Crítica: Halloween - O Início (2007) - Sessão do Medo

24 de março de 2016

Crítica: Halloween - O Início (2007)


Tenho que dizer que pensei muito antes de fazer a crítica desse filme, principalmente por ser um filme com um histórico tão ""polêmico"" entre os fãs. Assim como 90% dos remakes, Halloween tem seus fãs (como yo) e aqueles que tem vontade de queimá-lo na fogueira. Por tanto quero logo adiantar que se você é um daqueles "mimizentos" que odeia o filme, esse post pode não agradá-lo muito, rs.

Enfim, Rob Zombie sempre dividiu opiniões em seus projetos. Seu primeiro filme, o viajado A Casa dos 1000 Corpos (House of 1000 Corpses, 2002), traz elementos de O Massacre da Serra Elétrica com vários outros bem difíceis de compreender numa linha de raciocínio "normal". Seu segundo já é um pouco mais adorado, o ótimo Rejeitados Pelo Diabo (The Devil's Rejects, 2005), que serve de continuação para o filme anterior e é bem superior em quase todos os sentidos.

Para a produção da refilmagem do clássico Halloween, filme de 78 dirigido por ninguém mais ninguém menos que John Carpenter, Rob Zombie teve que se virar, isso por que: segundo ele, ícones do terror como Freddy Krueger, Jason Vorhees e o próprio Michael Myers haviam se tornado tudo menos assustadores entre as audiências já que o público estava bastante familiarizados com ele. A proposta do diretor era reinventar a história de Myers em seu novo filme.


E foi exatamente isso que ele fez. Diferente do original, o novo Halloween cria todo um background para Michael Myers, mostrando-o desde a infância. Enquanto o filme de 78 abria com uma cena em plano-sequência, temos aqui quase meia hora de filme mostrando a infância problemática de Michael (interpretado pelo estranhaço Daeg Faerch), com sua mãe stripper, seu padrasto abusivo e sua irmã mais velha que dá pra todo mundo, rs. A única pessoa que Michael tem afeto na família é sua irmã recém-nascida, Angel Myers.

Na noite de Halloween de 1990, Michael assassina sua irmã mais velha, seu namorado e seu padrasto, sendo mandado para um hospital psiquiátrico onde passaria os próximos 15 anos de sua vida sob os cuidados do Dr. Sam Loomis (interpretado pelo ótimo Malcom McDowell, Laranja Mecânica). Depois desses 15 anos, Michael foge do hospital, uns dias antes do Halloween. Para onde ele vai? Para Haddonfield, sua cidade natal, onde atualmente mora Laurie Strode (a fraquíssima Scout Taylor-Compton), que mal sabe que é adotada e que é a verdadeira irmã de Michael, se tornando o alvo principal do psicopata.

A principal diferença entre o filme de Carpenter e o filme de Zombie (e que por certa vez deve ter sido o elemento chave pra a má-recepção de alguns fãs) é que o rockeiro deixa de lado o suspense (sabe aquelas cenas tensas que só tem nos filmes Halloween, em que Michael apesar de andar lento sempre está perto o suficiente da vítima?) para dar a lugar a violência gráfica. 

Isso me irritou? Um pouco. É estranho ver um filme Halloween sem suspense (até o Ressurreição tem umas cenas tensas). Mas de certa forma, Halloween me agradou no seu jeito violento de ser. Claro, como um filme digno de Carpenter, esse remake não tem chances. Mas se você for ignorar tal detalhe e tentar assistir o filme com o pensamento na cabeça de que é mais um daqueles filmes de terror violentos, é uma boa pedida.


Outra coisa que irritou bastante a galera, mas não me senti desse jeito, foi a ideia de Zombie de tentar explicar a maldade de Michael Myers. Era destacado várias vezes na saga original que Michael era o mal puro encarnado. Aqui, o filme "usa a desculpa" de que Michael é assim devido à sua infância complicada. Do meu ponto de vista, Zombie conseguiu explorar bem o seu conceito do Michael.

No elenco, o ator que mais chama atenção é o veterano Malcom McDowell no papel que pertencia à Donald Pleasance na franquia original. A nova Laurie Strode, interpreta pela novata na época Scout Taylor-Compton (Voo 7500) é bem fraquinha e não se compara nem ao menos com Jamie Lee Curtis em seu papel icônico. De certa forma, a atriz que chama mais atenção é Danielle Harris, que quando era pequena interpretou a Jamie Lloyd no Halloween 4 e Halloween 5 - e que 20 anos depois voltou a convite de Rob Zombie para interpretar Annie, a amiga de Laurie. Outro ator que é conhecido pelos fãs de terror mas não muito pelo seu rosto é o Brad Dourif, que dublou o boneco Chucky em todos os 6 filmes da franquia Brinquedo Assassino e está confirmado no sétimo filme; em Halloween: O Início, ele faz o Xerife da cidade e pai de Annie.

Interessante falar que apesar de ter sido lançado em 2007, esse Halloween só chegou nos cinemas brasileiros pela PlayArte em 2009, no ano de lançamento da sequência, Halloween 2 (que é facilmente um dos piores filmes da franquia e tão viajado quanto o Halloween 6 e suas teorias druidas). A versão lançada nos cinemas do Brasil era uma versão cortada, com algumas cenas deixadas de fora.
por Neto Ribeiro

Título Original: Halloween
Ano: 2007
Duração: 110 minutos
Direção: Rob Zombie
Roteiro: Rob Zombie
Elenco: Malcolm McDowell, Sheri Moon Zombie, Tyler Mane, Danielle Harris, Scout-Taylor Compton, Brad Dourif, William Forsythe

4 comentários:

  1. Legal seu ponto de vista e respeito, Não concordo com muita coisa ai, mas é sempre bom ver pontos de vista diferente

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  2. Pela primeira vez eu discordo de uma crítica do site, mas é assim q funciona opiniões, e como o Neto disse, exatamente isso faz desse filme uma mancha ao original, onde o suspense era algo incrível, o Michael observado e sumindo do nada, esse daí, um gigante q não precisa se esconder é mto ruim, óbvio q o original tem furos, mas é um daqueles clássicos q não deveria ser tocado, mas excelente crítica =D

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  3. Faça uma critica do Halloween 3- a noite das bruxas, não tem o Michael Myers, mais eu achava bacana.

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