Crítica: Os Esquecidos (2004) - Sessão do Medo

9 de maio de 2015

Crítica: Os Esquecidos (2004)


Acho que um dos temas mais difíceis de se abordar em Hollywood é a ufologia. Vocês podem encontrar vários filmes sobre vida alienígena mas são poucos aqueles que conseguem ser bons. Às vezes, o roteiro é fraco e não sabe explorar seu propósito, ou às vezes o filme é cheio de efeitos especiais e mais parece uma história de ação, ou às vezes ele é ruim mesmo. Acho que posso citar alguns aqui para servirem de exemplo. Temos Fogo no Céu, Contatos de 4º Grau, SinaisContatos Imediatos de 3º Grau, Os Escolhidos, Skyline, o recente Extraterrestrial e então, o filme em questão: Os Esquecidos.

Apesar de trabalhar com uma premissa bastante interessante, o filme não trabalha a fundo a ideia que passa. E que ideia é essa? Imagine que, de um dia pro outro, você se esquecesse da existência de uma pessoa. É isso que a personagem de Julianne Moore, Telly, passa no filme. Seu filho Sam desapareceu um ano atrás, junto com várias outras crianças. Elas haviam embarcado em um voo quando o avião desapareceu, sem deixar notícias. Isso tudo, um ano atrás.

Tudo muda na vida de Telly quando do nada, coisas de seu filho começam a desaparecer. Sejam de objetos à memórias. Algumas fotos que Sam estava presente agora não estão mais. Um video cassete que Telly guardava foi apagado. E ela acha que isso tudo é um tipo de tentativa de seu marido Jim (Anthony Edwards) fazê-la superar a perda. Sendo que, nem ele se lembra da existência do garoto.

Quando mais pessoas também mostram que não se lembram que Sam existia, Telly se desespera e contata Ash (Dominic West), pai de uma garota que desapareceu no voo também. Só que Ash também não se lembra da existência da própria filha. Após fazer com que o homem recupere suas memórias, os dois começam a investigar a fundo a verdade por trás disso, enquanto a polícia e a Segurança Nacional os perseguem.


O maior acerto do filme é a atmosfera de suspense que ele constrói durante seus 90 minutos. A pessoa realmente fica instigada com o filme e tudo. A fotografia ajuda bastante na construção desse clima e lembra bastante a fotografia de O Chamado. Alguns elementos do filme intrigam também os espectadores, o que faz a expectativa aumentar para o...

Final. Não achei satisfatório. Não achei bom. O maior erro do filme é o seu final. Se vocês se decepcionaram com o final de Dark Skies (Os Escolhidos), vão se decepcionar com esse. Até por que, eu gostei do final de DS. Achei bem pessimista e até uma surpresa. O final de Os Esquecidos é brochante. Não explica muito bem o lado dos alienígenas e se for para ser franco, nem mostra eles. Mostra um, mas por favor né?

Além de tudo, aquele final feliz e sorridente não me desceu. Temos que admitir que às vezes, um final pessimista se torna melhor do que um otimista. Vemos por exemplo, O Nevoeiro. Se esse filme usasse algo menos happy-forever-after, talvez não soasse tão meloso e decepcionante.

Acho Os Esquecidos um filme bem mediano. Poderia até ser um grande filme sobre alienígenas, pois sua premissa é bem interessante e se fosse executada de modo certo, seria inteligente. Tudo bem que o filme foca no psicológico da mãe e se formos analisar, digamos que é tudo uma metáfora para verdadeiros desaparecimentos. Mas ao olharmos de um lado geral, chega a ser fraco.

Nota: 6

por Neto Ribeiro

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