Critica: A Volta dos Mortos Vivos 2 (1988) - Sessão do Medo

16 de julho de 2014

Critica: A Volta dos Mortos Vivos 2 (1988)


A Volta dos Mortos Vivos 2, esse é o titulo da sequência de um dos filmes mais divertidos do gênero terror com zumbis. Se o filme é bom ou ruim... Isso vai do gosto de cada um, na minha opinião esse filme é tão bom quanto o primeiro, tais motivos eu vou revelar agora, então vamos lá.
  
Começando pouco tempo após os eventos do primeiro filme. A história começa com os contêineres que prende os cadáveres dentro sendo transportados num dos caminhões do exército. Quando um acidente envolvendo um coelho (sempre animais no meio da estrada) faz com que 3 desses contêineres caiam, um deles acaba indo parar num rio que o leva para perto de um cemitério. 
Após essa introdução, a história muda para o pequeno Jesse (Michael Kenworthy, o mesmo que fez o Kevin de "A Bolha Assassina" de 1988), um garoto que tenta ser membro do club do valentão Billy e de seu fiel amigo. Quando Jesse entra no grupo e Billy revela que a sede do club é numa catacumba, Jesse fica com medo e tenta fugir, e numa pequena perseguição eles vão parar embaixo da ponte. Adivinha o que está lá embaixo.

Billy e seu amigo resolvem mexer no tambor enquanto Jesse alerta que isso pode ser perigoso. O resultado? Jesse é preso na catacumba pelos dois marginais mirins. 

Enquanto isso, somos apresentados aos outros personagens que integram o elenco. Os saqueadores Ed e Joey (curiosamente são os mesmos atores do original fazendo parte dessa sequência em outros papeis, todavia com o mesmo destino) e a namorada de Joey, Brenda. 
Ed resolve pagar 100 dólares para Joey o ajudar a roubar jóias dos mortos na catacumba, é aí que Jesse é libertado e foge, Brenda combina de ir ao cemitéro pegar Joey para saírem depois que o trabalho deles acabar. 


E ainda temos a irmã mais velha e muito chata de Jesse, Lucy. E também o técnico de eletrônica, Tom, que foi a casa de Lucy para colocar a TV a cabo. Os pais de Jesse e Lucy foram para a cidade e deixaram Lucy com o controle de tudo.

Billy e o seu amigo, Johnny começam a mexer no tambor sem saber do perigo que tem ali, e inevitavelmente eles acabam liberando o gás tóxico da 'trioxin 457', mais uma vez o gás provoca a chuva ácida que acaba pegando todo o cemitério da cidade. 
"Cérebro, Cérebro..."
Mais tarde, após a chuva, Jesse resolve ir até o contêiner para pegar o numero do exército, lá ele acaba se deparando com Tarman, ele mesmo, o zumbi do barril do primeiro filme volta em uma pequena cena, mas muito legal. Após Jesse testemunhar movimentações dos mortos querendo sair da terra, temos uma excelente e bem explorada cena dos zumbis saindo do chão ao som da musica tema da franquia com um tom mais pesado e muito bem arranjado. Essa sequência dos mortos saindo das sepulturas lembra até um vídeo clip. 

O resto você já sabe, a priori nem Lucy, nem Tom acreditam na história de Jesse. Quando Ed, Joey e Brenda que fugiram do cemitério infestado de mortos vivos entram na casa de Jesse e Lucy, eles confirmam a história de Jesse, mas Lucy e Tom só passam a acreditar quando Ed puxa de sua sacola a cabeça de um zumbi que ele decepara na catacumba. Eu me diverti demais com essa cena, a cabeça falante é muito hilária.  
"Tem um corpo dançando lá fora sem a cabeça!"
 O grupo se une para tentar sobreviver aos ataques dos mais variados zumbis comedores de cérebros. Joey e Ed, como eu disse, o destino deles é parecido dos personagens Freddy e Frank do primeiro filme, não vou me preocupar em dizer o que vai acontecer, você deve ter imaginado certo.

