Crítica: O Mistério das Duas Irmãs (2009) - Sessão do Medo

17 de fevereiro de 2016

Crítica: O Mistério das Duas Irmãs (2009)



Quando você gosta muito de um certo gênero de filmes, sempre existem aqueles "clássicos" que todos veneram mas você nunca viu, certo? Pra mim, um deles era o asiático Medo (A Tale of Two Sisters, crítica em breve no blog). Tanto que vi com bastante expectativa e acabei me decepcionando um pouco. Não que o filme seja ruim, é bom sim, mas não era o que eu esperava. Quando fui ver o seu remake americano pela primeira vez, O Mistério das Duas Irmãs (cujo título original foi mudado para The Uninvited, que em tradução significa algo como "A Não-Convidada"), fui com um pouco de receio.

Isso por que, um dos pontos fortes do original é o final, que apesar de confuso e dividir opiniões até hoje, é uma boa reviravolta. Portanto, dá pra perceber que tanto aqueles que esperavam pelo filme em 2009, quanto eu quando fui vê-lo, estavam meio preocupados com o final na adaptação. Mas posso dizer que meio que surpreendi com o jeito que o filme foi levado.

O ORIGINAL

A Tale of Two Sisters, lançado por aqui pela Europa Filmes como Medo, foi lançado em 2003 e ganhou um status de "cult" atualmente. A história acompanha duas irmãs que voltam para casa após passar um tempo em um internato. Elas são recebidas de braços abertos pela madrasta, que logo depois se mostra uma mulher cruel. Aos poucos, acontecimentos perturbadores vão deixando as duas desconfiadas.

A HISTÓRIA

A protagonista é Anna (Emily Browning, Sucker Punch), que retorna pra casa após passar 10 meses em um hospital psiquiátrico, depois que sua mãe doente morreu acidentalmente em um incêndio. Ao voltar, ela se depara com a nova madrasta, Rachel (a ótima Elizabeth Banks), que era a enfermeira da mãe dela.

Com o passar dos dias, as atitudes de Rachel vão ficando mais suspeitas. Desconfiada, Anna se junta a sua irmã Alex (Arielle Kebbel, O Grito 2) para tentar descobrir que segredo Rachel esconde, enquanto ela mesma começa a presenciar visões estranhas, como pesadelos, enquanto está acordada.

Acabou o absorvente!
PONTOS BAIXOS

O que mais me incomodou no filme foi a americanizada que deram à história. Comentei sobre isso na crítica de Espelhos do Medo, outro remake de um filme asiático. Isso pode até ser compreensível se você entender que são culturas diferentes. No entanto, irrita. Tiradas clichês na história, sustos jumpscares, cenas pra tentar causar medo, mas faz o contrário. Só aquela cena do original em que a personagem vê alguém embaixo da pia dá mais medo do que todas as tentativas de susto nesse filme.

Além de algo que já se era esperado de um remake americano: é um filme que não se arrisca. No final das contas, tudo lembra filmes que você já viu. A história bem genérica, clichê e personagens sem emoções.

PONTOS ALTOS

Apesar das falhas que mencionei acima, o que não me fez considerar o filme ruim foi o final. Eu até imaginei que a conclusão seria semelhante à do original, mas o fato deles terem conseguido criar uma nova reviravolta que não soasse mal-feita foi a gota d'água pra que eu pudesse me decidir sobre o filme.

CONCLUSÃO FINAL

Não é um filme ruim. É meio fraco sim, em comparação ao original e até mesmo outros filmes americanos. Mas há muitos piores. O problema de O Mistério das Duas Irmãs é, como eu falei, ele é medroso, certinho demais. Embora não considere o original um dos meus filmes favoritos, posso dizer que é um filme forte e que faz muito com pouco, coisa que infelizmente o remake não faz. Ainda assim, acho que vale a pena conferir.
por Neto Ribeiro

Título Original: The Uninvited
Ano: 2009
Duração: 87 minutos
Direção: The Guard Brothers
Roteiro: Craig Rosenberg, Doug Miro, Carlo Bernard
Elenco: Emily Browning, Elizabeth Banks, Arielle Kebbel, David Strathairn, Jesse Moss

2 comentários:

  1. Eu assisti com minha mãe (ela adora filmes de terror) e ela teve que sair antes do final, e dai não contei o final a ela, ela assistiu de novo e ficou surpresa com o desfecho... Eu particularmente acredito que o que salvou o filme foi o final, pois a atriz que faz a Anna, é muito sem sal, nem açúcar, por mais que tenha acabado de voltar de um hospital psiquiátrico.

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