Crítica: Lord of Tears (2014) - Sessão do Medo

15 de julho de 2014

Crítica: Lord of Tears (2014)

Filme decepciona pela direção fraca e produção limitada.


Lord of Tears (2014)

Sinopse: James Findlay, um professor atormentado por pesadelos recorrentes de uma entidade misteriosa, suspeita que suas visões estão ligadas a um incidente em seu passado. James retorna à sua antiga casa de infância onde ele tentará descobrir a verdade por trás de seus sonhos.

Dirigido por: Lawrie Brewster

Elenco:
David Schofield Owl Man
Euan Douglas James Findlay
Jamie Gordon Allen Milton
Lexy Hulme Eve Turner


"Eu sou a escuridão absoluta e infinita no final do túnel.
Eu sou o fim inevitável de todas as coisas."


Ao acabar de assistir Lord of Tears, a primeira coisa que me veio a cabeça é como o roteirista desse filme deve ta puto com o diretor pela execução de seu roteiro nessa produção. A direção é do estreante a diretor e marinheiro de primeira viagem Lawrie Brewster, (In)responsável por essa produção de baixo orçamento com equipe limitada. Todo mundo sabe que não é preciso de muita grana pra se fazer um bom filme, o próprio gênero terror é uma prova disso, é um conjunto de tudo, boa produção, bom roteiro, boas atuações e uma boa direção... A única coisa que Lord of Tears tem de bom mesmo é o roteiro, a execução de tal roteiro é péssima, a produção é fraca, os atores são ruins e a direção é desastrosa.  Me arrisco a dizer que se esse roteiro fosse usado em outra produção e dirigido por um diretor mais talentoso – como um James Wan, por exemplo - seria um novo clássico do terror.


No enredo, um professor solitário chamado James (Uean Douglas) descobre que herdou uma mansão nas terras altas da Escócia, casa essa que pertencia a sua mãe, recentemente falecida. Junto ao testamento ela deixou também uma carta, pedindo para James nunca voltar à antiga casa e contando antigas histórias da infância, falando que James era assombrado à noite por um monstro (o tal homem-coruja). James começa a ter rápidas memórias da infância, lembrando fragmentos do passado na mansão.

Como já é de costume num filme de terror, James ignora a carta e o aviso dado pela mãe e decide que deve retornar a propriedade para tentar lembrar o que aconteceu com ele quando era criança. Ao chegar no local conhece Eve (A boazuda Alexandra Hulme), por quem logo se interessa, pinta um clima e os dois se aproximam, tudo parece bem até que James começa a ser atormentado por pesadelos e visões rápidas envolvendo uma figura alta e com cabeça de coruja. Aos poucos a tal figura começa a aparecer, não só em sonhos, mas também a volta da casa, sendo vista em vários locais da propriedade. 



James e Eve decidem desvendar o mistério em volta da figura e por meio de pesquisas e informações deixadas num antigo diário pertencente a família de James, eles descobrem a história de Morloch, um antigo Deus do sacrifício, ficam sabendo também que naquela mansão havia um santuário pagão secreto para sacrifícios humanos.


 Morloch, o Deus to sacrifício.

Qual a relação daquilo tudo com James e a familia? Por quê o tal Morloch assombra James? Bom, meus amigos, eu só posso contar até ai e mais uma vez digo e digo de novo, o roteiro do filme é muito bom, o jeito com o enredo se desenvolve, as surpresas e revelações são muito boas, MAS...A direção é fraca, a produção é fraca e os atores também não são bons. Acho que nem os produtores sabiam o que tinham em mão quando formaram a equipe.

O diretor não sabe criar tensão ou um clima de suspense nem por um segundo, e em várias cenas, dá a impressão que ele tava tentando fazer um filme experimental, colocando imagens aleatórias na tela, no mesmo esquema de diretores de vídeo clipes. Os cortes e a edição com imagens aleatórias deixam o filme com um estilo bem bizarro e até anti-climático.


AAAAHHHH Sou um péssimo ator!
Outro erro grave do filme é tentar apostar nos sustos e cenas bobas de assombração, que chegam a ser constrangedoras de tão ruins e mal feitas, mal dirigidas e atuadas.... Framboesa de ouro pro ator Uean Douglas, que interpreta o protagonista, a atuação dele nas cenas de terror é tão ruim, mas tão ruim que chega a ser cômico.

A conclusão do enredo é satisfatório e até certo ponto surpreendente. Eu gostaria de ver esse roteiro em uma produção melhor, com um bom diretor, produção e atores, infelizmente não foi o caso. No geral Lord of Tears não é um filme ruim, é uma produção ruim pela parte técnica, se tivessem dado mais valor ao roteiro e fosse melhor produzido, seria um clássico atual de terror.

Postado por: Marcelo

3 comentários:

  1. Anônimo7/16/2014

    Concordo. A história é ótima, mas foi mal coordenada pelo diretor.

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  2. Anônimo7/17/2014

    Quando vi a capa do filme, pensei que era o slander de coruja rsrsrs.

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  3. Anônimo7/28/2014

    Ops... obrigado... deletando do pen drive

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