Crítica: Cemitério Maldito (1989) - Sessão do Medo

15 de fevereiro de 2015

Crítica: Cemitério Maldito (1989)


Atenção: Este post contém spoilers sobre o filme.
"Às vezes, a morte é melhor."
Sem dúvidas, uma das melhores adaptações de Stephen King, Cemitério Maldito é baseado no livro O Cemitério. O filme é bastante cultuado e possui muitos fãs (como eu!). Clássico do terror, o filme conta a história do médico Louis Creed (Dale Midkiff) e sua família formada pela esposa e um casal de filhos pequenos, que se mudam de Chicago para uma cidadezinha mais afastada, onde Louis foi contratado para trabalhar numa universidade local. A casa fica em frente à uma auto-estrada perigosa, usada por caminhões que transportam resíduos químicos de uma indústria da cidade.

Após um acidente em que o paciente morre nas mãos de Louis, o mesmo começa a ser atormentado por aparições do falecido, avisando-o sobre um cemitério vizinho à casa, construído para enterrar animais. Com a ajuda do vizinho Jud Crandall (Fred Gwynne), Louis mostra à sua família que não há nada demais no cemitério. Quando o gato de sua filha é atropelado na estrada, Jud conta à Louis que além das florestas que guardam o cemitério animal, há um antigo cemitério indígena que consegue ressuscitar almas. Com isso, Louis resolve enterrar o gato lá. No outro dia, o gato reaparece, mas não é mais o mesmo.

Porém, tudo muda quando seu filho caçula Gage (Miko Hughes, A Hora do Pesadelo 7: O Novo Pesadelo) se torna a nova vítima da estrada, num terrível acidente. Sem saber o que fazer, Louis resolve recorrer ao cemitério, num jeito de terminar com a dor. Porém, há consequências, das quais ele está avisado, mas mesmo assim corre o risco.


Esse filme foi um dos primeiros filmes "de King" que assisti. Clássico do final dos anos 80, o filme me conquistou na primeira vez que o assisti justamente por mostrar algo que eu não esperava. Apesar de não ser muito explícito, a cena do acidente é forte justamente pelo acontecimento em si. Com o peso já no coração, vem aquele close no sapatinho caindo na estrada para terminar de destruir.

Achei o lance do Pascow ficar aparecendo para Louis direto algo fútil. Não foi bem explicado (assim como no livro) e tira um pouco o clima do filme (aquela maquiagem do acidente ¬¬). Porém, não há nada que possamos fazer, não é?

É bastante notável o quão ácido é o filme. Por ter sido escrito pelo King em pessoa, podemos perceber várias de suas deixas no roteiro. Os diálogos fortes sobre a morte, a perda, isso antes mesmo do acidente de Gage e até depois, é algo inestimável para o filme. Assim como o livro, ele fala o quão longe estamos dispostos a ir para aliviar a dor da culpa. Um exemplo de uma cena é a da briga entre Louis e seu sogro no velório de Gage.


Apesar do final anticlímax ser o que esperávamos, ele consegue nos perturbar ainda mais. Nós vemos que Gage não é mais o mesmo, porém, assim como Louis, ainda vemos aquela criança inocente nele. Tanto que é de quebrar o coração, quando Gage aplica a injeção no filho e ele começa a ficar tonto, repetindo "Isso não é justo!". Sério King, quando é que você que você vai parar de nos destruir?

Sem dúvidas, Cemitério Maldito entra fácil num Top 5 de melhores adaptações de Stephen King. É forte, é bem-adaptado, consegue te deixar incômodo e ainda é escrito pelo King em pessoa. Quem viu, gosta, e quem não viu, tem que assistir o mais rápido o possível, pois Cemitério Maldito é um dos filmes essenciais do terror.
poster
ficha técnica
Título Original: Pet Sematary
Ano: 1989 • Duração: 103 minutos
Direção: Mary Lambert
Roteiro: Stephen King
Elenco: Dale Midkiff, Denise Crosby, Fred Gwynne, Miko Hughes
Sinopse: Louis Creed e sua esposa Rachel se mudam com os filhos para uma nova casa e descobrem perto da propriedade um antigo e bizarro cemitério indígena, onde diz a lenda que os animais enterrados lá voltam à vida. Quando o gato da família atropelado é trazido de volta, as coisas fogem do controle quando a reanimação é tentada em humanos, que não voltam do mesmo jeito que se foram.


Um comentário:

  1. Anônimo3/10/2015

    esse filme pra mim é um classico!a cena em que a esposa do Louis se recorda da sua irmã doente que parece um cadaver vivo até hoje me assusta! gostei muito do seu blog!vida longa e que voçê tenha muito sucesso!!Marcos Punch.

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