Critica: O Mestre dos Brinquedos (1989) - Sessão do Medo

20 de abril de 2014

Critica: O Mestre dos Brinquedos (1989)


Como começar a falar desse filme? É uma pergunta que gostaria que fosse respondida. Mas, como ela não será, então falarei a minha opinião sobre ele e torcer para que ela seja a mesma que a de vocês, ou que pelo menos que eu consiga transmitir a ideia que tenho desse longa.

Nostalgia, é isso que sinto quando vejo qualquer foto dele ou de suas inúmeras sequências. Além dessa sensação gostosa de 'viagem ao passado'. Num momento para reflexão fico pensando em certas coisas como "Como esse filme pode existir?", não é um sentimento ruim, mas de incompreensibilidade visto que os produtores e roteiristas acertaram em cheio no tipo de filme que particularmente me agrada.

O Mestre dos Brinquedos, possui um roteiro que na época em que fora lançado, era algo 'grandioso'... Naquela época (1988-1989), o "Brinquedo Assassino" de Don Mancini estava fazendo um estrondoso sucesso, e ele foi o catalisador dessa franquia chegando a inspirar os roteiristas estreantes Charles Band e Kenneth J. Hall que sobre a direção de David Schmoeller, criaram o filme "Puppet Master". A tradução ao pé da letra seria "O Mestre das Marionetes", por algum motivo a tradução saiu como "O Mestre dos Brinquedos", visto que os bonecos do filme são marionetes. Distribuído pela Full Moon Protuctions em parceria com a Paramount Pictures, o filme teve um orçamento de 400 mil dólares.

E por falar na tradução do título, esse filme possui uma série de títulos diferentes que confundem e prejudicam o telespectador ao ver a franquia como um todo. Vou explicar. O Mestre dos Brinquedos 1 e 2 também recebem o título de "Bonecos da Morte 1, 2", a parte 3 é chamada de "A Volta do Mestre dos Brinquedos", além disso, nos capítulos 4 e 5 da saga, eles recebem outro nome "Bonecos em Guerra 4 e o 5: Capítulo Final" e na parte 6 já temos "A Maldição dos Brinquedos". Isso confunde as pessoas que acabam vendo os filmes fora da ordem devido a esse pequeno problema.

O filme basicamente conta a história de um grupo de paranormais que vão a um hotel. Eles acreditam que nesse hotel está um segredo egípcio que dá vida a objetos inanimados, mas os bonecos que estão espalhados pelo local querem proteger esse segredo e o seu mestre. Daí vagarosamente vai acontecendo um massacre desses paranormais feito por esse pequenos bonecos.

Dentre os brinquedos, se destacam:

Tunneler (O boneco com broca na cabeça). 
Pinhead (cabeça-de-alfinete com mãos gigantescas). 
Blade (Espadachim, o boneco com uma faca no lugar de uma mão e um gancho no lugar da outra). 
Jester (Bobo, coringa). 
Shredder Khan (Um boneco indiano que aparece é uma cena apenas). 
Leech Woman (mulher que solta sanguessugas pela boca). São só esses bonecos, pelo menos nesse filme. 


No decorrer das sequências, outros bonecos vão ganhando destaque, mas isso vai ser história para futuras críticas, nessa aqui vou dar foco nos que aparecem no primeiro filme. 

A maior diferença entre esses bonecos e o Chucky, além do tamanho (Chucky é muito maior), é que esses bonecos não falam, eles fazem apenas uns gemidos, além disso, cada boneco tem a sua arma própria os tornando altamente mortais e imprevisíveis. 

Esses bonecos também são comandados por alguém, e esse 'poder' de mandar nos pequenos assassinos varia de filme para filme e da ocasião. No caso desse primeiro filme, estamos falando de Neil Gallagher. Ele junto com um grupo composto por mediuns estava interessado em descobrir o segredo que Andre Toulon tinha escondido no hotel antes de se matar. 

E antes de continuar com essa análise vou explicar quem foi Andre Toulon.


Embora não seja o foco principal da critica porque tal homem aparece só em uma pequena cena no começo, isso vai ajudar você a entender um pouco da história da franquia visto que em quase todos os filmes ele é mencionado. A história dele mesmo é contada em "A Volta do Mestre dos Brinquedos" que mostra a sua vingança contra os nazistas devido ao assassinato de sua esposa, e em "O Mestre dos Brinquedos Retrô" que mostra como Toulon começou a dar vida a seus bonecos... Contudo aqui nesse primeiro filme, basta você saber que André é um homem que junto de sua esposa, Elsa, fazia shows de marionetes pela Europa. Em uma de suas viagens ao Egito, ele descobriu a fórmula que dava vida a coisas inanimadas, daí com essa fórmula ele deu vida a algumas de suas marionetes. A partir daí o sucesso de seus shows fora tamanha que ganhara fama por toda a Europa. Na época da segunda guerra mundial, ele fazia shows contra a ideologias de Hitler o satirizando, por causa disso ele sofreu perseguições dos nazistas que resultou na morte de sua mulher.

