Crítica: Dia dos Namorados Macabro (1981) - Sessão do Medo

6 de março de 2016

Crítica: Dia dos Namorados Macabro (1981)

De volta aos anos 80, todos ainda estavam na febre que foi Sexta-Feira 13. E naquela época, todos queriam entrar na onda do assassino "mascarado" ou "desconhecido", que se revelaria no final, ou slasher. Tanto que veio outros filmes com a temática de acampamento como The Burning (1981) e Sleepaway Camp (1983). Mas Dia dos Namorados Macabro não tem essa temática e envolve, na verdade, uma cidade mineira aterrorizada por um assassino com uma picareta.

Infelizmente, Dia dos Namorados Macabro não teve o mesmo tratamento de seus parceiros e acabou sendo completa - e literalmente - mutilado pela censura. Resultado disso foi um filme em que todas as mortas eram off-screen, o que levou muitos ao desapontamento e o filme amargou na bilheteria. Foi só alguns anos depois que a versão sem cortes foi descoberta e lançada em DVD.


O que é uma pena, pois muitos (cof, cof, eu) só vieram conhecer esse clássico após a estreia de seu remake, Dia dos Namorados Macabro 3D, que não se leva tão a sério quanto o original mas é divertido, tem umas mortes estranhas e exageradas, mas que serve pra rir. Portanto, já deixo explícito aqui no início da crítica que se você gosta de filmes antigos e não viu esse aqui, termine de ler a crítica e vá ver.

No início da produção, o diretor foi abordado para um contrato de dois filmes. O primeiro era chamado The Secret (O Segredo), mas teve o título mudado para My Bloody Valentine pelos produtores. O segundo nem chegou a ser produzido.


A história do filme em questão mostra a pequena cidade mineradora de Valentine Bluff, em que todo ano acontece um grande baile de Dia dos Namorados. Um ano, dois trabalhadores da mina acaba deixando o local, ansiosos pelo baile, sem checar os níveis de gás. Uma explosão acaba soterrando cinco mineradores, tendo apenas um sobrevivente: Harry Warden, que acaba ficando louco, indo parar num sanatório.

Por coincidência do destino, Harry recebe alta um ano após o acontecimento. E adivinhem que dia ele é liberado? Dia dos namorados. E o que ele resolve fazer? Veste sua roupa de minerador, arranja uma picareta e mata os dois caras que causaram o acidente. A cereja do bolo é que ele arranca os corações dos caras e deixa um bilhete, avisando que o baile nunca mais deve acontecer.

Duas décadas se passam e adivinha só o que a cidade resolve fazer? Isso, um baile. Até por que, se passaram 20 anos, não teria como algo acontecer, certo? Errado. A nova geração de jovens estão se preparando para o primeiro baile da cidade depois desse tempo todo, mas quando novos assassinatos começam a acontecer, eles resolvem fazer o próprio baile clandestino. Mas claro, os jovens começam a morrer. A pulga atrás da orelha é: Seria Harry Warden ou alguém que eles não esperam?


Além do clima típico de slashers dos anos 80, Dia dos Namorados Macabro se destaca pela fluidez que a história se desenrola, principalmente quando está chegando perto do clímax e os jovens que ainda estão vivos entram na mina abandonada e sendo mortos um por um.

As mortes também são um show a parte - a minha favorita sendo a que um dos personagens é jogado em um tipo de poço com uma corda no pescoço e sua cabeça acaba sendo arrancada no impacto! Uma coisa interessante sobre as mortes é que, como falei antes, todas elas foram inicialmente cortadas do filme, sendo a maioria off-screen. Quando a versão sem cortes foi lançada, ela pegou todas as cenas deletadas do fotograma original e é possível perceber pois tais cenas tem uma coloração meio diferente do resto do filme.

Portanto, se você curte esses slashers, Dia dos Namorados Macabro é um dos ótimos exemplos daquele tempo e que todo fã de terror deve conferir pelo menos uma vez para ver o que acha.
por Neto Ribeiro

Título Original: My Bloody Valentine
Ano: 1981
Duração: 93 minutos
Direção: George Mihalka
Roteiro: John Beaird
Elenco: Paul Kelman, Lori Hallier, Neil Affleck, Don Francks, Cynthia Dale, Alf Humphreys, Keith Knight, Patricia Hamilton


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