Crítica: A Christmas Horror Story (2015) - Sessão do Medo

4 de dezembro de 2015

Crítica: A Christmas Horror Story (2015)


O natal está chegando e resolvi apresentar para vocês esse filme que foi lançado há alguns meses. Entrando na onda de V/H/S e ABC da Morte, o filme em questão - A Christmas Horror Story (que em tradução literal quer dizer Uma História de Horror Natalina) - segue o mesmo ritmo, trazendo quatro histórias assustadoras que se passam na véspera de Natal. A única diferença é que ao invés de cada história ser exibida de uma vez, as quatro acontecem ao mesmo tempo e as cenas das mesmas são intercaladas até o fim do filme.

As quatro histórias mostradas no filme são bem diferentes, o que acaba tornando o filme apresentável para todos os gostos. Antes de todas as quatro serem apresentadas, temos uma história paralela de um radialista (William Shatner) trabalhando na véspera de Natal, que até o final não deixa muito claro para que ela serve. Daí somos introduzidos às quatro histórias:

A primeira história mostra três amigos que invadem a escola durante o feriado. A escola foi palco de dos assassinatos brutais de dois alunos no porão da escola. Eles querem fazer um tipo de vídeo/documentário e ao longo do filme vemos que a escola costumava ser um convento de freiras. No entanto, eles acabam ficando presos no porão enquanto fenômenos sobrenaturais ocorrem. Essa é de longe a história mais fraca do filme, é cansativa e desinteressante, acho que pelo fato de se tratar de uma história de fantasmas - que já ficou bastante desgastada nos últimos anos com inúmeros filmes do subgênero.

A segunda história acompanha uma família desunida em que o pai está indo visitar sua tia velha e rica, levando a esposa e seus dois filhos adolescentes. Lá, o menino acaba quebrando uma estátua da criatura mitológica Krampus (que ganhou seu próprio filme recentemente, dirigido pelo diretor de Contos do Dia das Bruxas e que foi bem recebido pela crítica). Ao saírem da casa, a família é atacada por ninguém mais ninguém menos que o próprio Krampus.

A terceira história mostra um policial com sua esposa e seu filho que vão até uma reserva para cortar ilegalmente um pinheiro para levar para casa. No meio da reserva, o garoto se perde mas depois de um tempo é encontrado. Tudo parece normal até eles voltarem para casa. Ao anoitecer, o garoto começa a se comportar estranho, levando seus pais a desconfiarem que o filho deles talvez ainda esteja perdido. Para mim, essa foi a história mais interessante do filme. Tem um suspense muito bom que faz com que você fique ansioso para que o filme retorne à ele e assim você descubra como vai terminar.

A quarta história é a que chama mais atenção, por ser fantasiosa e exagerada, além de divertida. O próprio Papai Noel é o protagonista dela, quando na sua fábrica no Pólo Norte, seus duendes começam a virar zumbis sedentos por sangue. Cheia de gore, a história me lembrou bastante os primeiros Evil Dead, com Ash sendo o Papai Noel, e é com ela que o filme fecha, trazendo uma reviravolta inesperada e bem bolada. 

Pelo fato das histórias serem apresentadas entre si, o filme apresenta seu maior defeito: a quebra do clima. Às vezes estamos tão imersos e interessados na história que quando ela é cortada para dar continuada à outra história, todo o clima é quebrado. E como o filme é relativamente longo, isso se estende até o desfecho das quatro histórias.

Acima de tudo, A Christmas Horror Story não é um daqueles filmes marcantes, que será para sempre lembrado nesta data, pelo menos não como Black Christmas e outros, mas sim um filme criativo, feito inteiramente para os fãs de terror assistirem sem compromisso para um pouco de diversão, na noite de Natal. Portanto, se quiser entrar no clima festivo e assistir um filme com o tema que já não tenha assistido, aqui está ele.

por Neto Ribeiro

 

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