Crítica: O Dia do Terror (2001) - Sessão do Medo

10 de março de 2016

Crítica: O Dia do Terror (2001)


No início dos anos 2000, o subgênero slasher tinha sido reformulado alguns anos antes com Pânico e desde então, vários filmes dele foram sendo produzidos. Mas ao passar dos anos, ele foi enfraquecendo - tendo em vista que vemos poucos filmes slasher atualmente - e entregou alguns modelos que sempre deixava aquela sensação "falta-alguma-coisa". Um deles é O Dia do Terror, título nada criativo (criatividade? O que ser isto?) para Valentine, um slasher promissor lançado no início da década.

Para falar dele, preciso comentar que ele foi o primeiro filme de terror que vi (eu sei, é patético), portanto eu meio que tinha certa afeição por ele. Fazia um bom tempo que eu não o via, então foi bem decepcionante rever ele depois desse tempo todo e perceber que o filme é meio... bléh.

Comandado por Jamie Blanks, diretor de Lenda Urbana, o longa mostra logo em sua abertura algo que aconteceu há mais ou menos uma década. Durante um baile de escola do Dia dos Namorados, um garoto esquisito é espancado e humilhado depois de ser rejeitado por um grupo de meninas. Atualmente (ou em 2001), uma das garotas (Katherine Heighl) é assassinada, na cena de abertura (que devo admitir, é boa).

As outras são: Kate (Marley Shelton, Planeta Terror), Paige (Denise Richards, na época fazendo sucesso depois da cena da piscina em Garotas Selvagens), Dorothy (Jessica Capshaw, Grey's Anatomy) e Lily (Jessica Cauffiel, Lenda Urbana 2), que ainda são amigas. Após saber da morte da outra, que tinha se afastado delas na faculdade, elas começam a receber bilhetes estranhos. Não demora muito para que sejam mortas por um assassino usando uma máscara de cupido.


A violência não é o problema do filme. As mortes não são ruins (tirando aquela da galeria, que foi muito forçada) e o visual do assassino é até bom - o que é importante para um filme slasher (já viram o de Um Grito Embaixo D'Água?). Além da cena de abertura, tem uma cheia de suspense que é aquela que acaba com o pescoço perfurado pelo vidro quebrado.

Algumas coisas no roteiro são forçadas demais ou ridículas demais para eu não reclamar. Um exemplo gritante é a festa no final, que mal é mencionada antes de acontecer. Durante o evento, Paige vai para a hidromassagem sozinha - já claro que elas sabiam que havia um possível serial killer querendo matá-las. Daí ela escuta um barulho no jardim e o que ela faz? Ela se levanta e pergunta "Quer ser meu namorado?". Mesmo após uma de suas amigas ter sido morta e a outra estar desaparecida (morta já, mas elas não sabem). Isso sem falar no final forçado demais para me descer. 

O problema de O Dia do Terror, ao meu ver, é que acaba sendo datado demais, além do roteiro extrapolar nos clichês. Dia dos Namorados Macabro (1981), que eu recentemente revisei, é uma recomendação bem melhor. Claro que esse aqui não é um monstro ambulante. Pode ser divertido, mas algumas coisas me irritaram, até por que eu tinha um filme melhor na memória, rs.

Curiosidade: Algumas mortes do filme tiveram takes cortados para evitar a alta censura. A morte de Shelley mostraria sangue espirrando da sua garganta cortada; Quando Ruthie, a ex do namorado de Dorothy, morre, o sangue no chão se espalharia formando um coração; e o vizinho de Kate seria espancado pelo ferro elétrico 11 vezes e não só duas como foi no filme.

por Neto Ribeiro


2 comentários:

  1. Anônimo3/17/2016

    filme maravilhoso! nao sabe oq ta falando =P

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  2. entendo sua crítica, adorei esse filme quando vi no cinema, recentemente quando fui rever, não consegui nem terminar de assistir

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