baixo orçamento e feita direto para o mercado home video. Eu tava achando que já que a produção é limitada, iam maneirar nos efeitos especiais, usando pouco ou quase nada, diferente do anterior. Só que não, o filme usa muitos efeitos de CGI e todos de péssima qualidade. NENHUM, serio mesmo, nenhum cenário do filme é real, tudo é virtual. Quase 100% do filme foi rodado no Chroma Key, até as cenas em que a personagem anda pelas ruas são feitas por computação gráfica. Como levar a sério um filme desses? Parece um episódio do Zorra Total ou do Didi, produção bagaceira ao extremo. Nenhum dos envolvidos no filme anterior voltou para a continuação, nem os produtores, nem o diretor e nem os atores quiseram fazer parte desse aqui, que é tão ruim, que faz quem não gostou do primeiro reconsiderar se era tão ruim.



O filme ao todo é muito ruim, mas hora ou outra apresenta uma boa ideia e cenas interessantes, como aquela que o pai e a filha andam de carro pela cidade e veem pessoas se matando aos montes, incluindo um sujeito que coloca fogo no próprio corpo e outro que se joga de uma ponte e cai em cima do carro. Só isso se salva. Lembra dos fantasmas do filme anterior? Pois é, aqui eles são muito mal feitos, feitos por um CGI bem zuado. E o enredo? Parece que o roteirista tá perdidão, apresenta a história de um pós-apocalipse misturado com uma história de um espirito vingativo de uma mulher que foi traída pelo marido e que quer a filha de volta.


Quem viu o primeiro filme, se ligou que no desfecho Mattie e Dexter iriam atrás da fonte do servidor do vírus para desligar o sistema. Tudo isso foi ignorado aqui, não há menção dos personagens do primeiro filme, nem continuidade. O enredo dessa continuação é tão banal que nem se justifica ser uma continuação de Pulse, que já não era um primor.

Há algo bom na continuação? Alguns momentos e só, o filme no total é fraco demais. Uma continuação dispensável, de um remake dispensável.

Postado por: Marcelo

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