Crítica: A Hora do Pesadelo 5 - O Maior Horror de Freddy (1989) - Sessão do Medo

9 de março de 2016

Crítica: A Hora do Pesadelo 5 - O Maior Horror de Freddy (1989)


Atenção: Esse post contém spoilers sobre o filme.

Olá pessoal, tudo bem? Hoje venho falar do quinto filme da franquia A Hora do Pesadelo, traduzido inutilmente de O Maior Horror de Freddy, mas que no título original, The Dream Child, quer dizer A Criança dos Sonhos. O filme continua a história de Alice, a final girl do quarto filme, O Mestre dos Sonhos. Nele, vemos que após Alice derrotar Freddy no final do filme anterior, ela seguiu sua vida sem nenhum problema, até que os pesadelos retornam, e estranhamente, com a ausência de Freddy.

O filme começa intercalando os créditos iniciais com cenas de Alice (Lisa Wilcox) e Dan (Danny Hassel), sobreviventes do quarto filme, fazendo sexo. Mas não é mostrado como uma coisa vulgar. A câmera dá closes nas costas de Alice, na mão de Dan acariciando-a, coisas assim. Depois da "introdução", Alice vai tomar banho. O banheiro é aqueles de box, que tem um tipo de "sala anexa" com um vidro desbotado. Bom, o chuveiro começa a soltar mais água e logo o box vai ficando inundado, jorrando água até da parede!

Quando Alice fica completamente submersa no box, ela tenta abrir a porta, que claro, está fechada, mas logo se abre, soltando Alice em um tipo de corredor. Do nada, Alice está vestindo uma roupa de freira e entra em um salão, onde estão quase 100 homens, sujos, gritando, todos aglomerados. Logo dá para perceber que é aquilo é um antigo manicômio. Quando os dois únicos guardas presentes vão embora, deixando Alice lá, ela é cercada pelos loucos, acordando assim do seu pesadelo.


Após o pesadelo inicial, podemos perceber duas coisas: Freddy não estava presente e Alice não estava dormindo. Isso é algo importante para a trama, mas vou discutir sobre isso algumas cenas a frente. Bom, depois disso tudo, descobrimos que a história se passa um ano após O Mestre dos Sonhos, pois Alice está se formando, assim como Dan, e seus novos amigos: a nadadora Yvonne (Kelly Jo Minter), o viciado em quadrinhos Mark (Joe Seely) e a aspirante a modelo Greta (Erika Anderson). O interessante nessa cena é a presença do pai de Alice, e consequentemente, o pai de Rick, que morreu no filme anterior. Pelo visto, ele largou a bebida e está tentando ser um pai melhor.

Depois da formatura, Yvonne oferece a piscina do clube para eles fazerem um happy hour, só que Alice tem que trabalhar no restaurante (lembra do quarto filme?). Quando ela está a caminho, ela passa por um playground, onde vê ao longe cinco garotas pulando corda e cantando a musiquinha. Do nada, o cenário muda e ela está de volta no manicômio, onde vê Amanda Krueger, a mãe de Freddy, dar a luz a ele. O bebê nasce deformado, como se já tivesse nascido queimado (?), e sai correndo, saindo da sala. Alice o segue até uma igreja, que é a mesma em que ela derrotou Freddy no quarto filme.

Lá, o bebê se esconde em baixo do clássico suéter de Freddy que estava no chão e começa a chorar, fazendo com que a igreja toda desmorone. Aos poucos, o bebê começa a crescer, virando Freddy. Amanda reaparece por uma porta, mas Freddy a fecha. Alice "acorda" já no restaurante, quatro horas depois do sonho começar. Assustada, ela liga para Dan, que estava na festa, mas que resolve ir até o restaurante.


No meio do caminho, ele acaba dormindo no carro, entrando em um dos pesadelos de Freddy e bate em um caminhão. Para mim, a cena até que foi criativa, mas aquela "transformação" de Dan, que do nada fica careca e tal, foi meio exagerada. Outra coisa exagerada foi quando Alice, do nada, no restaurante, "vê" Dan caindo naqueles buracos cavernosos de carne que sempre tem nos filmes de Freddy. Quando ela sai do restaurante, ela vê o carro de Dan destruído e em chamas, quando Freddy "possui" o corpo de Dan somente para falar "Vamos fazer um bebê, Alice". E ela desmaia. Quando acorda no hospital, ela descobre que está grávida. Passando a noite no hospital, ela conhece um garoto chamado Jacob (Whit Hertford), porém no dia seguinte, Yvonne fala que não tinha nenhum menino internado no hospital, muito menos no andar dela.


