Crítica: Aracnofobia (1990) - Sessão do Medo

1 de novembro de 2015

Crítica: Aracnofobia (1990)


O que acontece quando um aracnofóbico assiste a um filme chamado "Aracnofobia"? Era essa a pergunta que eu me fazia enquanto decidia se via o filme ou não, na Netflix. Já havia assistindo alguns filmes de aranhas antes, mas eles eram em sua maioria ruins, tirando a comédia Malditas Aranhas!!!. Ainda assim, já tinha ouvido falar que Aracnofobia foi um filme que ajudou a causar a síndrome que serve de título a muitas pessoas, portanto eu procurava evitar.

Daí, eu resolvi assistir na fatídica noite de Halloween, só pra ver um filme que finalmente pudesse ter efeito em mim. E teve? Sim, claro que teve. E terá efeito em outras pessoas que assistirem? A resposta é sim. Lançado no início da década de 90, onde os filmes de terror estavam decaindo, Aracnofobia procura causar efeito no público pela simplicidade, utilizando algumas situações bem corriqueiras, o que faz aumentar o medo. Aliás, não é à toa que a classificação indicativa do filme é de apenas 12 anos, e o filme costumava ser exibido na Sessão da Tarde, na década de 90. Portanto, só isso já é um mérito ao filme. Até por que, quais são os filmes de terror com classificação de 12 anos que conseguem ser bons o bastante?


Segundo o diretor do filme, Frank Marshall (que até então apenas produziu alguns filmes do lado de Steven Spielberg, que produz esse filme), a ideia de Aracnofobia é semelhante ao clássico Os Pássaros, de Alfred Hitchcock, e pode-se até perceber certas semelhanças entre os pássaros e as aranhas nos dois filmes. Então, pensem a cena de Os Pássaros onde várias aves sobrevoam a protagonista. Pensaram? Agora imaginem essa cena, só que com aranhas!!!

Cheio de cenas claustrofóbicas envolvendo tais animais, Aracnofobia conta a história de uma aranha latino-americana recém-descoberta, que vai parar numa cidadezinha americana, onde cruza com uma espécie local e cria um novo tipo de aranha mortal, que começa a fazer vítimas pela cidade. Enquanto isso, um médico (Jeff Bridges), que acabou de se mudar com sua família e que sofre de aracnofobia, tenta descobrir o motivo das mortes misteriosas.

Moderando cenas agoniantes com as aranhas e alívio cômico, o filme pode ser facilmente comparado à Poltergeist (o original, claro). O filme tem aquela pegada de filme de família, no entanto, os elementos relacionados ao terror são assustadores. Há cenas muito bem orquestradas, que serve exatamente para entregar alguns sustos, como cenas em que as aranhas pulam em direção à tela (dei um pulo na hora e ainda gritei um palavrão).

E não é à toa que muita gente ficou com medo de aranhas, aliás não é pra pouco. O filme está repleto de cenas que faz com que ficamos desconfiados com coisas normais que fazemos; como tomar banho ou comer pipoca. O que, tenho que admitir, é uma das melhores coisas do filme. Tais cenas são muito bem feitas, com uma ótima trilha sonora que deixa extremamente tenso.

O desfecho final é bem típico de filmes do gênero dos anos 90, mas é bem construído. O roteiro sabe como te deixar paranoico, pois é um cara preso no porão com uma aranha minúscula que pode matá-lo sem você nem perceber.

Portanto, Aracnofobia é um filme que recomendo muito. Eu que particularmente não gosto muito de filmes de animais assassinos curti bastante o filme, pois é um filme que consegue mexer com a pessoa. Se quer um filme que te divirta e ainda proporcione medo, é o filme certo. E acho que já falei isso, mas ele está disponível na Netflix, então corra pra assistir! Ah, e não assista comendo pipoca. Eu fiz isso e não foi legal. Não foi legal mesmo.

por Neto Ribeiro



 

4 comentários:

  1. Assisti n Cine n época do lançamento . e achei bem meia boca , daria nota 4 c louvor !

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    1. Realmente não é um filme que agrada a todos, mas queria muito ter assistido ele no cinema.

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  2. Quando vai sair a critica do atrividade paranormal:dimensão fantasma?

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  3. Simplesmente genial. A conducao de Frank Marshall não deixou dúvidas de que além de eximio produtor, tornou-se também um excelente diretor. A trilha sonora de Trevor Jones e de arrepiar. Enfim, nota 10 com louvor. O título e propício a todos que o assistirem. Se voce não é aracnofobico, com certeza se tornara após assisti-lo. E a cena final não poderia ser mais sufocante e aterrorizadora. Um filme que marcou minha adolescência e me marca até hoje. Forte abraço.

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