Crítica: Poltergeist - O Fenômeno (2015) - Sessão do Medo

21 de maio de 2015

Crítica: Poltergeist - O Fenômeno (2015)


Mais um filme entrou pro filão de refilmagens de terror, Poltergeist – O Fenômeno, filme de 1982 dirigido por Tobe Hooper e produzido por Steven Spielberg dessa vez pela mão da produtora Ghost House de Sam Raimi, responsável também pelos remakes de O Grito e A Morte do Demônio.

A anos se fala sobre essa refilmagem, o projeto corria desde 2006, mas só depois de quase 10 anos o filme foi finalmente lançado em parceria entre a MGM e a Fox e no comando do diretor Gil Kenan, que antes desse tinha dirigido dois filmes infantis: A Casa Monstro (2006) e Cidade das Sombras (2008). 


Antes de falar mais sobre esse filme eu tenho que destacar que eu considero o original de 82 um verdadeiro clássico do terror que marcou a minha infância nas exibições madrugada na TV aberta, gosto muito do filme, mas também reconheço que em alguns aspectos poderia ser melhor. Visto hoje em dia o filme envelheceu um pouco e aquele clima de filme feito pra família sempre me incomodou um pouco, algo que eu sempre quis que fosse reparado em uma refilmagem. Outra coisa que sempre me incomodou no filme original era a mão do produtor Spielberg na produção do filme, que fez o filme ficar muito mais fantasioso do que assustador, como era o objetivo do diretor Tobe Hooper. 


Os produtores dessa nova versão tiveram a chance de reparar alguns dos erros do original, fazer um filme mais sombrio e assustador e com menos daquele clima de filme feito pra família, mas infelizmente isso não aconteceu. O primeiro erro dos produtores foi a escolha de roteirista e diretor. O roteiro do filme ficou a cargo de David-Lindsay Abaire de A Origem dos Guardiões e Oz: Mágico e Poderoso e a direção como já foi dito de um cara que só dirigiu filmes infantis. Sam Rockwell chegou a comentar durante as gravações do filme que essa versão seria um filme feito pra molecada e que não seria o filme sombrio que todos estavam esperando e nisso ele estava sendo sincero. 


A nova versão de Poltergeist é muito mais um filme feito pra família do que o original de 82 foi. Não há nenhuma tentativa de criar um clima assustador ou tenso e o filme aposta alto nos jumpscares - todos causados pelo aumento de som - , no CGI e numa trama pouco original que copia o original fazendo poucas alterações. 

O enredo é praticamente o mesmo, a diferença principal é o nome dos personagens e sobrenome da família, e também a ausência da médium Tangina (que aqui é substituída por um paranormal de reality show que investiga casas assombradas). 

A parte dramática do original foi minimizada ao máximo aqui, além da falta de suspense, o drama é ausente no roteiro. Todo aquele desespero da família pra trazer a filha de volta não é trabalhado aqui e o roteiro ainda investe um pouco no humor e em um clima mais ameno que o original. 


O terceiro ato que deveria ser o mais tenso do filme acaba sendo o mais fraco pelo excesso de efeitos especiais em CGI e pela falta de criatividade, juntando com um desfecho fraco e sem emoção. 

Poltergeist 2015 dificilmente ira marcar uma geração como o original fez, o novo filme é uma versão genérica e mais amena do filme original, não há nenhuma tentativa por parte do diretor ou roteirista de fazer algo assustador ou sombrio. Quem não viu o original, veja! Essa versão vale mais pela curiosidade de ver uma nova versão da mesma história do que como um filme de terror.