Crítica: Salem | 1ª Temporada (2014) - Sessão do Medo

31 de dezembro de 2014

Crítica: Salem | 1ª Temporada (2014)


Salem deu suas caras logo após o sucesso obtido por American Horror Story: Coven, quando a WGN anunciou que iria apostar nas bruxas em uma nova série original. Logo soube-se que a série iria mostrar as bruxas no século XVII, em Salém, na época dos Julgamento das Bruxas. Eu realmente coloquei fé nessa série, pois ela iria mostrar uma visão mais visceral e menos "teen" das bruxas, como Coven fez. E a série não me desapontou.

A história da série é simples: Mary (Janet Montgomery, Black Mirror: White Christmas) é uma jovem que vive em Salém, no Século XVII. Ela tem um caso secreto com John Alden (Shane West), que partirá para a guerra. Quando ouve sobre a morte de John, Mary, que descobre que está grávida, resolve recorrer a Tituba (Ashley Madekwe), sua melhor amiga, para realizar um aborto. Porém, Mary acaba vendendo a alma de seu filho para o Diabo, se tornando uma bruxa.

Agora, oito anos depois, Mary está casada com o prefeito da cidade, quando descobre que John está vivo, e que retornou para Salém. É quando as coisas começam a complicar para Mary e seu coven: Aos poucos, obstáculos bastante perigosos começam a atrapalhar os planos de Mary de realizar o Grande Rito, um ritual que efetuará a dominação de Salém pelas bruxas.


Sinceramente, o piloto da série, para mim, foi um dos melhores do ano. É envolvente, é divertido, macabro, dramático; uma mistura disso tudo. Os personagens são muito bem construídos, assim como seus plots, E após 55 minutos, quando aquele sino toca no fundo, indicando o final do episódio, você fica mais e mais ansioso para o próximo. E assim a série se mantém. Tudo bem que quando vai chegando no final da temporada, fica meio morno, mas vem a season finale e pronto! Não vejo a hora da segunda temporada começar!

O elenco é espetacular! Estrelada por Janet Montgomery, que alguns fãs de terror irão reconhecer de bombas como Colinas de Sangue e Pânico na Floresta 3, mostra todo o seu potencial no papel de Mary Sibley. A personagem fria e maquiavélica que sempre mostra sua fraqueza quando o assunto é John Alden (West) é excepcionalmente interpretada por Janet, que compensa seus tempos de filmes ruins.

Porém, no meio de todos os personagens, aqueles que mais se destacaram foram Anne Hale, interpretada por Tamzin Merchant; e Mercy Lewis, interpretada pela Elise Erbele, que até agora não havia feito nenhum papel com tanto destaque. Tamzin, que inicialmente iria interpretar Daenerys Targaryen na série Game of Thrones, começa a temporada com sua personagem irritante, mas depois ganha o carinho do público, principalmente depois da season finale, com aquela cena sangrenta e fodástica. Já Elise, dá um show de interpretação no papel da sofredora Mercy Lewis. Sério, a garota surpreende desde o piloto.


Outro ponto alto da série é simplesmente a dose de terror, sempre na medida certa. Desde a boneca de pano feita por Mary para Anne, passando pelas pessoas com cabeças de animais no ritual do piloto, até o massacre dos Hale no último episódio. As bruxas da floresta, os assassinatos, tudo é na medida certa, para cada episódio.

Por fim, Salem pode não ser a melhor série do ano, porém, compensou os fiascos que esse ano trouxe, tanto no cinema quanto na televisão. É assustadora, envolvente, sangrenta, tudo que os fãs do terror precisava.


por Neto Ribeiro 

Criada por: Brannon Braga, Adam Simon
Canal: WGN America
Episódios: 13
Elenco: Janet Montgomery, Shane West, Seth Gabel, Ashley Madekwe, Tamzin Merchant, Elise Eberle, Xander Berkeley, Iddo Goldberg

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