Crítica: O Segredo da Borboleta (2012) - Sessão do Medo

10 de outubro de 2015

Crítica: O Segredo da Borboleta (2012)

A história do filme é a seguinte: Ann (Barbara Steele) é uma mulher, que tem por volta dos 60 anos, que mora num edifício e que tem como hobbie colecionar borboletas. Em seu apartamento, ela tem uma sala da qual as paredes são cheias de quadros com diversas borboletas. Ela tem uma vizinha, Claudia (Erica Leerhsen), que tem uma filha, Julie. Até certa parte do começo, a história não é lá muito clara.

Sabemos que Ann é meio psicótica e tem uma obsessão por borboletas e meninas, mas logo fica um pouco mais claro, através de alguns flashbacks, que apresentam Alice (Julia Putnam), uma garota que Ann conhece no shopping e logo cria afeições por ela, tratando-a como filha, chegando a dar mesadas.

No entanto, Ann desconfia de que Alice só continua essa relação por conta do dinheiro. Após um encontro estranho no shopping, quando Ann vê Alice com uma mulher estranha, fazendo a mesma coisa que fez com ela quando se conheceram, Ann procura a mãe da garota. Ela então descobre que a mãe é uma prostituta e que ela e a filha tem um tipo de plano para tirar dinheiro de mulheres.

A partir daí, vemos a psicose de Ann aumentar aos poucos, principalmente quando Claudia tem que viajar e deixa Julie com Ann por alguns dias. É quando entra em cena a filha de Ann, Dorothy (Heather Langenkamp), que sabe que a mãe é psicótica e tenta salvar Claudia e Julia da obsessão dela.


Vou logo dizendo: o filme é fraquinho. Tem uma história interessante, mas fica dando voltas e voltas até chegar no final e termos a sensação que o filme não saiu do lugar. Claro, foi um problema do roteiro. Achei que a história tinha um certo patamar, como se fosse um clímax, mas não conseguiu nem chegar a ele. Quando o final chega, a história já não era tão interessante quanto imaginei.

Também é importante falar que ele não segue uma narrativa linear, utilizando vários flashbacks. O desenrolar te faz esperar algo a mais, apesar de tantos flashbacks, que só não confundem mais por conta da fotografia (nos flashbacks, tem uma iluminação mais amarela e no presente, é mais cinzenta e azulada).

No final das contas, dá a parecer que o maior propósito do filme é reunir algumas estrelas de filmes de terror. Alguns podem ter reconhecido, outros não, mas o filme está cheio delas. A protagonista em si já uma atriz conhecida por vários filmes clássicos, principalmente italianos, como Black Sunday e também O Poço e o Pêndulo. Há Heather Langenkamp, que interpreta Dorothy. Pra quem não sabe, Heather fez a heroína Nancy, dos filmes A Hora do Pesadelo. Tem também Adrienne King e Camille Keaton, que foram as protagonistas de Sexta-Feira 13 e o original Doce Vingança (conhecido como A Vingança de Jennifer) de 1978, respectivamente. Poucos consideram, mas há também Erica Leerhsen, conhecida pelo remake de O Massacre da Serra Elétrica e Floresta do Mal.

Claro, peço que assista para tirar suas próprias conclusões, até por que, o que é doce pra uns, é azedo para outros. Mas sinceramente, o filme não me agradou. Tem uma ótima fotografia e um ótimo elenco, mas o desenvolvimento e o desfecho decepcionou. Deixou algumas perguntas no ar, talvez tentando soar filosófico ou algo do tipo, mas sofre o efeito contrário. Vale principalmente para rever atrizes como Barbara Steele, Heather Langenkamp, Adrienne King e Camille Keaton atuando novamente.

por Neto Ribeiro


 

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