Crítica: American Horror Story | 1ª Temporada (2011) - Sessão do Medo

1 de janeiro de 2015

Crítica: American Horror Story | 1ª Temporada (2011)


Há tempos que queria fazer uma crítica individual das temporadas de American Horror Story, mas sempre deixava para outro dia e acabei nunca fazendo. Mas aproveitando esses dias de férias, decidi terminar alguns posts daqui do blog que deixei incompletos e comecei também a fazer outros. E resolvi finalmente fazer um sobre a série. Esse post é a crítica da primeira temporada, que apesar de não ter um subtitulo oficial, é chamada de Murder House. E lá vamos nós...

A primeira temporada da série tem uma história simples: Uma família se muda para uma antiga mansão em Los Angeles para recomeçar a vida após problemas matrimoniais. Porém, eles mal sabem os segredos perigosos que a casa esconde. Ok, claro que não é só isso. É só um resumo para aqueles que ainda não assistiram a temporada. Abaixo, irei fazer um resumo mais detalhado, porém, o mesmo conterá spoilers, então quem não quem quiser saber, não leia.

Tudo começa quando Vivien Harmon (Connie Britton, do remake de A Hora do Pesadelo) flagra seu marido, o terapeuta Ben (Dylan McDermott, Os Mensageiros), a traindo com uma de suas alunas, a jovem Hayden (Kate Mara, Quarteto Fantástico). Após a quase separação, eles resolvem comprar uma antiga mansão em Los Angeles para morar com sua filha Violet (Taissa Farmiga, Regressão) e recomeçar o relacionamento.


Chegando lá, conhecemos suas novas vizinhas: a egocêntrica Constance (Jessica Lange, Cabo do Medo) e sua filha Adelaide (Jamie Brewer), que tem síndrome de down. Além delas duas, também há Moira, uma simpática senhora que diz que é a empregada da casa há anos e basicamente implora pelo emprego à Vivien. E ela é justamente um dos primeiros mistérios da temporada. Para Vivien, e outras mulheres, Moira é apenas uma senhora (Frances Conroy, série Six Feed Under), porém, para os homens, e isso inclui Ben, Moira é uma jovem sedutora (Alexandra Breckenridge, Sempre de Olho: Uma História Marble Hornet) que vive dando investidas nos homens.

Fora esses personagens, ainda há o misterioso Tate (Evan Peters, o Mércurio de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido), um adolescente que procura a ajuda de Ben, já que o mesmo resolveu atender pacientes na nova mansão. Porém, o relacionamento entre os dois fica tenso quando Tate começa a dar em cima de Violet. E também há Larry (Denis O'Lare, Assassino Invisível), um homem deformado por queimaduras que começa a perseguir Ben, tentando avisá-lo que a casa tem vida própria.


Apesar do tema "casa-mal-assombrada" clichê, a temporada se constrói firme e forte, com uma abordagem bem consistente do que pretende apresentar no público e sem dúvidas, original. Ryan Murphy traz uma mistura do dito "horror" com o erótico e traz um resultado bem interessante. Os sustos são garantidos; o gore, apesar de muitas vezes ausente, aparece nos momentos certos, na medida certa, deixando a série com um horror de qualidade que há muito tempo não se era visto, nem no cinema nem na televisão americana.

Além do plot dos Harmons, podemos acompanhar ao longo da temporada a história dos antigos inquilinos da casa. Dos primeiros, um médico viciado e psicótico e sua esposa depressiva nos anos 20, até os últimos, um casal gay que foram assassinados no dia de Halloween. Bom, na verdade todos os inquilinos da casa estão mortos, exceto por Constance e Larry.


Os vários personagens são bem trabalhados e nenhum fica avulso na temporada. Aliás, todos eles tem histórias bem interessantes e bizarras por trás. As que mais se destacam são por exemplo a dos Montgomerys, os primeiros moradores da casa; a da Dália Negra, uma trama que realmente aconteceu na vida real e foi adaptada na série com a Mena Suvari (American Pie) interpretando a famosa vítima de um dos assassinatos mais cruéis de Los Angeles; e principalmente a de Tate, que é um soco no estômago e também remete à um pesadíssimo crime americano.

Com essa temporada incrível, American Horror Story fez sua estreia na televisão, com uma ótima história que te prende do início ao fim, um ótimo suspense, horror de qualidade, elenco espetacular e uma nova série para acumular uma proposta nova: cada temporada com uma história de horror americana diferente. Em breve, crítica da segunda temporada, intitulada Asylum
por Neto Ribeiro

Criada por: Ryan Murphy
Canal: FX
Episódios: 12
Elenco: Connie Britton, Dylan McDermott, Jessica Lange, Taissa Farmiga, Evan Peters, Zachary Quinto, Frances Conroy, Kate Mara, Denis O'Hare, Alexandra Breckenridge, Lily Rabe, Jamie Brewer, Sarah Paulson


Description: Rating: 4 out of 5

Um comentário:

  1. Assisti à 1ª temporada apenas, e em geral gostei. Achei a história bem interessante, mas fiquei com a sensação de que poderia ter sido bem melhor. Tive muito menos sustos do que eu esperava e uma coisa me incomodou muito: a edição. Muito picotada, não temos uma sequencia de 2 segundos sem cortes, isso na temporada inteira em todos os capítulos. Achei esse estilo de montagem um tiro no pé, pq tira muito do suspense e quebra qualquer tentativa de assustar o espectador. E no meu caso me irrita muito, me tirando o tesão de assistir à série, pois eu gosto de planos sequência e o estilo de AHS é o avesso disso. Fora que maquia a interpretação dos atores, não dá pra avalizar muito a qualidade de atuação pois, por exemplo, em um segundo o cara está com a cara limpa, no outro segundo há um corte e já mostra ele com a cara lambuzada de choro. Decepcionante. Talvez eu assista à 2ª temporada pq dizem que é a melhor, mas não passarei dela.

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