Crítica: A Marca do Medo (2014) - Sessão do Medo

17 de junho de 2014

Crítica: A Marca do Medo (2014)



Sem dúvidas, A Marca do Medo era um dos filmes mais esperados do ano para nós, fãs do gênero. Apesar do found-footage ganhar mais espaço em Hollywood (e menos na nossa paciência), muitos fãs se agradaram com o trailer e esperaram que o filme ficasse "digno". Porém, como o especial feito recentemente pelo blog, Trailers Que Enganam, mostra, nem sempre o trailer expõe a qualidade do filme. Mas, antes de começar a criticar o filme, irei recapitular um pouco da história de A Marca do Medo, que foi inspirada em uma história real dos anos 70, O Experimento Philip.

Um professor e sua equipe, formada por aproximadamente 8 pessoas, decidiram provar que fantasmas podem ser criados a partir da energia negativa humana. Para isso, eles resolveram criar uma identidade: o Philip. Eles criaram uma biografia e até um retrato. Após um ano de testes sem êxito, o grupo resolveu realizar sessões para ver se alguma coisa se manifestava. Quando Philip realmente deu sinal de "vida", o grupo começou a fazer sessões coletivas. Sim, várias pessoas conheceram o Philip. Há alguns vídeos na internet que vocês podem achar. Só procurar "O Experimento Philip".

No filme, a história é um pouco diferente. Brian (Sam Claflin, o Finnick de Jogos Vorazes - Em Chamas) é um cameraman convidado para documentar o experimento do professor Joseph Coupland, que resulta em acabar com um "fantasma" que a perturbada Jane Harper (Olivia Cooke, a Emma de Bates Motel) criou. Enquanto a experiência avança, conflitos começam a se gerar entre o grupo, porém, não podem nem ser comparados com o horror que eles irão enfrentar ao descobrir as verdadeiras facetas do espírito.


A primeira coisa que eu tenho a comentar sobre A Marca do Medo é: "Eu não sei por que ainda fui assistir com expectativas". Eu já sabia que coisa boa não viria deste filme. Por que a) É found-footage (não desrespeitando mas com os últimos filmes do sub-gênero que vem sendo lançados, não é pra menos) e b) É de fantasmas/demônios. Sério, nos últimos anos, somente dois filmes de fantasmas e demônios me conquistou. E esses foram Invocação do Mal e A Morte do Demônio (2013). Porém, o que me fez assistir foi c) É da Hammer. A produtora é uma das melhores do gênero, reaberta anos atrás, lançando ótimos suspenses como Deixe-Me Entrar e A Mulher de Preto.

Portanto, ver esse fracasso vindo dessa produtora foi meio inesperado. Até por que, o filme é ruim. Não posso negar. Ele fica no mesmo mimimi durante 1 hora para acabar daquele jeito. A Marca do Medo deveria ser um filme que ensinaria Atividade Paranormal a fazer um ótimo found-footage. Mas foi totalmente o contrário. A única coisa que eu realmente gostei no filme foi o elenco. Ponto.

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Sem dúvidas, a melhor atuação do filme é da competente Olivia Cooke, que faz a atormentada Jane. Olivia já mostra seu talento na série Bates Motel. Cooke consegue nos fazer ter uma imensa pena de sua personagem. Seu sofrimento é passado para nós perfeitamente, com cargas dramáticas que merecem aplausos. Outro é Sam Claflin. Já conhecia Sam por Jogos Vorazes - Em Chamas. Ele é talentoso e até mostra algumas coisas em A Marca do Medo, porém seu personagem não o permite se aprofundar no drama.

Infelizmente, o roteiro é precário. Faz o filme parecer pior do que já é. Ele passa uma hora batendo na mesma tecla, colocando sustos desnecessários, até chegar em um ponto que ele tenta colocar uma história por trás do espírito, o que poderia ter funcionado melhor se tivesse sindo apresentado na metade do filme, e não no final. No final, tudo é jogado na nossa cara na maior cara de pau, trazendo uma grande decepção.


Sem dúvidas, A Marca do Medo poderia ter sido um ótimo filme de suspense se não fosse pelo roteiro desleixado. Somente o elenco conseguiu ganhar esses meus 3 pontos que dei ao filme, por quê se não fosse por eles, o 0 estaria cravado na testa de Olivia Cooke. Portanto, A  Marca do Medo está firme e forte na minha lista de decepções do ano, junto com outros títulos que provavelmente iremos postar no final do ano.

Nota: 3

por Neto Ribeiro

Um comentário:

  1. Anônimo6/20/2014

    Que decepção, sério! A primeira metade do filme não acontece nada! E a metade final também não! Hahaha...
    Filme muito arrastado! Um saco =P

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