Crítica: Voo 7500 (2014) - Sessão do Medo

4 de junho de 2015

Crítica: Voo 7500 (2014)


O vôo 7500 parte de Los Angeles com destino a Tóquio. Enquanto o avião sobrevoa por 10 horas até chegar no seu destino, os passageiros começam a notar uma presença sobrenatural na cabine. Ao longo de dez horas, a tripulação passará por momentos de terror e medo enquanto um a um morre de maneiras assustadoras.

Com a estréia marcada nos cinemas brasileiros pro final de julho, resolvi assistir finalmente 7500, ou Voo 7500 (como vai ser lançado por aqui). Ele é dirigido por Takashi Shimizu, o mesmo criador de Ju-On: O Grito e também foi responsável pelos 2 primeiros remakes americanos. O filme vinha em desenvolvimento desde 2011 e sofreu vários adiantamentos, sendo lançado apenas em 2014. E digamos que com muita expectativa, pois o trailer é nada além de incrível. E foi justamente por conta dessas grandes expectativas que o filme foi essa decepção que foi.


O pior de tudo é que o filme consegue ir bem em tipo, 50% das vezes, só que tudo vai por rolo abaixo por conta de um roteiro que não soube como desenrolar uma premissa tão boa quanto à do filme. P*rra, o trailer é muito foda! Sério, você se contenta mais com aqueles dois minutos do que com o filme inteiro.

Como ele é dirigido por um cara que geralmente cria histórias de terror orientais, com fantasmas pálidos sem nenhum exagero hollywoodiano, é até admirável ver a iniciativa que Takashi Shimizu teve ao querer fazer os fantasmas desse filme do mesmo jeito. Só que não dá certo. O filme te prende mas não te assusta.

No final dele, ainda tem uma reviravolta que, devo admitir, gostei, mas foi mal executada. Se tivesse sido trabalhada de uma forma melhor, e desenrolada de uma forma melhor, mudaria meu conceito do filme e dobraria a nota dele. Alguns vão chamá-la de decepcionante, outros de interessante, mas isso já é da conta de vocês.

O roteiro assinado por Craig Rosenberg (que escreveu também o remake O Mistério das Duas Irmãs) tem furos/erros de continuidade e não são poucos, além de também não explicar muita coisa do filme, como por exemplo: SPOILER aquele cara que morreu tinha ou não alguma relação - sobrenatural ou não - com a história toda? Por que depois daquele final, várias questões aparece na cabeça da pessoa, com falta de coerência no roteiro.

Os personagens não são muito bem desenvolvidos e o filme joga na nossa cara apenas um "projeto de profundidade". Temos personagens superficiais (e outros que tentam não ser) e que nada nos afeta no desenrolar da história. Além disso tudo, ainda temos que aturá-los pelo filme. Por exemplo, tem uma mulher que está indo para sua lua-de-mel com o marido recém casados. Essa mulher tem TOC e fica o tempo todo agindo como uma patricinha com nojo de todo mundo. E para piorar a situação, a atriz ainda usa uma peruca muito da mal feita que nos faz pensar que a personagem é uma prostituta secretamente.


É possível notar também algumas referências nas cenas do filme, principalmente relacionada ao cara morto. Por exemplo, na mala dele, há um crachá dele de uma empresa chamada Overlook (o mesmo nome do hotel de O Iluminado). Além disso, naquele recibo que encontram junto da caixa que o cara carregava, a encomenda estava destinada para Takashi Shimizu, o diretor do filme!

O elenco ainda tem alguns rostos conhecidos como Ryan Kwanten (o Jason de True Blood e o Jamie de Gritos Mortais), Leslie Bibb (O Último Trem), Amy Smart (Espelhos do Medo), Jamie Chung (Pacto Secreto), Christian Serratos (a Rosita de The Walking Dead) e a Scout Taylor-Compton (a Lauren Strode do Halloween de Rob Zombie). Infelizmente, grande parte do elenco está em suas piores atuações. Há cenas que chegam a ser ridículas.

Depois de muito suspense e sustos bobos, o curto filme (1h19m) chega ao fim com a sensação de desgosto. Então, para vocês que estão desavisados e no final de julho se depara com esse filme em cartaz no cinema, aqui essa crítica pra vocês. Vale a pena pagar pra ver ele nas telonas? Não!

por Neto Ribeiro


Um comentário:

  1. Fraquíssimo esse filme, a impressão que tive ao assistir foi de que resolveram encerrar a história de qualquer jeito pois não sabiam mais o que fazer. Acho que a decepção acaba sendo ainda maior pois o trailer foi muito interessante e me deixou muito empolgado para assistir o filme quando saísse, o que demorou uma eternidade para acontecer.

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