Crítica: Floresta Maldita (2016) - Sessão do Medo

26 de fevereiro de 2016

Crítica: Floresta Maldita (2016)



Depois de Boneco do Mal, a próxima grande estreia do "terror" nos cinemas brasileiros é The Forest, lançado aqui como Floresta Maldita. Como comentei na crítica do primeiro citado, grande parte dos filmes de horror que recebem divulgação no Brasil são ruins, fracos ou superestimados. Para não ser o "diferentão" da vez, podemos considerar a segunda bomba oficial de 2016 o longa-metragem aqui em questão.

Estrelado pela linda demais Natalie Dormer (que faz Rainha Margaery de Game of Thrones e também fez Cressida nos últimos Jogos Vorazes), o filme acompanha Sara Price (Dormer), uma mulher que recentemente descobriu que sua irmã gêmea Jess (Dormer) desapareceu. Jess morava no Japão e a última vez que foi vista foi na floresta Aokigahara, famoso local onde pessoas iam/vão para se suicidar.

Ela então parte para o Japão com o objetivo de achar a irmã. Lá ela conhece Aiden (Taylor Kinney), um jornalista que se dispõe a procurar a menina em troca de uma reportagem sobre a busca. No dia seguinte, eles vão juntos com um guia local. Nada acontece de importante, mas perto da hora de irem embora, eles acham um pequeno acampamento com coisas que pertencem à Jess, porém sem nenhum sinal dela.

Teimosa, Sara insiste em ficar no acampamento, Aiden também permanece por lá. Quando anoitece, as imagens ganham carimbos bizarros: Sara começa a ver uma estudante japonesa correndo pelo lugar e dizendo que sabe onde Jess está; o rapaz começa a agir de forma suspeita.

Se você acha que Sara vai ter que enfrentar muita coisa, não se compara a nós enfrentando todo o roteiro chato e parado até chegar ao final pior ainda. A partir do momento em que a moça e Aiden ficam a sós na floresta, a história poderia tomar diversos rumos diferentes do escolhido, e talvez assim o filme seria melhor.

Para quem viu o trailer e achou algumas cenas interessantes, tome cuidado, pois algumas delas você poderá não encontrar. Muitas tomadas foram cortadas da versão final, como a que Sara está no banho e uma figura estranha aparece do outro lado de uma porta, ou a que vemos Sara sendo puxada por várias mãos para dentro da terra, no estilo Arrasta-me Para o Inferno.


Tal figura que eu mencionei acima parece ser o "vilão principal" da história, todo o mal da floresta materializado numa forma só. Não sabemos, porém, quantas cenas foram deletadas, sendo que esse mal personificado aparece apenas em poucas cenas e sem nenhum impacto.

Um aspecto interessante que eu achei antes de ver o filme foi que, na Espanha, ele foi lançado com uma promoção em alguns cinemas, em que o consumidor ganhava uma pulseira que capta as pulsações do seu coração enquanto assiste ao filme. Infelizmente isso não deve ter dado muito certo, já que os sustos são bem limitados.

A direção de Jason Zada, quem dirigiu The Houses October Built (muito mal falado), é bastante irregular e nada acrescenta a um roteiro onde pouco acontece para empolgar quem assiste.  O que mais irrita é que é desapontante ver um ambiente tão rico como a floresta Aokigahara ser mostrado num longa-metragem sem ação e sem graça. O roteiro poderia ter focado no terror psicológico, mas não foi o que fez. Ainda espero ver um filme sobre a famosa Floresta dos Suicidas, onde a tensão e o suspense sejam bem trabalhos e de preferência, um final pessimista para fechar o filme de forma digna.

Em resumo: obra ruim, sem nenhuma personalidade e uma história fraca que poderia ter feito muito, mas muito mais. Tudo parece forçado, chega a ser chato em algumas cenas, justamente pelos fatores que foram feitos no intuito de assustar, não assustarem.

Minha cara percebendo que perdi meu tempo.
por Neto Ribeiro

Título Original: The Forest
Ano: 2016
Duração: 95 minutos
Direção: Jason Zada
Roteiro: Nick Antosca, Sarah Cornwell, Ben Ketai
Elenco: Natalie Dormer, Taylor Kinney, Eoin Macken, Stephanie Vogt

3 comentários:

  1. Eu gostei, não estava esperando nada muito elaborada e que fosse bastante assustador, porém achei interessante. Tinha tudo pra ter sido melhor desenvolvido e realmente senti falta de algumas cenas do trailer, fiquei esperando mais "seres" aparecerem na floresta.
    A cena que ela vai segurando o tubo de linha foi a melhor - na minha opinião.

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    1. Eu gostei daquela cena em que ela segue a asiática dentro da caverna.

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  2. Do tipo de filme que "perdemos tempo" assistindo só por causa de tal atriz/ator em questão (nesse caso a Mulherona Natalie Dormer). de resto... é péssimo mesmo.

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