É claro que Tom e Lucy terão um pequeno romance clichê num filme do gênero feito no ano de 1988, mas não é nada que vá influenciar negativamente na trama. Jesse vai enfrentar o seu 'amigo' briguento, Billy, na versão zumbi (lembre que ele liberou gás e consequentemente o inalou). Enquanto ao amigo de Billy, simplesmente some da trama.

O longa agrada bastante, em minha opinião ele é tão bom quanto o primeiro mostrando até uma forma alternativa de matar os zumbis comedores de cérebros que até então pareciam ser invencíveis. 

O filme também tem mais tom de humor negro que o seu antecessor. Aqui temos uma mão decepada dando cotoco, o doutor Mendel que aparece no meio da história para dar um tom mais engraçado com seu jeito e atitudes malucas, o zumbi do Beethoven, e por fim... Michael Jackson sendo eletrocutado (!!!), isso mesmo que você leu. Um sósia do rei do pop (você não pensou que era o verdadeiro MJ mesmo, não é?) aparece em alguns segundos no final do filme numa cena muito hilária. Parece que o diretor Ken Wiederhorn quis ligar os eventos do clip Thriller com o filme, ficou bem louco, mas muitos não aceitarão isso, e por ter um caráter cômico pode fazer com que muitas pessoas detestem esse longa. 
No filme também tem um envolvimento maior do exército no problema dos zumbis e também há uma explicação para a ausência da população da cidade em que ocorre a trama. Se é boa ou não, vai depender de você, mas eu gostei. 

É isso, A Volta dos Mortos Vivos 2 é um filme que honra e da continuidade ao que foi mostrado no primeiro mesmo que haja pouca ligação entre as duas partes, e há muita dosagem de humor negro na medida certa. A maquiagem está mais elaborada e a trilha é tão boa quanto a do original.

A parte 2 ficou bastante conhecida no Brasil pelas reprises no 'Cinema em Casa' durante as tardes do SBT na década de 90. Isso era possível porque o Ministério da Justiça naquela época não era tão severo quanto a classificação indicativa dos filmes, desde que fosse avisado ao telespectador qual seria o conteúdo apresentado nos filmes (violência, terror, ou suspense). Esse era o momento em que filmes de terror passavam frequentemente durante as tardes na TV aberta. 

Alguns vão dizer que esse filme só é bom porque ele segue praticamente o mesmo roteiro do seu antecessor, mas vendo a proporção da responsabilidade que a produção tinha em não acabar com o que foi mostrado no filme anterior, é compreensivo, até porque as tentativas de mudar a história nos filmes seguintes a esse não foram muito bem aceitos pela crítica e nem pelo publico.

Gente, é complicado imaginar que filmes bons de zumbis sendo lançados em pleno século XXI são extremamente raros, acho que dois a cada dez filmes de zumbis são assistiveis e o resto são apenas mais tranqueiras mostrando mais do mesmo, e é curioso pensar que mesmo que a tecnologia aumente, as produções ficam cada vez mais pobres e sem noção. É uma pena... Se você ainda não viu esse filme (não só esse filme como o primeiro e o terceiro também), eu aconselho que veja porque é diversão na certa. Viva os anos 80.

Abaixo está o vídeo com a cena dos mortos saindo das sepulturas. Se você ainda não viu, sugiro que assista, se já viu... Assista outra vez, afinal, é uma cena muito nostálgica.  


 Nota: 07
Direção: Ken Wiederhorn. Roteiro: John Daly, Derek Gibson. Elenco: Michael Kenworthy, James Karen, Marsha Dietlein e Thom Mathews.

Por: Michael Kaleel.

2 comentários:

  1. Anônimo3/09/2018

    e gosto desses filmes de zumbis antigos pra mim o ultimo filme bom atual foi o remake de dawn of the dead

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