Crítica: The Drownsman (2014) - Sessão do Medo

3 de maio de 2015

Crítica: The Drownsman (2014)


Eu havia visto o trailer desse filme no finalzinho do ano passado e havia me interessado nele. Até por que, 2015 prometia trazer muitos filmes bons e memoráveis e até que trouxe alguns, mas em boa parte, veio decepções. Esse suspense de assombração lembra um pouco A Hora do Pesadelo e O Grito (mais pela assombração do que pela história), mas é bem inferior. Achei ele no mínimo, esquecível.


O filme começa com a cena de uma mulher - aparentemente sequestrada - em uma banheira. Um homem chega (provavelmente seu sequestrador) e os dois começam a se beijar. A mulher então o esfaqueia, matando-o. Conhecemos então a protagonista, Madison, conversando com sua melhor amiga Hannah, que acabou de ficar noiva. Madison acidentalmente cai no lago e quase se afoga. Embaixo d'água, ela tem algumas visões, sendo a mais forte, a de um homem assustador. Ela é salva pelas amigas mas, um ano depois, Madison continua tendo suas visões e adquire hidrofobia. Por conta disso, ela perde o casamento de Hannah.



Preocupadas com Madison, suas amigas pedem à Cathryn, uma amiga de uma delas, para ajudar Madison. Cathryn acha que Madison pode estar vendo entidades paranormais, portanto faz uma sessão espírita. Só que as coisas saem erradas e Madison quase morre. Após a sessão, as amigas de Madison também começam a ser perseguidas pelas visões e aos poucos, começam a morrer.


O ritmo do filme, das mortes, etc, lembra O Pesadelo 3 (que apesar de ser ruim, até que gosto dele) e A Hora do Pesadelo, pois as vítimas são levadas para "o esconderijo" do Afogador e o assassino meio que brinca com elas. Mas o filme com quem ele mais se assemelha (na minha humilde opinião) é Candyman. Acho que até pela razão do assassino voltar é parecido com Candyman. No entanto, achei o filme fraco, pois ele não tem um resultado consistente.



Não estou dizendo que ele é ruim. Vemos durante uma hora e meia que o diretor, Chris Archibald, tentou fazer um filme bom. E em alguns aspectos, até é. Tem um atmosfera bem interessante, mortes criativas e um elenco cheio de atrizes (não lá muito boas) que se entregam ao papel. Mas o que me decepcionou foi o desfecho, onde tudo foi revelado. Achei que toda a explicação para o "Afogador" muito piegas, muito pão com ovo.



Spoilers nesse parágrafo: Achei todo aquele negócio de Madison ser a filha do Afogador, que estuprou a mãe dela, que a abandonou para que ele não achasse a filha, etc, muito chatinha. Não me desceu. Acho que se, nesse caso, o assassino tivesse uma origem sobrenatural mais profunda, daria mais certo. Acho que essa revelação acabou o clima do filme inteiro, para mim. Clima esse que até dado momento estava funcionando.



Teve cenas bem efetuadas e que deram um pouco de tensão. Sem dúvidas, a maior delas foi a do elevador, que apesar de ser um pouco ilógica, foi tensa. O filme tem um desenrolar que dá para levar na boa, boas cenas e alguns sustos, mas eu acabei me decepcionando, por motivos que expliquei acima. Para alguns, ele pode funcionar. Para outros não. Tudo depende se você for aqueles que gostam de assistir a um filme procurando erros ou apenas por assistir. Eu juro, assisti ele sem pretensões. Tava até gostando, mas a explicação final foi brochante. Eu recomendo pois sei que alguns não acharão o mesmo que eu.

Nota: 5


por Neto Ribeiro



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