Durante um jantar com empresários e a mãe controladora, Greta cai no sono e em seu pesadelo, Freddy a prende na cadeira e a alimenta até ela sufocar. A cena ficou meio ridícula por conta das bochechas estranhamente estufadas de Greta, uma vez que na cena, podemos ver sua boca um pouco vazia. Mark, em sua casa, também dorme e vai parar na casa de Freddy, dentro de um desenho. Alice a desenha e consegue salvá-lo antes que morra. Na casa, ela vê o garotinho Jacob e se dá conta que ele na verdade é seu filho não-nascido, porém, acorda antes que possa conversar com ele.

Após fazer um ultrassom, Alice entende como Freddy está atacando ela acordada: Pelos sonhos de seu bebê. Ele está alimentando o bebê com os espíritos de seus amigos. Ela e Mark então tentam convencer Yvonne da existência de Freddy, mas ela só acredita quando ela cai no sono dentro da piscina e é atacada por Freddy no pesadelo. Alice consegue salvá-la, mas enquanto tudo acontecia, Mark dormia e acabou sendo morto por Freddy. A cena é uma das mais ridículas da franquia, onde Freddy transforma Mark em um boneco de papel e o retalha todo.


Alice então arma um plano: Ela pede para Yvonne procurar Amanda no manicômio enquanto ela dorme para tentar derrotar Freddy. Quando ela finalmente encara Freddy, ela descobre que ele esteve se escondendo dentro dela desde sua derrota no filme anterior. É então que ela tenta tirá-lo de lá. Yvonne consegue libertar Amanda, que avisa a Jacob que Alice irá perder a batalha. Daí, Freddy e Jacob retornam às suas versões bebês, e cada um é absorvido por Amanda e Alice, respectivamente. O filme salta alguns meses, mostrando Alice e Yvonne com Jacob já nascido, enquanto umas garotas cantam a música de Freddy no playground.

Ufa! Isso ficou meio grande, não foi? Bom, deixe para lá. Vamos comentar sobre o filme. Ele foi dirigido por Stephen Hopkins, que dirigiu Predador 2 (1990) e Colheita do Mal (2007). Na minha opinião, a franquia começou a desandar no filme anterior. Ele não foi ruim em geral, mas tem muitas falhas, que a partir daqui foram repetidas e expandidas.


A história de Freddy atacar através dos sonhos do feto poderia render um dos melhores filmes da franquia, mas foi aproveitada, colocando mortes ridículas e repetindo a fórmula dos filmes anteriores, deixando o quinto filme da franquia extremamente fraco. O terror quase não existe. Talvez, a cena que Dan estava dirigindo ficasse melhor, se não tivessem exagerado nos adereços, como os fios saindo da motocicleta e encarnando nas mãos dele, e o rosto dele mudando significativamente.

O filme tem em mãos vários assuntos sérios como gravidez na adolescência, direção sob bebidas alcoólicas, bulimia, anorexia e etc. Mas no final, tudo parece somente sobrecarregar o filme, visto que o roteirista não soube realmente aproveitar os temas, deixando várias pontas soltas na história.

A atriz Lisa Wilcox sem dúvidas é a melhor final girl da franquia, depois de Nancy. Além da personagem ter sido bem construída, nos dois filmes, a atriz convence com seu talento e carisma, nos fazendo mesmo sentir pena da protagonista, coisa que não fora vista desde Nancy/Heather, nos três filmes em que ela aparece. Porém, acho que depois de tudo que Alice passou, no quarto filme, ela deveria estar mais depressiva, sei lá. Acho que se passasse pelo o que ela passou, perder o irmão, quase todos os amigos e quase morrer, não estaria tão feliz quanto ela. E basicamente não há nenhuma menção dos acontecimentos do filme anterior nesse, a não ser quando Alice liga para Dan dizendo que "Krueger voltou".

Infelizmente, o filme não conseguiu ser bom bastante como os anteriores, e só perde no fator de "qualidade" para o sexto, Pesadelo Final - A Morte de Freddy, que se supera em ruindade. Alguns podem gostar dele, e eu mesmo não o odeio. Considero um filme assistível, porém, que decepciona em um olhar geral.

por Neto Ribeiro

Título Original: A Nightmare on Elm Street 5 - The Dream Child
Ano: 1989
Duração: 90 minutos
Direção: Stephen Hopkins
Roteiro: Leslie Bohem
Elenco: Robert Englund, Lisa Wilcox

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