Crítica: Clown (2014) - Sessão do Medo

7 de abril de 2015

Crítica: Clown (2014)


Palhaços... Sempre harmoniosos, sorridentes e divertidos. A figura circense é sinônimo de alegria hoje em dia, mas não segundo Clown, novo filme com o selo "Eli Roth apresenta". Esperado desde o ano passado, em que foi lançado exclusivamente em festivais, o filme causou euforia nos fãs de filmes de terror agora que saiu. Ouvi muitos elogios sobre ele mas fiquei sem tempo de assistí-lo e só pude conferir agora. E me arrependo tanto de ter demorado...

Antes de começar a falar sobre a história do filme, resolvi fazer uma pesquisa sobre a origem dos palhaços - já que no filme, há uma origem bastante diferente e assustadora. Os palhaços se originaram na Idade Média, com os famosos "Bobos da Corte", que eram serviçais dos reis e rainhas que trabalhavam em apenas divertir suas majestades. Na história do filme, os palhaços tem origem nórdica e eram criaturas apavorantes que moravam em cavernas e atraiam crianças - comendo 5 no total, uma para cada mês de inverno.

Com o mito contado, vamos avançar para os dias atuais, onde conhecemos o casal Kent (Andy Powers) e Meg (Laura Allen). Ele é um corretor de imóveis e ela uma assistente de dentista. Durante o aniversário do filho deles, Jack - que ama palhaços -, Meg descobre que o palhaço contratado não poderia ir. Kent - que estava trabalhando em uma das casas que ele cuida - tenta dar um jeito, quando acha, no porão da casa, uma antiga fantasia de palhaço, com direito a peruca e nariz! Ele então fantasia-se e vai para a festa do filho.


Tudo complica quando no outro dia, a fantasia não quer sair de jeito nenhum! Kent chega a se cortar, tentando tirá-la. E quando digo fantasia, digo todo o conjunto. A peruca parece ter virado o cabelo do próprio, o nariz de borracha se fundiu com a pele e etc... Preocupado, ele localiza o dono da fantasia, Karlsson (Peter Stormare, João e Maria - Caçadores de Bruxas), pedindo para ajudá-lo. O cara então enlouquece e droga Kent. Quando o mesmo acorda, se vê amarrado numa mesa, enquanto Karlsson tenta decapitá-lo. Descobrimos então que a fantasia é na verdade feita de pele de demônio e que depois que alguém a usa, a única volta é decapitando a pessoa.

Kent consegue fugir mas acaba virando procurado da polícia. Sozinho e se escondendo de tudo e todos, Kent aos poucos começa a perceber a metamorfose. Ficando sem controle, ele começa a matar crianças. Enquanto isso, Meg tenta descobrir alguma forma de salvar o marido, enquanto a pilha de corpos cresce.


Não tenho dúvidas de que se Clown tivesse saído ainda ano passado, teria entrado facilmente no Top 10 dos Melhores de 2014, e ainda estaria entre os 5 primeiros! O filme é em todo seu conjunto foda. Simplesmente foda! Quando ouvi falar dele pela primeira vez e li sua sinopse, fiz apenas rir. Pensei "que ridículo!". Uma fantasia demoníaca? Poxa... Mas então, paguei com a língua enquanto assistia-o.

O filme já é violento com Eli Roth na produção, imagine se ele tivesse dirigido! Não poupa sangue, humor negro e mutilação. Engraçado é que, com todo aquele ar cômico despretensioso no início do filme, ficamos surpresos quando a matança realmente acontece. Uma voz lá no fundo da nossa mente pensa "Não, não vai mostrar as crianças morrendo". E aí que você se engana!

O longa realmente se arrisca, e sua ousadia é uma das coisas que mais ajuda na qualidade dele. Por exemplo, na cena daquele menino do hotel. Eu não esperava aquilo. Eu já estava aflito com aquele lance das serras, aí chega o menino e pronto. Foi nessa cena que percebi como o filme seria. E se não fosse pouco, teve aquela cena bizarra do playground. Só uma palavra pode definí-la: ETAPORRA.


Gostei muito da maquiagem do palhaço. Até por que não são só uma maquiagem, são várias. Com o passar do filme, o palhaço vai ficando cada vez mais arrepiante. Me lembrou bastante a maquiagem do Coringa de O Cavaleiro das Trevas. Fiquei em dúvida em relação à versão final do palhaço. Havia cenas que parecia CGI e havia cenas que não parecia. Falando em CGI, o filme usa bastante mas não achei que prejudicou. Claro, podia ter usado menos, mas também não ficou nada estilo o CGI de The Walking Dead.

Infelizmente, o maior defeito do filme são os atores. Um pior do que o outro. Estão completamente desfuncionais em seus papeis, ganhando uma Framboesa de Ouro o ator que faz o palhaço, Andy Powers, do qual nunca ouvi falar. Laura Allen no papel da esposa Meg também falta mais do que pode, e isso sem falar em Peter Stormare. O roteiro também fraqueja em algumas cenas do filme, podendo explorar mais alguns temas.

Sem dúvidas, Clown é uma ótima adição à filmes do subgênero. Até por que, já vimos palhaços psicopatas em Clownhouse - Palhaço Assassino e mais recentemente em American Horror Story - Freak Show, palhaços alienígenas (Killer Clowns From Outer Space, It - Uma Obra Prima do Medo) e até um palhaço possuído (Poltergeist). Além disso, o filme é ousado, divertido, bizarro, criativo e ainda dá uns sustos.

PS: O Eli Roth faz uma participação especial no filme como aquele palhaço na televisão, no início.

por Neto Ribeiro

Título Original: Clown
Ano: 2014
Duração: 100 minutos
Direção: Jon Watts
Roteiro: Christopher D. Ford, Jon Watts
Elenco: Laura Allen, Christian Distefano, Andy Powers, Peter Stormare



Description: Rating: 4 out of 5

7 comentários:

  1. Anônimo1/30/2016

    Assisti esse filme e gostei bastante. Mexe com coisas pesadas e que outros filmes não se arriscariam, mas fizeram isso com destreza.

    ResponderExcluir
  2. Anônimo2/08/2016

    Excelente filme...amei

    ResponderExcluir
  3. Anônimo2/08/2016

    Um dos melhores filmes q j vi

    ResponderExcluir
  4. Cara, quando for fazer alguma crítica, tente não dar tantos spoilers.. vim aqui procurando alguma informação básica sobre o filme e acabei encontrando tudo sobre a história.. acabou com a experiência...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Anônimo7/21/2017

      aii guilherme meira , triste isso

      Excluir
  5. Anônimo6/16/2017

    Esse filme é uma " b o s t a ". Péssimo. ótima idéia, idéia original, tudo pra dar certo e conseguem estragar tudo. Cenas nem nexo algum, péssima construção de enredos e personagens.

    ResponderExcluir
  6. Anônimo7/28/2017

    Filme Bom, mas pesado. Cenas muito chocante como as que ele devora crianças.

    ResponderExcluir