Crítica: Cloverfield - Monstro (2008) - Sessão do Medo

15 de julho de 2014

Crítica: Cloverfield - Monstro (2008)



Tudo começou em 2007, quando se soube de um novo projeto produzido por J. J. Abrams (Fringe, Lost). Desconhecíamos das informações, além do título. Aos poucos, materiais foram divulgados, tudo com descrição. Um teaser, que foi gravado separadamente do filme, foi sua base. Ele foi divulgado somente com a data de lançamento, 18 de Janeiro de 2008, deixando o título em branco.

Aos poucos, tomou-se conhecido Cloverfield. A história, porém, continuava desconhecida, fazendo com que a mídia começasse a especular sobre ela. Uns diziam que seria uma adaptação cinematográfica de Voltron, um novo filme do Godzilla ou até um spin-off da série Lost, a qual Abrams era criador. Nota-se que o marketing foi bem interessante. Só para ter uma ideia, a Paramount criou perfis no MySpace, rede social da época, para os personagens principais. Além disso, duas empresas fictícias criadas para o filme, a Slusho! e a Tagruato, ganharam uma divulgação online, como se fossem empresas reais. O site oficial do filme, 1-18-08.com, continha fotos aleatórias do filme. Caso a página ficasse aberta por seis minutos, podia-se ouvir um ruído desconhecido.


Quando o filme tornou-se mais claro, o assunto foi substituído em saber como era Cloverfield, o monstro. Curiosamente, se você jogar no Google "Cloverfield Monster", encontrará várias fotos do trailer com contornos feitos no paint, tentando encontrar o monstro no filme. Há quem diga que no poster oficial, podemos ver o rosto do monstro nas nuvens.

Na história, Rob (Michael Stahl-David), um jovem nova-iorquino, consegue um emprego no Japão. Por consideração, seus amigos se reúnem para fazer uma festa de despedida para ele. Porém, a festa é interrompida por um terremoto, seguido de um apagão. Logo nota-se uma explosão não-tão-longe deles, caindo destroços perto de seu apartamento. O que eles não imaginam  é que isso tudo foi causado por um monstro gigante que está atacando a Ilha de Manhattan. Quando Beth (Odette Yustman, Alma Perdida), por quem é apaixonado, pede sua ajuda, alegando estar presa em seu apartamento, Rob não pensa duas vezes em salvá-la, ao lado de Lilly (Jessica Lucas, A Morte do Demônio), Hud e Marlena (Lizzy Caplan, True Blood).


Cloverfield é um ótimo filme, apesar de eu odiar found-footages. O diretor Matt Reves (Deixe-Me Entrar) consegue passar uma história realista, incluindo o monstro, que pisa no 3D de vários blockbusters. Se juntarmos ao elenco, é uma ótima e aterrorizante experiência. Não sei se é por que gosto de obras desse estilo - monstros atacando cidades, mas no estilo terror, e não como Círculo de Fogo -. Acho que foi o mistério que Drew Goddard resolveu colocar no roteiro. Aliás, não sabemos e nunca saberemos nada sobre esse monstro e foi exatamente isso que me cativou. Com a ajuda da câmera agitada, senti-me como se fosse um dos personagens. Diferente de filmes como Godzilla, que vemos o ponto de vista dos militares falando até o nome da mãe do monstro, Cloverfield se torna superior por se conectar com o público por meio de seus personagens cativantes e a atuação de seu elenco.

Falando do elenco, destaco Jessica Lucas e Lizzy Caplan. As duas foram as personagens que mais se sobressaíram. Lizzy faz Marlena, uma amiga não tão amiga do grupo de amigos que acaba se juntando a eles na busca por Beth. Sério, aquela cena do centro de quarentena é simplesmente formidável. Uma ótima homenagem a Alien. Já Lucas faz Lily, namorada do irmão de Rob, Jason (Mike Vogel, Under the Dome) que morre na ponte do Brooklyn. Pelo que parece, Lily é a única sobrevivente, já que não sabemos nada sobre o seu helicóptero.

Os efeitos especiais criaram o assustador monstro. Muitos o compararam a Godzilla, mas eu prefiro o Cloverfield, por quê ele é muito, mas muito mais realista. As cenas de explosão, o monstro em si, a cena da ponte do Brooklyn e a da cabeça da estátua estão entres as melhores. Também tem a cena do prédio vertiginoso de Beth - quem tem medo de altura, não assista. Ainda não mencionei as "aranhas" no túnel de trem em um momento sufocante.

Por fim, Cloverfield é um dos melhores filmes dos últimos anos, principalmente no gênero found footage. É tenso, sufocante (como disse acima) e bastante divertido (se você conseguir olhar por esse lado). Mas, alguém me responda algo: eu tenho problemas por querer ver o monstro de perto?

"Gale, behind you!"
Ps¹: Só não entendi como é que os militares deixaram Hud continuar filmando no centro de quarentena.
Ps²: No final do filme, após a explosão, quando passa Rob e Beth na roda-gigante filmando o mar, observe bem o céu. Será aquilo o monstro?

por Neto Ribeiro




Description: Rating: 4 out of 5

4 comentários:

  1. Anônimo7/16/2014

    Eu tive a sorte de assistir esse filme na madruga da globo, eu não vi o titulo, não tinha a menor ideia do que se tratava o filme e isso deixou ele mais divertido e assustador ainda, apesar de eu não gostar de filmes com monstros gigantes, eu acho esse filme perfeito.

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  2. Anônimo8/26/2014

    filme ridiculo. perda de tempo assistir. nao assusta nem um pouco! sem noção total

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  3. O filme é ótimo e eu esperava uma sequência, mas parece adequado que ele termine por ali mesmo. Mas, me ajuda aí, Cloverfield não é o nome do monstro, é a denominação da operação lançada contra o monstro. Isso é a primeira coisa que aparece antes de qualquer imagem do filme. Será que você viu o filme ou te contaram sobre ele?

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    1. Foi mal pelo equívoco. Acabei ligando uma coisa a outra involutariamente, mas valeu pela ressalva.

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