Crítica: Presos no Gelo II (2008) - Sessão do Medo

31 de outubro de 2015

Crítica: Presos no Gelo II (2008)


Slashers é um dos gêneros mais desgastados do cinema de terror e ainda assim, um dos que geram mais filmes bons. Desde que os anos 2000 produziu apenas alguns filmes slashers realmente bons, como Pânico na Floresta, A Casa de Cera, alguns remakes e acho que posso considerar Terror no Pântano, podemos projetar nosso foco para o exterior, além dos EUA, onde achamos a franquia norueguesa Presos no Gelo, que é simplesmente incrível.

Apesar de trazer poucos elementos originais, o primeiro Presos no Gelo pegou todo mundo de surpresa, utilizando os clichês em seu favor, criando uma ótima atmosfera de suspense e tensão, cheio de cenas de perseguições. Trazendo a protagonista Jannicke (a incrível Ingrid Bolsø Berdal, Chernobyl - Sinta a Radiação) e seus amigos que vão para as montanhas no inverno, para esquiar e se divertir. Quando um deles quebra a perna, eles não veem saída a não ser se abrigar num hotel abandonado, já que não podem voltar com o amigo machucado. Chegando lá, eles são assassinados um a um por um homem vestindo roupas de inverno e uma picareta.


Presos no Gelo II começa exatamente de onde o primeiro terminou. Jannicke é achada vagando pelas montanhas e é levada até um hospital, onde relata sobre os assassinatos. A polícia local organiza uma busca pelos corpos, achando os cadáveres dos amigos dela, do assassino e de outras vítimas. Todos eles são levados até o necrotério do hospital, onde descobre-se que o assassino ainda está vivo. Ao descobrir isso, Jannicke tenta impedir de que eles internem o vilão, mas sem êxito. Logo, ele acorda e começa a fazer vítimas pelo hospital, enquanto Jannicke, a enfermeira Camilla (Marthe Snorresdotter Rovik) e outros tentam sobreviver.

Ao se assistir essa sequência, é incrível perceber que o nível continua exatamente o mesmo do primeiro filme. Tem um desenrolar lento, muito suspense, mas quando a matança começa, não tem fim. A inter-relação que esse filme tem com o primeiro funciona parecido com Halloween e Halloween II - O Pesadelo Continua. Um filme complementa o outro, fechando a história por completo. Só que ao invés de continuar fazendo filmes desnecessários, a história de Presos no Gelo é finalizada aqui, tendo uma prequel lançada depois, contando os eventos antes do primeiro filme.

O roteiro foi muito bem escritos, sabendo muito bem como desenvolver os personagens novos, já que do primeiro filme só retorna a principal Jannicke e o assassino. Os novos são bem carismáticos e você logo se familiariza com eles. E quando eles começam a morrer, você começa a ficar tenso. No entanto, uma coisa ótima que podia ter funcionado mais a favor do filme, assim como fez no primeiro, seria alterar a ordem das mortes. Personagens que você acha que vai morrer no final, morre antes, e vice-versa. Ainda assim, as mortes nesse segundo filme são bem orquestradas e bem mais violentas que o primeiro, com mais gore e mais sangue.

A dupla principal de atrizes, que no caso é Ingrid Bolsø Berdal no papel de Jannicke e Marthe Snorresdotter Rovik no papel de Camilla é o ponto alto do filme. As duas estão incríveis em seus respectivos papéis e fazem um show de atuação, principalmente no terceiro ato. Além disso, o terceiro ato é bem frenético e lembra filmes como o já mencionado Halloween e Sexta-Feira 13.

 
Por fim, Presos no Gelo II é tão bom quanto o primeiro, e alguns podem até considerá-lo melhor. Pra quem ainda não assistiu nenhum dos três filmes, eles estão disponíveis na Netflix!

por Neto Ribeiro




Nenhum comentário:

Postar um comentário