Voltando ao filme. Algum tempo depois do inicio das investigações se passa, Neil aparentemente liga para todos os seus amigos paranormais e os chama para o Hotel Bodega Bay Inn. Lá acontece uma reunião entre o grupo e a mulher de Neil. Nesse começo nós ficamos sabendo que o Gallagher havia cometido suicídio. 


É um pouco difícil de engolir paranormais como os que são mostrados no filme como: Alex Whitaker, um homem que tem visões de coisas que podem acontecer. Carissa Stamford, uma mulher que consegue ver toda a história de qualquer objeto que ela tocar, quem usou o objeto, quando foi construída, como chegou no hotel, etc. Theresa uma cigana muito irritante que usa a bruxaria para 'afastar' o mal dela. Frank Forrester, um homem que havia trabalhado com Neil em pesquisas para descobrir coisas sobre o mestre das marionetes (Andre Toulon). Mas mesmo assim, você consegue vê-lo sem problemas, os 'poderes' que cada um possui não é levado a fundo, então nesse quesito o filme só tem conversas cabendo a você acreditar nas palavras desses paranormais ou não. A unica pessoa que foge do padrão é Alex da qual nós vemos os seus sonhos... Muito deles envolvendo a viúva Gallagher dançando com um homem usando uma mascara, Neil. 


Megan Gallagher é a dona do Hotel, ela se casara com Neil que passara a criar 'projetos' para o local. Mas, todos do grupo sabiam que ele queria apenas descobrir onde estava o poder egípcio da vida eterna escondido por Toulon.

A partir daí alguns mistérios começam a surgir no local. "Por quê Neil cometera suicídio?", "Onde está a fórmula de Andre Toulon?", "O que significa a visão de Alex?". E por incrível que pareça, todas as perguntas são respondidas no filme. 

Se são respondidas de forma convincente eu não sei dizer, mas acredito que não, visto que boa parte do que é dito fica apenas subtendido deixando o publico usar a imaginação para ligar as pontas soltas. Mas isso não importa muito porque acredito que o que o publico quer ver são os bonecos entrando em ação, e isso tem de sobra com efeitos muito bons levando em conta a época em que o filme foi feito. 


Eu vou tentar não contar qual foi o desfecho dessa história, mas acho que não vou conseguir, posso dizer que ele dá um gancho para uma sequência que iria surgir mais tarde. Para mim, o final do filme ficou vago... A morte de Neil foi simples demais levando em conta o seu status de 'invencível' devido o uso da fórmula.

E cá entre nós, essa história de querer dar vida a coisas inanimadas para assim poder 'comandar o mundo', é sem noção e batida. Poderiam ter pensado em uma desculpa melhor para isso. 


No geral, esse é um filme muito bom, inferior ao clássico "O Brinquedo Assassino", todavia não significa dizer que é ruim por causa disso. Destaque para a excelente trilha sonora cuja a musica tema é muito bem elaborada por Richard Band. 

Pronto, acho que é isso, espero que vocês tenham se identificado ao menos com parte da minha ideia a respeito desse filme tão importante para mim. O que vale nele não é só a história, mas o contexto, ele foi feito num período de muita novidade, e isso o faz ser uma relíquia em qualquer coleção. 


Ah sim, preciso comentar uma curiosidade interessante sobre a capa do filme, existe uma legenda em um de seus posters dizendo "This is not child's Play". Uma clara referência ao "Brinquedo Assassino", onde a tradução ao pé da letra de "Child's Play" é "Brincadeira de Criança", então formando a frase "Isso não é uma brincadeira de criança". E faz sentido já que "O Mestre dos Brinquedos" não possui crianças.

Nota:7,0


Direção: David Schmoeller
Roteiro: Charles Band, Kenneth J. Hall
Elenco: Paul Le Mat, William Hickley, Irene Miracle, Jimmie F. Skaggs.

Por: Michael Kaleel

5 comentários:

  1. Anônimo4/21/2014

    Morria de medo da cara do boneco Blade .

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  2. Ótima crítica! gosto muito dessa série e de como ela é contada como um quebra-cabeça. Vontade de rever!

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  3. Anônimo9/11/2014

    A parte do "This is NOT child's Play" é uma alusão a ao Brinquedo Assassino (Chucky) que em ingles é Child's Play

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  4. Anônimo2/20/2016

    Porque Neil se matou?

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  5. Anônimo1/31/2018

    Mas que eu me lembre, só o primeiro filme era intitulado Bonecos da Morte. Os outros eram O Mestre dos Brinquedos 2, 3, 4 e 5. Pelo menos era assim quando passava na televisão.

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