Crítica: Fear the Walking Dead | 1ª Temporada (2015) - Sessão do Medo

6 de outubro de 2015

Crítica: Fear the Walking Dead | 1ª Temporada (2015)



The Walking Dead é uma das séries mais assistidas atualmente. Tanto lá fora quanto aqui no Brasil, a série tem uma legião de fãs e quebra recordes a cada nova temporada. Não conhecida exclusivamente pelo quesito terror, a série que começou a ser exibida em 2010 explora ao máximo o instinto de sobrevivência e seus personagens diversos, começando a deixar os zumbis como um mero detalhe a partir que a história dos personagens era desenvolvida (principalmente lá pelo final da 3ª temporada até agora).

Muitos fãs decepcionados (não estou incluso) abandonaram a série por causa disso. Sou um sobrevivente huehuehe e acompanho a série até hoje. E admiro bastante ela por que é realmente uma série de qualidade. Talvez possa não ser o que muitos esperavam quando começaram a vê-la. No entanto, uma certa entrevista feita com Robert Kirkman (o criador dos quadrinhos e da série) deixou muitos fãs surpresos. Há alguns anos, o criador falou que nós nunca descobriríamos o que originou a epidemia zumbi, já que esse não era o foco da história.

Foi quando uma série spin-off (uma série que se passa no mesmo universo que a série-mãe mas que conta uma história com diferentes personagens) começou a ser planejada. Sendo então denominada Fear the Walking Dead (que significa Tema os Mortos-Andantes em tradução literal), o spin-off estreou batendo recordes por ser o piloto mais assistido de todos os tempos.

Da esquerda pra direita: Alicia, Nick, Madison, Travis, Lisa, Chris, Daniel, Grizelda e Ofelia
Contendo apenas 6 episódios (assim como a temporada inicial de The Walking Dead), a série tem como protagonistas o casal Madison (Kim Dickens, Garota Exemplar) e Travis (Cliff Curtis, Colombiana). Os dois trabalham numa escola de Los Angeles e estão namorando há um tempo. Maddie é uma viúva que tem dois jovens filhos, Nick (Frank Dillane, Sense8), viciado em drogas, e adolescente Alicia (Alicia Debnam-Carey, Where The Devil Hides). Já Travis tem um filho com a ex-mulher (Elizabeth Rodriguez, Orange is the New Black).

A história da família com os zumbis começa quando Nick - sob efeito de drogas - vê sua namorada toda ensanguentada atacando um homem no local em que eles compram drogas. Após ser perseguido por ela, Nick acaba sendo atropelado. É óbvio que ninguém acredita nele. Mas então, aos poucos, a cidade vai sendo atingida pelo caos quando o vírus começa a atacar. Então, a família de Madison, a de Travis, e outra, acabam se unindo para sobreviver ao início do apocalipse zumbi.


A segunda coisa que mais me incomodou na série foram os personagens: completamente apáticos. São do tipo de personagens que tanto faz se morrer ou não, sabe? E isso é até estranho, por que a série se preocupou tanto em desenvolvê-los, mas no final das contas acabou fazendo o contrário. No máximo, o único personagem que é carismático o bastante para o público se relacionar é o ex-drogado Nick.

Já a primeira coisa que mais me incomodou foi a seguinte: Ao longo dos 6 episódios, Fear the Walking Dead se mostra basicamente a mesma coisa que The Walking Dead, em suas últimas temporadas. E esse foi um fator que me decepcionou por que, para ser o início da epidemia, deveria mostrar vários zumbis, muitos mesmo. Mas tem episódios da temporada em que não passa um zumbi sequer, ou apenas um, sem nenhuma importância.


No final das contas, eles basicamente resumiram 4 temporadas de The Walking Dead em seis episódios. A série vira logo um drama familiar e todas as expectativas vão por água abaixo, até por que basicamente nos fora prometido uma série com muitos zumbis e muito gore, e isso pouco tem. E isso foi bastante decepcionante, um balde de água fria, pois a série começou com dois ótimos episódios, mas logo se tornou cansativa.

O final da temporada até dá uma agitada e faz referências à filmes clássicos de zumbis, como Dia dos Mortos, mas tudo parece corrido demais, e fica um pouco difícil de digerir. Pude notar o seguinte na temporada em geral: Eles queriam pegar todo aquele drama que, convenhamos, The Walking Dead demorou algumas temporadas para construir e deixar do jeito que tá hoje, e desenvolver em 6 episódios. Foi por isso que tudo pareceu tão forçado e fora do lugar. O que nos resta é esperar até próximo ano, quando a nova temporada estrear, e torcer para que todo o potencial da série seja trabalhado do jeito que merece.

por Neto Ribeiro


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