Crítica: P2 - Sem Saída (2007) - Sessão do Medo

23 de dezembro de 2015

Crítica: P2 - Sem Saída (2007)


Nova York. É véspera de Natal e Angela (Rachel Nichols, a babá de Horror em Amityville) está trabalhando até tarde, terminando de vez alguns negócios para ir para casa de sua irmã para a ceia. Quando decide ir embora, quase todos já foram, mas o seu carro não pega. No prédio só tem ela, o recepcionista e o vigia de estacionamento Thomas (Wes Bentley, American Horror Story), se oferece para ajudá-la com o carro, mas sem êxito.

Esperando um táxi, Angela acaba pegando no sono e ao acordar percebe que o prédio está trancado. Não demora muito para ela ser atacada com Thomas, desmaiando. Quanto retoma a consciência, está acorrentada na cadeira, dentro da guarita, enquanto o psicopata tenta recriar uma ceia de Natal romântica entre os dois. E isso é só o começo da noite...


A primeira vez que vi esse filme foi durante a primeira exibição dele na TV aberta, na Record, há muitos anos atrás. Desde então, já revi ele umas 4 vezes, contando com essa última que vi para fazer a crítica, já que o mesmo se passa na véspera de Natal, e bom, estamos perto do Natal. Mas enfim... Sabe aqueles filmes que você assiste e gosta, mas passa um bom tempo sem ver e guarda na memória aquele filme fodástico; só que você vai e revê e percebe que ele não era tudo aquilo? Foi isso que aconteceu comigo e P2.

Visto que o único cenário do filme é o edifício e além do casal principal há apenas mais 3 atores, dá para ver que as limitações da história são propositais para criar aquele clima de tensão, um clima de "sem saída". Nas primeiras vezes que vi o filme, eu tinha gostado desse detalhe do roteiro, pois realmente dá para se ter a sensação proposta. Mas é exatamente aí que o filme se perde. São quase 100 minutos que em parte são aproveitáveis, mas a parte restante é apenas enrolação.

Rachel Nichols é uma ótima atriz - uma pena estar meio sumida esses dias - e, na minha opinião, é sua atuação que carrega o filme. Não gosto do Wes Bentley como ator, não consigo gostar. Atualmente o mesmo está fazendo a quinta temporada de American Horror Story. Como um psicopata, acho que apenas seu olhar convence, mas a atuação no geral não. E em filmes de psicopatas que não são pelo menos mascarados, tem que se ter um bom ator no papel e não acho que Bentley foi a escolha certa.


Por outro lado, as cenas acima mencionadas por serem boas são realmente boas. Há sempre aquele tom de suspense, com cenas de perseguição no escuro e alguns jump-scares, mas o que se destaca - e pega até alguns de surpresa - é o gore. Tem algumas mortes bem violentas, mas pode até se entender, visto que o roteiro do filme foi feito por Alexandre Aja e Grégory Levasseur, conhecidos por seus trabalhos em Alta Tensão (2003) e os remakes Viagem Maldita (2006), Espelhos do Medo (2008) e Piranha (2010).

No final das contas, é um filme genérico. Tem uma mocinha, um psicopata, perseguições, alguma cena envolvendo água (é de lei já), personagens que aparecem uma vez no filme morrendo, etc. Mas o filme é contagiante, o que faz dele o favorito de muitas pessoas. Portanto, uma boa dica.
por Neto Ribeiro

Título Original: P2
Ano: 2007
Duração: 93 minutos
Direção: Franck Khalfoun
Roteiro: Alexandre Aja, Grégory Levasseur
Elenco: Rachel Nichols, Wes Bentley



2 comentários:

  1. Parabéns pela crítica! ótimo texto! Rachel é uma ótima atriz realmente. Como falou que ela estava um pouco sumida, depois dê uma olhada na série de ficção "Continuum" caso não tenha visto ainda ( ela é a protagonista da série). Parabéns pelo site =)

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