Crítica: Cubo (1997) - Sessão do Medo

14 de junho de 2015

Crítica: Cubo (1997)


Não procure uma razão.
Procure uma saída.

Acreditem ou não, eu venho tentando me lembrar de fazer essa crítica há mais de um mês, mas sempre me esquecia e acabava fazendo críticas de outros filmes. Finalmente, me lembrei! O filme que hoje venho comentar é Cubo, um filme canadense de 1997 que ganhou a fama de cult ao longo do tempo. Eu havia assistido-o há muito tempo e depois que saiu a notícia de que ele ganharia um remake, eu resolvi revê-lo.

Posso dizer que Cubo é um filme meio complicado. Não é que ele é difícil de entender, mas é um filme que divide opiniões, principalmente quando toca no assunto de chamá-lo de cult, pois muitos não concordam. É como Donnie Darko (esse eu chamo de cult com orgulho), só que menos mind-fucking. A sinopse é essa:

Um policial (Maurice Dean Wint), um ladrão (Wayne Robson), uma matemática (Nicole de Boer), uma psicóloga (Nicky Guadagni), um arquiteto (David Hewlett) e um jovem autista (Andrew Miller) são misteriosamente presos em um labirinto de alta tecnologia. Sem comida nem água, eles precisam encontrar um meio de sair do local. Mas precisam também tomar cuidado para não acionar armadilhas letais, que surgem em estranhos cubos.



O filme tem uma das melhores aberturas que já vi. Não sabemos nada sobre ele além das informações que a sinopse nos dá e ele já chega "chocando". Tenho certeza que aquela cena do corredor de lasers no primeiro Resident Evil meio que se baseou nessa cena de Cubo. Depois dela, vemos os personagens se encontrando enquanto vão explorando o cubo e vendo as armadilhas.

E se você pensa que ele funciona como Jogos Mortais, está muito enganado. Cubo procura mostrar mais o lado psicológico e dramático da coisa. É interessante acompanhar a história, pois somos como os personagens, adepto de qualquer informação. Enquanto a história se desenrola, vemos por exemplo, a matemática tentando desvendar o padrão dos cubos.

Quanto mais tempo os personagens passam presos naquela estrutura da qual nada sabem, mais loucos eles vão ficando e revelando suas verdadeiras personalidades. É como um labirinto de ratos. Uns vão se voltando contra os outros, chegando até a matar!

Felizmente (ou infelizmente, depende do ponto de vista), o filme não explica basicamente nada. Uma sequência e uma prequel foram feitas após o sucesso dele para tentar explicar a origem do cubo, mas eu as acho completamente dispensáveis, até por que o filme é melhor sem entregar muito nem tentar explicar nada. Para mim, os outros dois filmes, Cubo 2: Hipercubo e Cubo Zero, só fazem uma grande bagunça.

Considerando seu orçamento minúsculo, Cubo consegue ser um dos melhores filmes com baixo custo. Tirando as atuações ridículas (sério, ridículas) e alguns diálogos bem superficiais, o filme é muito bom. Muitos encaram a história dele como uma metáfora, outros apenas como ele mostra que é. É acima de tudo um filme que gera muitas discussões e até bom para assistir com amigos, para debater. Não o procure assistir atrás de mortes violentas nem reviravoltas no final dele, pois não é isso que Cubo irá lhe entregar.

Nota: 6

por Neto Ribeiro

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