Crítica: Wither (2013) - Sessão do Medo

15 de novembro de 2013

Crítica: Wither (2013)


A refilmagem de The Evil Dead foi um dos filmes mais hypados desse ano e fez sucesso nas bilheterias, mas nem todo mundo ficou satisfeito com o tal filme, exatamente pela mudança de tom e estilo em relação ao original de 81. Faltou as técnicas old school e pode-se dizer que o alto orçamento tirou todo o estilo cru e precário do original, em outras palavras, não tem o mesmo charme do original, um filme independente de baixo orçamento feito por uma equipe iniciante com pouco dinheiro e muita criatividade. Não houve uma tentativa de refazer aquele clima cru e sujo do original. Não no remake oficial, mas em um pequeno filme sueco lançado esse ano chamado Wither ou Cabin of Dead, produção de baixo orçamento que passou batida por todo mundo.

Antes de entrar em detalhes sobre o filme eu tenho que comentar que grande partes dos filmes desconhecidos que eu vejo, eu vejo baseado nas notas de sites como IMDb e Filmow, esse aqui tem uma nota baixíssima em ambos os sites. Nota 2.8 no Filmow e 5,1 no IMDb, notas muito baixas, mas que eu arrisquei e mais uma vez eu fui surpreendido, o filme é excelente, esqueça as notas baixas nesses sites e os comentários negativos dessa juventude leite-com-pêra em páginas como a do Filmow, os que forem fãs e apreciadores do The Evil Dead original, sigam-me os bons e veja o filme que se aproximou mais da versão original, esqueçam O Segredo da Cabana e esqueçam o Evil Dead lançado esse ano.

Wither foi feito com pouco dinheiro, um orçamento limitado que girou em torno de 300 mil, isso mesmo, só 300 mil, até produções como aquelas toscas da produtora Asylum custam em torno de 3 milhões. A dupla de diretores Sonny Laguna e Tommy Wicklund souberam bem usar o baixo orçamento da produção a favor do filme, trabalhando com efeitos práticos e a atmosfera de terror.


A história tem inspiração direta no clássico de Sam Raimi, a ideia principal é a mesma: Um grupo de 5 amigos vão passar o fim de semana numa cabana no meio da mata e todos são possuídos um por um, tendo que lutar para ficarem vivos. A grande diferença é que nesse não temos o gravador, nem um livro de invocação ao demônio, ao invés disso tudo, temos um demônio que habita o porão da cabana e quem tem contato com o tal demônio é possuído pelo simples fato de olhar nos olhos dele. Genial!!!

O visual, as técnicas de filmagem e a maquiagem me fizeram lembrar dos filmes de baixo orçamento dos anos 80, aqueles que eram bons até quando eram ruins. Tirando aquela ideia do demônio no porão, que eu achei genial, o filme não tem nada de criativo no roteiro e se desenvolve de forma clichê e comum. Isso é um defeito? De jeito nenhum! A simplicidade está sempre a favor dos filmes de terror, em outras palavras, filmes assim quanto mais simples, melhor. Senti um pouco de falta de algumas informações sobre o tal demônio no porão, mas nada que fizesse tirar pontos do filme.


A simplicidade do roteiro é compensada pelas cenas de gore, com belas cenas de violência. Algo que eu tinha sentido falta no Evil Dead desse ano eram aquelas cenas em que o público era levado a crer que o possuído tava morto, só para ser surpreendido; nesse aqui eles não morrem fácil e isso é bem usado no filme. A maquiagem é do mesmo naipe do Evil Dead original, possuídos com olhos brancos e sangue no rosto. O ponto contra do filme é não ter personagens carismáticos, esse é o único ponto contra que eu achei nesse filme, não dá para se prender a nenhum dos personagens, nenhum tem carisma e nenhum se destaca, mesmo os personagens sendo bem explorados na situação.

Uma verdadeira homenagem ao clássico de 81 e um filme que merece e deve ser assistido porque quem gosta do Evil Dead original, o filme chegou a ser lançado na suécia como uma "refilmagem-não-oficial" do The Evil Dead. Altamente recomendado aos fãs de The Evil Dead.

Postado por: Marcelo

Um comentário:

  1. Cara eu assisti esse filme na net a uns 4 anos atras e depois revi ele junto com minha sobrinha esse filme mesmo sendo de baixo orçamento foi bacana e foi melhor que o Evil Dead 2013

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