Crítica: Ringu - O Chamado (1998) - Sessão do Medo

8 de abril de 2015

Crítica: Ringu - O Chamado (1998)

Atenção: Este post contém spoilers sobre o filme.

Sinceramente, nunca fui fã de filmes asiáticos. Acho que por que sempre assistia os remakes americanos primeiro e sempre gostava mais deles do que os originais. Recentemente, resolvi fazer a crítica de O Chamado, remake americano de Ringu. Enquanto fazia a crítica, pensei que seria um pouco injusto eu falar dele sem nunca ter assistido seu original. Por essa razão, resolvi assisti-lo e fazer as críticas de ambos. Para falar a verdade, eu pensava que a história do Ringu era completamente diferente da do remake, mas na verdade não. É igual ao ponto de ter cenas iguais nos dois. Porém, vou procurar não fazer muitas comparações nessa crítica e focar mais num post independente.

Bom, para começar o filme, temos a cena de duas amigas sozinhas em casa, conversando. Elas tocam no assunto de uma famosa fita amaldiçoada que mata quem a assiste em uma semana. É quando uma delas diz que assistiu a fita. A tensão aumenta quando o telefone toca. Após acabar sendo apenas a mãe de uma das duas, elas se separam pela casa. Tempo suficiente para que aquela que tinha assistido a fita morresse, de forma estranha.


Conhecemos a personagem principal, Reiko Asakawa, uma repórter local que era tia da vítima. Tentando descobrir como tudo aconteceu, ela começa a investigar e acaba descobrindo que a sobrinha havia assistido a famosa fita, junto com mais 3 amigos – que também morreram no mesmo dia que ela. Seguindo pistas, ela vai até uma pousada em que os amigos haviam ficado para tentar achar alguma coisa que ajude na investigação. E ela acaba achando a famosa fita. Após assistir, o telefone toca e uma voz diz que ela morreria em uma semana.

Ela então pede ajuda à seu ex-marido, Ryuji. Ele pede para que ela faça uma cópia da fita, para que ele possa analisar. Os dois acabam achando pistas sobre uma mulher vidente que havia se jogado em um vulcão, décadas atrás. Essa mulher morava em uma ilha junto com seu marido e sua filha, Sadako. Um médico famoso contatou essa mulher, pedindo para fazer alguns estudos com ela, para comprovar fenômenos além da compreensão humana.


Quando o filho deles acaba assistindo a fita, eles se desesperam. Voltam então para a pousada onde a sobrinha de Reiko estava hospedada e acabam descobrindo um poço escondido. Eles armam um plano para secar o poço – onde podiam encontrar o cadáver de Sadako. Após acharem, a polícia chega e os dois então voltam para casa, pensando que a maldição havia acabado.

No outro dia, Ryuji é morto pelo espírito de Sadako. Reiko então se dá conta de que a maldição dela foi quebrada por que ela foi uma cópia da fita – e deu para ele. Sendo assim, o único jeito de que impedir a maldição é passando ela para outra pessoa. Para salvar seu filho, ela então faz com que ele faça uma cópia e entregue para o avô.


Apesar de poucas coisas diferirem essa versão da americana, elas importam e muito. Toda história da mãe da Sadako ser vidente, a construção da maldição, etc, força muito a barra. O roteiro em si não dá muito do que se temer, coisa que fica a cargo da trilha sonora e da produção do filme.

Falo isso por que na verdade senti muito mais aflição assistindo Ringu do que O Chamado. O remake é muito modernizado, bem feito, enquanto Ringu é aquela coisa que parece amadora, o que torna o filme um pouco mais realista. Caso não esteja entendendo muito bem meu argumento, dê uma olhada no Massacre da Serra Elétrica original. Como não tinha o orçamento muito grande, a equipe da produção teve que se virar e fazer as coisas de forma genérica, o que funcionou a favor do filme. Essa “amadoridade” (nem sei se isso é uma palavra, acho que não) aproxima o filme da realidade. Por exemplo, a Samara do remake é toda decomposta, suja e etc. Some isso com os efeitos especiais usados nela e pronto. Vemos que aquilo é falso. No Ringu, a coisa é mal feita mesmo. Além disso, a Sadako parece ser uma jogadora de basquete de tão alta, com braços descomunais e completamente desproporcionais. Não sei o que foi bem ao certo, mas tive mais medo da Sadako do que da Samara!


Infelizmente, Ringu acaba se tornando uma experiência menos efetiva por conta da popularidade de seu remake, que tem basicamente a mesma história dele. Portanto, com o público sabendo o que vai acontecer, o filme perde seu impacto. Mesmo assim, merece ser visto pois você tem mais chances de se assustar com ele do que com o remake!
por Neto Ribeiro

Título Original: Ringu / Ring
Ano: 1998
Duração: 95 minutos
Direção: Hideo Nakata
Roteiro: Hiroshi Takahashi
Elenco: Nanako Matsushima, Hiroyuki Sanada, Rikiya Ōtaka, Yoichi Numata



Description: Rating: 3.5 out of 5

2 comentários:

  1. Anônimo4/09/2015

    "Toda história da mãe da Sadako ser vidente, a construção da maldição, etc, força muito a barra."

    Geralmente isso se deve ao fato da cultura oriental ser diferente da ocidental, tanto que o fato e Ryuji (Noah na versão americana) ser paranormal é um detalhe que não foi copiado no Remake mas de qualquer forma quase não se explicou a origem de Samara (coisa que tentaram consertar no segundo) e achei meio forçado ou seja quiseram dar um tom mais realista porém ficou muito vago saber apenas que a menina foi adotada e o casal só depois descobriu que Samara tinha problemas.

    E sim eu também senti mais agonia ao assistir Ringu do que o Remake e olha que ví a versão americana primeiro mas no original os personagens são frios e Sadako ta mais realista sem todos aqueles efeitos especiais como dito na analise ou seja pareceu algo bem real, o que prova que as vezes não é preciso colocar tantos efeitos especiais para meter medo.

    Entretanto gosto de todas as versões desse filme inclusive do Remake Coreano.

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  2. Sinceramente, acho a estoria do remake mais interessante e assustadora q o original, nem tanto pelos efeitos especiais, que devem ter e são bem empregados em the ring, mas o roteiro de o chamado tem mais logica q o original. Alem de que o rimeke tem um clima estranho, eles gravaram no inverno pra dar uma sensação de solidão e isolamento q da uma ideia daquilo q a samara morgan passou. O remeki ficou melhor pq simplesmente foi bem feito

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