Crítica: Pulse (2006) - Sessão do Medo

6 de julho de 2013

Crítica: Pulse (2006)


Depois que Ringu e Ju-on ganharam refilmagens americanas de sucesso, Hollywood começou a investir em refilmagens de produções orientais de terror, dentre as várias produções quase nenhuma se salvou, o resultado quase sempre é um filme inferior ao original, podemos citar vários exemplos, O Mistério das Duas Irmãs (2009), Imagens do Além (2009), Uma Chamada Perdida (2008), O Olho do Mal (2008), entre outros... Um dos menos conhecidos é Kairo, de 2001 dirigido por de Kiyoshi Kurosawa, que ganhou a refilmagem Pulse em 2006. A versão americana conta com o roteiro de Wes Craven, que também iria dirigir a produção, mas se afastou do projeto, sem motivos e foi substituído por um tal de Jim Sonzero, diretor de comerciais e video clipes. A premissa do filme é boa, explora um vírus fantasma que se espalha e vai matando todos que tem contato, fazendo a pessoa perder a alma e se suicidar. A boa premissa foi desperdiçada pela direção, pelo próprio roteiro do Wes Craven e a produção com cara de clipe.


A história mostra Mattie (Kristen Bell de Pânico 4), uma estudante de psicologia que presencia o suicídio do namorado Josh (Jonathan Tucker de O Massacre da Serra Elétrica). Em busca dos motivos para ele ter se matado ela parte em busca do PC dele, que foi vendido para um sujeito chamado Dexter (Ian Somerhalder, o vampirinho emo da série Vampire Diaries). Os dois descobrem um site, onde os internautas cometiam suicídio em frente a web cam, pesquisando a fundo, eles descobrem que Josh havia criado uma rede Wi-fi que podia captar um outro plano, abrindo um portal para os mortos passarem. Rapidamente, a tal rede espalha um vírus de computador, que causa uma verdadeira onda de suicídio em massa. Com a ajuda de Dexter, Mattie procura um jeito de dar fim ao vírus antes que seja tarde...


É interessante como o filme se desenrola, começa como O Chamado em versão virtual e termina como um Extermino dos fantasmas, mostrando um apocalipse causado por meio da rede telefônica que chega em computadores conectados à Internet e pelos celulares. Só que toda premissa é desperdiçada pela produção, com efeitos risíveis e fracos e visual artificial de vídeo clipe cheio de CGI e cenários virtuais. Como eu sempre comento, manter os pés no chão em filme de terror é sempre bom, não é o caso desse aqui, onde o diretor usa muita computação gráfica em boa parte do filme, até em cenas que não há necessidade, deixando o filme todo com um ar artificial. 


O visual, com uma fotografia escura cheia de sombra e tom azulado é bacana, mas é outra coisa que não tem motivo para estar ali. Parece que algum diretor de fotografia quis copiar o visual de Anjos da Noite e o resultado foi esse.



O roteiro escrito por Wes Craven é outra bola fora da produção, tem vários furos e inconsistências. Ainda não saquei o lance da fita vermelha afastar os espíritos, fora o lance de suicídio que é ignorado durante o filme. 


Os tais fantasmas do filme não assustam, grande parte são em CGI, assim como boa parte do cenário na parte final, onde é mostrada as ruas destruídas. Se um diretor competente tivesse dirigido, haveria uma mudança nessa parte, isso é certo!



Pulse é mais um caso de refilmagem sem motivo de existir. O filme não chega a ser ruim, mas também não é bom como poderia. 



2 comentários:

  1. Faz tempo que eu vi esse ai, nem lembro direito. Boa coisa não deve ser!

    ResponderExcluir
  2. Anônimo7/07/2013

    Nossa, esse filme é ruim demais!

    ResponderExcluir