Crítica: Cabana do Inferno (2002) - Sessão do Medo

20 de abril de 2015

Crítica: Cabana do Inferno (2002)


Eli Roth é um dos nomes mais conhecidos do horror atual. Seus filmes são cheios de gore e humor negro, apesar de alguns extrapolarem (The Green Inferno) e outros saibam equilibrá-los (O Albergue). Seu filme de estreia, Cabana do Inferno, é mais conhecido por suas péssimas continuações do que por si mesmo. Então, achei importante fazer uma crítica dele, para indicá-lo às pessoas que ainda não conferiu.

Cabana do Inferno conta a história de um grupo de cinco universitários: Paul (Rider Strong, que eventualmente voltou para um cameo na continuação do filme), que é apaixonado por Karen (Jordan Ladd); O idiota Bert (James DeBello, Todo Mundo em Pânico 2) e o casal Marcy (Cerina Vincent, De Volta à Casa da Colina) e Jeff (Joey Kern). Com o início das férias, os cinco alugam uma cabana para passar uma semana. Durante a primeira noite, um homem deformado com a pele toda "derretida", chega à cabana, pedindo ajuda, dizendo que está doente.

Assustados, os jovens não deixam ele entrar, com medo de pegar a tal doença. O homem então tenta pegar o carro deles, mas é impedido quando eles decidem revidar. Durante a luta, o homem vomita sangue no carro inteiro e acaba sendo queimado vivo por Paul. Ele some na floresta, deixando os jovens assustados. Mal sabem eles que o homem conseguiu andar até um lago próximo que serve de reservatório para a cabana. Com isso, o vírus se espalha na água e acaba infectando Karen. A partir daí, eles começam a se virar um contra o outro, com medo de pegar o vírus.


Apesar do roteiro fraco e o elenco desajeitado, o filme em si é uma grande experiência - uma verdadeira homenagem aos trash dos anos 80. Sabe aquela sensação em que você vê esses filmes e pensa todo tempo "que coisa mal feita, tô rindo litros!". Aqui você, mas a coisa é bem feita. É tudo bem nojento e etc. Sem dúvidas, tudo muito bem orquestrado pelo insano Eli Roth, que faz DUAS participações especiais no filme (ele é o carinha com o cachorro que chega com a maconha e também é o careca da história que Paul conta).

Ele é repleto de referências de grandes filmes de horror, como A Morte do Demônio, O Massacre da Serra Elétrica e filmes de zumbi toscos dos anos 80. Esse fato também deixa claro de que o filme é mais um filme feito "de-fã-para-fãs" do que uma tentativa de inovar o gênero, como por exemplo o divertido Terror no Pântano (2007). Não dá para criticá-lo, só entra na do filme e se divirta! É até interessante ver o filme por que ele em si não tem um vilão próprio. É só a doença, algo um pouco exagerado mas banal.

Cabana do Inferno é o tipo de filme que para você assistir, você deve seguir esse raciocínio: "Se nem ele mesmo se leva a sério, por que eu deveria?". É uma diversão barata que muitos irão gostar por reavivar aquela nostalgia dos trash dos anos 80, que tanto nos divertia.

Em 2016 o filme ganhou um remake produzido pelo próprio Roth e curiosamente, usando o mesmo roteiro do aqui em questão, mudando apenas alguns detalhes para dar uma atualizada na história. Leia a crítica de Cabana do Inferno (2016) para saber mais.
por Neto Ribeiro

Título Original: Cabin Fever
Ano: 2002
Duração: 92 minutos
Direção: Eli Roth
Roteiro: Eli Roth
Elenco: Rider Strong, Jordan Ladd, James DeBello, Cerina Vincent, Joey Kern, Arie Verveen, Giuseppe Andrews

Nenhum comentário:

Postar um comentário