Crítica: Vespas Gigantes (2015) - Sessão do Medo

5 de julho de 2015

Crítica: Vespas Gigantes (2015)



E animais gigantes mutantes atacam novamente em Stung, filme britânico que traz vespas gigantes geneticamente modificadas! Ele tinha sido lançado apenas em festivais e atraiu a atenção de muita gente. Ele parecia resgatar esse subgênero de uma forma menos tosca e melhor do que Sharknado fez. E ele consegue! Ele é um tipo de comédia de horror que merece ser assistida para se divertir.

Durante uma festa num casarão, vespas que sofreram mutação por causa de um fertilizante experimental crescem até se transformar num terrível grupo de predadores gigantes. Paul e Julia, que são funcionários do serviço de bufê do evento, precisam juntar forças para enfrentar as criaturas assassinas.

Ele tem gore e piadas na medida certa, tornando o filme muuuito agradável. No entanto, ele não reinventa nada, nem traz nada de novo (além das vespas gigantes). Se você já assistiu outros filmes com animais gigantes, já sabe mais ou menos o que vai acontecer. Só que, apesar da fórmula batida, o filme funciona muito bem e empolga bastante.


O protagonista Paul (Matt O'Leary, Dominados Pelo Ódio) é aquele mesmo de sempre em comédias de horror. Desajeitado e atrapalhado, apaixonado por uma gata que não sabe se gosta dele ou não e que vira o herói no meio da cachorrada toda. Já Julia (Jessica Cook) não faz nada demais. Acho que do elenco, o que me pegou de surpresa foi saber que Lance Henriksen (Alien, Exterminador do Futuro, Pânico 3...) era o Prefeito! Não reconheci ele de jeito nenhum!

Uma coisa que achei que foi inteligente do diretor foi usar animatronic nas vespas. Há algumas cenas em CGI (quando elas estão em muito movimento) mas as cenas em animatronics são incríveis, como essa da foto acima. Além disso, havia muitas cenas que me lembrava The Thing de John Carpenter.

Por exemplo, na cena em que uma das vespas gigantes sai de dentro da mulher e a cabeça dela fica presa na pata da vespa, enquanto ela anda. Outra coisa que me fez me lembrar ele (mas que não foi bem aproveitada por falta de personagens) foi aquela paranoia de saber quem foi mordido ou não. Achei que o filme ficaria melhor se colocassem esse suspense, que funcionou muito bem em The Thing, tanto no remake de 82 quanto na prequel de 2011, já que o filme em si parece muito corrido.

Além disso, apenas os dois protagonistas são deliberadamente desenvolvidos no filme. Os outros são completamente dispensáveis. Tudo bem que os últimos 30 minutos são focados na sobrevivência de Paul e Julia, mas acho que daria para fazer algo bom no roteiro com mais dois personagens. Sim, apelando pro clichê. Até por que clichê não é algo ruim quando é bem trabalhado, certo?



Entre piadas, vespas gigantes e efeitos práticos muito bem feitos, Stung se prova ser uma ótima homenagem à filmes do gênero. Tem cenas de gore bem nojentas e divertidas e um protagonista carismático. Além de tudo, o final do filme é mais louco que ele! Uma ótima pedida.

por Neto Ribeiro



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